As massagens pagam-se caras
Boa-noite a todos! É verdade, estou tomada de uma rara onda de boa-disposição sem motivo algum. Estou em Valença desde o passado Sábado. Vim com o meu irmão Bruno visitar os meus avós, fazer mais um retiro espiritual (que estava a precisar) e relaxar na capital das massagens. Abençoada mãe da ex-namorada do meu tio-avô Vítor que ensinou a minha avó as técnicas básicas de fazer massagens! LOL Estão a ver o meu ar de neta exploradora da própria avó: "Faz-me uma massagem...". Ao que ela responde: "As massagens pagam-se caras!". Mas eu não me deixo demover: "Eu vou embora amanhã!...". O que os avós não fazem pelos netos?
De qualquer forma, não estou aqui eufórica porque tive direito a duas massagens nos últimos dois dias... E também não vos posso dizer porquê. Simplesmente estou. Também ajuda o meu irmão, que detesta mexer uma palha em tudo relacionado com a escola e/ou estudos, estar a portar-se razoavelmente bem a ler aos poucos um livro de contos que eu lhe comprei para ele ler durante as férias. De maneira que me tenho sentado com ele a ler em voz alta para me assegurar que ele compreende o que está a ler. Estou bastante satisfeita com ele. Ontem à noite, depois de ter feito uma birra por não querer ler mais à tarde e eu o ter obrigado a prosseguir, até tomou a iniciativa de me vir pedir para me sentar com ele a ler outros dois contos! Esplêndido! Por outro lado, passa o dia aos tirinhos com uma pistola de pressão de ar. As bolinhas, com cerca de 5 milímetros de diâmetro, quando acertam em carne humana magoam! Sinto-me na obrigação de esclarecer, para quem possa estar a ter dificuldade em recordar, que o meu irmão tem 11 anos, quase 12! Em abono da verdade tenho de dizer que, apesar de não estar a ser um tempo de qualidade aquele que estou a passar com o meu irmão, as crianças conseguem tornar os nossos dias mais alegres e as nossas preocupações mais leves. Ah! Por falar em irmãos, convém não esquecer que no Sábado fui de propósito ao aeroporto, arrastando comigo a minha tia e a Cris (o que não seria tão grave se não fossem 07:30 da madrugada quando saímos de casa), só para estar 10 minutos com a minha adorada irmã. Ela apenas aterrou no Porto para ir de carro até Leiria, onde está a acampar com os escuteiros Leirienses. É impossível explicar o quanto eu tremia de ânsia por a rever. E quando a abracei, aquela coisinha fininha, um verdadeiro pau de virar tripas, não a queria mais largar, sob pena de a sufocar, como ela tanto se queixou. Já depois de a ter visto chegar e logo partir, não pude deixar de pensar o quanto tinha sido um momento oco. Não me interpretem mal: gostei de ver a minha irmã, adorei estar com ela por muito pouco que tenha sido, não me importei minimamente de me ter esforçado tanto para conseguir uma paga tão pequena. O problema é que depois do "Finalmente! Que saudades! Tenho de ir, adeus!" a vida continuou a decorrer, como se nada tivesse acontecido de extraordinário. E era suposto este ser um momento fora do normal, não? Parece que a ânsia foi mais agradável do que o pós-reencontro. Não era suposto eu sentir-me mais feliz por ter estado com ela? Ou, pelo contrário, sentir-me triste por nos separarmos de novo? Não seria normal uma qualquer reacção ter ocorrido em mim, algo a nível muito profundo no meu interior? É que sentia-me normalíssima! Será que estou a perder a capacidade de sentir? Recuso-me a viver os momentos mais doces da vida e no seu seguimento sentir-me normal!!! Para quem tinha começado a escrever tão alegre, despeço-me de vocês com um humor carregado de negro...
























14. Detestas tirar fotos (embora tenhas melhorado nos últimos anos em relação a isso) mas ficas bem em todas.



Aqui, durante a tarde em que fomos estudar no parque para a Oral de Português, temos a Luísa (andavas a fugir da máquina nesse dia! Tenho mais de uma fotografia tua com livros à frente da cara), o João (o à-parte da Luísa serve para ti), a Claudia e eu. O esquilo não era um colega nosso, transformado em animal pelo estudo árduo. Foi um pequeno amiguinho que fizemos nesse dia. Acho que o Zé é um bom exemplo da nossa vontade de estudar. Quantas vezes repeti eu a intriga de "Os Maias" nessa tarde! Ao menos ainda te lembras de alguma coisa, Zézito? Duvido...


O Baile do BAC. Não foi tão divertido como eu esperava que fosse, mas foi mais uma oportunidade para aproveitar os últimos minutos com o pessoal. Parece que a Luísa está zangada, mas não, estava apenas muito concentrada na comida (todos sabem como ela é esquisita com pratos esquisitos, não é?). Não, a foto da Bárbara não ficou mal: ela fez esta careta de propósito para mim. Na verdade, e ela sabe disso, achei que ela era a mais bonita da festa. (Não me lembro de te ter visto com o cabelo esticado antes...) Não dancei quase nada nesta noite... O meu pai foi-me buscar muito cedo (enfim, à hora que eu lhe tinha dito para me ir buscar - meia-noite. Nunca pensei que só houvesse música a partir das 11:15) e para além disso, as meninas estavam todas envergonhadas: não queriam dançar porque as mães estavam presentes, portanto não me faziam companhia. O pouco que dancei é memorável, no entanto: o namorado da Sara foi um querido, dançou com a Tânia Silva e comigo. O acontecimento a recordar com muitas gargalhadas é ele me ter feito rodopiar tanto e sem cessar que uma peça de roupa (não vou dizer qual :-P) me saiu do sítio. LOL

Esta foi a última saída em turma (não esteve lá a turma toda nem tenho fotos com mais do que duas pessoas, mas era uma saída em turma). O Tiago e a Inês entretiveram-se a tirar fotos com o telemóvel. Nessa tarde a Inês estava eléctrica a pensar na quantidade escandalosa de artigos electrónicos que ia comprar para prencherem a vida dela em Coimbra. Tenho de repetir que a Bárbara só faz caretas para as fotos. Quando não se esforça tem uma cara super fofa. A parte mais engraçada da tarde foi eu passar por mãe do meu irmão Bruno, que, para quem não sabe, tem 11 anos. Depois, eu, o João e o meu irmão fomos passear até ao parque e eu consegui tirar umas fotos giras ao pôr do sol. Que saudades daquele céu!... É verdade... Naquela altura eu andava com uma pancada qualquer de tirar fotos à natureza. Não me saí mal, consegui algumas imagens magníficas.



