domingo, 29 de julho de 2007

Harry Potter - o fim de uma era

Queridos amigos, leitores, curiosos:

Há pouco mais de meia hora acabei de ler o sétimo e último livro da saga do feiticeiro mais conhecido do mundo inteiro.
Como muitas pessoas amantes da leitura, sempre que me cruzo com um livro que me atraia particularmente, desejo o impossível: que nunca chegue ao fim. (Talvez no mundo mágico de Harry Potter - e deito-me a adivinhar, já que a excelentíssima J. K. Rowling nunca se lembrou de inventar tal, ou, pelo menos, não o deu a conhecer através dos seus livros - haja um qualquer feitiço que permita que um livro se prolongue apenas, indefinidamente, eternamente, maravilhosamente, para deleite do leitor que não quer ver a história cativante das suas páginas atingir um fim.) Com todos e cada um dos livros de Harry Potter não foi diferente. E se ao chegar à última palavra de qualquer um dos 6 primeiros livros o sentimento de conclusão era avassalador, a antecipação e a ansiedade pelo próximo livro - e quem está comigo conhece bem as esperas de anos - eram igualmente fortes e constituíam um brilho na alma sombria, uma leve esperança de reencontrar aquele mundo no futuro. Contudo, ao começar a ler Harry Potter and the Deathly Hallows, apoderou-se de mim a compreensão fatalista de que nada mais havia a esperar depois das 607 páginas. Avidamente - já que nem esse sentimento me faria ler o livro mais vagarosamente, meia dúzia de páginas por dia - devorei palavra após palavra, mas não quer isto dizer que deixei de o saborear. Cada momento decisivo mereceu uma aceleração do meu já agitado coração, cada desenvolvimento foi recebido com um mudar de posição corporal, cada nova revelação brindada com um brusco e sonoro suster da respiração.
Cedo chegou o culminar da aventura e com ele a inevitável sensação infeliz de "o fim está perto".
Sabia que ia ser um momento fortemente emotivo, esperava até algumas lágrimas; mas não passaram de uma ténue ameaça que turvou a minha visão nalgumas passagens. Por mais que haja milhões de pessoas que se riram do que acabei de escrever e acharão patético o que escreverei a seguir, isto é a mais pura das verdades: eu deixei-me tocar profundamente, talvez tanto como os mais fanáticos da saga, por este mundo de fantasia.
Ler as últimas páginas foi tão doloroso como preparar-me para a partida de alguém muito querido, ler as últimas linhas foi tão doloroso como ter de me despedir de alguém muito querido, fechar o livro resultou num interno grito lancinante...
Depois disso, só o vazio... Um vazio abissal, onde corre um sofrimento gigantesco pela perda de um amigo.
Depois de 7 anos desta amizade encantada, já não me pergunto o que faz da obra de J. K. Rowling uma obra tão globalmente apreciada, capaz de gerar ondas de loucura; já não me questiono sobre a grandiosidade da autora nem sobre a magnitude que constitui os seus 7 livros; já não invejo (embora sempre o tenha feito saudavelmente e com enorme admiração) a desmesurada imaginação e o incrível talento da escritora. Depois de 7 anos desta amizade encantada, que guardarei como um dos maiores tesouros deste período da minha vida, apenas posso dizer que Harry Potter e o seu mundo merecem o eterno reconhecimento de ter feito com que sentisse tão realisticamente que eu era mais uma das bruxinhas que integram a história, combatendo o mal, lutando por um mundo melhor, chorando pelas perdas humanas que abalaram todas as personagens, rejubilando com cada triunfo da maior força de Harry Potter, aquela mais subestimada pelo seu inimigo mortal, Lord Voldemort: o Amor. Depois de 7 anos desta amizade encantada, não posso deixar de louvar a brilhante mulher por detrás de toda esta criação, a fantástica J. K. Rowling, concedendo-lhe tão humilde e desnecessariamente - tenho a certeza de que é um dado há muito adquirido - o maior elogio que lhe posso fazer: verdadeiramente mereceu a imortalização do seu génio.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Lagarto ao sol

Cheguei há pouco de uma tarde inteira passada em Lisboa com o meu irmão Tiago e estou exausta. Estivemos no Aquário Vasco da Gama e eu diverti-me imenso, durante cerca de 10 minutos, enquanto íamos da estação de comboios de Algés para o Aquário, a dizer-lhe que íamos ao Aquário "debaixo da cama". Ele ficou muito desiludido, pois eu tinha-lhe dito no dia anterior que era um aquário muito grande; e se cabia debaixo da cama, afinal era pequenino. LOL Mas quando lá chegou, estava muito alegre e cheio de energia (ou seja, tive de correr atrás dele). Passámos uma tarde muito agradável e ele divertiu-se imenso. Foi também a primeira vez que ele andou de comboio, algo que já queria fazer há muito tempo.

Quanto à minha estadia de 3 dias no Alentejo, bem, foi óptima! Relaxei, li, tomei banhos numa piscina com água a 26 graus, apanhei curtos banhos de sol (que mesmo assim provocaram um valente escaldão)... Foi de facto uma maneira fantástica de começar as férias de Verão em Portugal.
Voltámos no Domingo à tarde e eu estava queimadíssima: nem o protector solar factor 30 me salvou. De facto, o sol está perigosíssimo este Verão. Quando fui à praia na Terça, nem despi a t-shirt, visto que a parte onde apanhei o pior escaldão foi nos ombros, nas costas e no peito. Para compensar, não vim da praia sem trazer um escaldão nas pernas também! Conclusão: no próximo ano tenho de aumentar a protecção solar para factor 50.
E tem sido isto que se tem passado comigo na última semana. De resto, quando fico por casa devoro livros, já que quero ter relido todos os 6 livros do Harry Potter antes que chegue o 7º, que encomendei em Inglês, mas está atrasado... Mal posso esperar por começar a lê-lo!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Socializar para não sufocar

É verdade, eu tinha muitos planos para aproveitar ao máximo as 4 semanas que passei no Luxemburgo. Infelizmente, já que o sol se fez notar pela sua ausência, a vontade de sair de casa era nula. Só nos últimos 3 dias em que estive lá é que consegui apanhar um pouco de sol no meu terraço. Soube particularmente bem. :-)

Mas para me distrair dos pensamentos rancorosos contra o astro-rei antes que ele tivesse começado a brilhar (exactamente em vésperas de me vir embora para Portugal, o que é ainda mais ultrajante), tentei sair algumas vezes, sobretudo para socializar. No dia 7, estive finalmente com a minha miga adorada. Embora ela estivesse com mais vontade de rever as suas amigas estrangeiras, não hesitei um segundo quando a Luísa me telefonou em cima da hora para ir com ela às compras. Em 10 minutos estava pronta para sair. É claro que, entretanto, ela perdeu o autocarro e eu tive de esperar meia-hora por ela no centro do Luxemburgo. À parte as situações típicas da Lu, acabei por passar um bom bocado a vingar-me do tédio que tinha marcado encontro comigo para essa tarde.
No dia 10, fui com a Margarida ao Chi-Chi's. Conversámos imenso (e eu falei pelos cotovelos, como devem calcular), em seguida fomos às compras e encontrámos inesperadamente a Claudia, que já não víamos há um ano. Infelizmente, ela não pôde ficar a conversar connosco mais do que 5 minutos, mas espero ainda encontrá-la em Lisboa para poder matar saudades. Depois de ter, finalmente, encontrado um blusão de ganga branco - ao qual se juntaram mais umas quantas peças de roupa e acessórios - decidi que queria tirar umas fotos engraçadas com a Margarida. Este foi o resultado:

Em suma, foi, de facto, um dia bastante divertido. Para utilizar as palavras da Maggie: comemos bem, bebemos bem, rimos bem, comprámos bem. (Ok, na realidade, só metade das palavras são dela... Mas eu tinha de dar o meu toque pessoal :-P)
No dia 11, estreou "Harry Potter e a Ordem da Fénix". Lá fui eu a correr para o cinema, arrastando o meu irmão que, depois de uma senhora lhe pedir que desligasse a PSP - sim, ele estava a jogar no meio do filme - acabou por adormecer. Convém esclarecer, estou a falar do Bruno, aquele que tem 12 anos.
Quando depois dos anúncios dos outros filmes, ouvi as primeiras notas daquela música, a música do ínicio de cada filme do Harry Potter, fui assaltada por um mar de emoções. Acho que posso bem dizer que aquela música é das mais simbólicas da minha adolescência.
No dia 13, fui ao aeroporto esperar a Sandra e a Vanessa que chegavam de Barcelona com a restante maioria da Turma 89. Foi uma pequenina surpresa, pois elas não estavam a contar comigo. E foi um dos primeiros dias de sol que apanhei, portanto soube ainda melhor ir dar aquele passeio. No dia seguinte, voltei a estar com a Vanessa e a Sandra, desta vez para a despedida. Ambas viriam para Portugal no dia 15.
Depois de algumas tentativas, consegui marcar um dia para estar de novo com a Sara. No dia 16, penúltimo dia que passei no Luxemburgo, fui até casa dela almoçar. Após uma longa espera de 1 ano, ela assinou, FINALMENTE, o meu YEARBOOK. Mas valeu a pena esperar. ;-)
Por fim, chegou a hora de vir para Portugal. Ontem, assim que cheguei ao Porto (depois de uma viagem mais animada do que o normal, acompanhada pela Inês Vieira, e da simpática boleia da sua mãe) fui tratar da mudança de curso, que me tomou o dia todo, embora não tenha ficado nada completamente tratado...
Agora estou no Montijo, daqui a pouco vou para o Alentejo passar o resto da semana. Ver se bronzeio um bocadinho, porque as horitas que passei ao sol no terraço no Luxemburgo não me deixaram menos branca.
Beijinhos!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Últimos momentos da Turma 89 - tão generosamente partilhados comigo

De facto, este artigo talvez verse sobre assuntos fora da minha jurisdição. Mas reservo-me o direito de considerar os últimos três dias da semana passada como os mais fantásticos deste mês.

Este ano, mais uma turma Portuguesa chegou ao final do Secundário. Felizmente, eu estava cá para ver o que faltou à minha em igual período do ano passado. Infelizmente, o tempo não volta atrás e nós nunca mais teremos uma despedida do Secundário.
Na Sexta, tinha apenas três planos: estar com a Sandrinha de manhã, com a Luísa à tarde e vir a casa almoçar. Apenas um deles acabou por se tornar realidade. Fui ter com a Sandrinha e, como gosto tanto dela, não me consegui mais afastar: passei o dia com ela. É claro que isto era a minha versão romantizada da história. LOL Portanto, o que se passou na realidade é que, a Inês Vieira e a Sandra me convidaram para almoçar com elas no Quick e em seguida, para preparar com elas uma apresentação powerpoint que queriam mostrar no jantar de despedida dessa noite. Por muito tentada que estivesse, tive de recusar, já que tinha combinado estar com a Luísa. Mas a minha miga do coração telefonou-me a pedir desculpa, que se tinha esquecido que tinha dentista e que teria de ficar para outro dia.
Muito contente por poder passar mais um tempinho com as meninas finalistas que foram antes de ontem para Barcelona - e quando voltarem fogem de novo para Portugal - lá fui eu para casa da Vanessa, acompanhada da Inês e da Sandra, para o que só pode ser denominada como uma tarde de verdadeira luta contra o tempo. Não têm ideia da correria daquelas escassas horas em que acabámos por decidir que quando elas fossem para o jantar, eu ia para casa dar os últimos retoques no powerpoint, ficando estabelecido que o levaria ao restaurante um pouco mais tarde. Igualmente, não têm ideia do quão fabulosa foi esta tarde. Francamente, foi o dia de trabalho mais gratificante que tive num ano. Eu tinha uma tarefa muito específica: escrever os textos que, acompanhados das inúmeras fotografias compiladas por elas e de três músicas estrategicamente escolhidas, deviam fazer correr um mar de lágrimas. Apesar de não ter conseguido escrever bem o que pretendia, há que ter em conta a dificuldade que é escrever sobre algo de que não se fez parte. Apesar de tudo, acho que aquela tarde de trabalho valeu a pena, " 'cause even the impossible is easy/ when we got each other", como diz uma das 3 músicas - "High", dos Lighthouse Family, cuja letra se encontra também neste blog. :-)
À esquerda, a Vanessa e a Inês a trabalharem; à direita, a Sandrinha a descansar.
E obviamente, eu estava a tirar fotos... De maneira que, pode parecer que só a Vanessa e a Inês estavam a fazer alguma coisa. :-P
Já se fazia tarde. Como aceleração de última hora, tivemos de gravar as músicas e o powerpoint para um cd, não fosse acontecer algum acidente com a minha pen. Corremos para o autocarro, separámo-nos na Gare, eu fui para casa e implorei ao meu pai que me levasse ao Odéon para ter mais tempo para acabar o powerpoint e arranjar-me (já o tinha mobilizado para me ir buscar e não queria incomodá-lo mais).
Finalmente, cheguei ao restaurante, verificámos de novo o powerpoint. Foi tão bom voltar a estar num contexto "Escola Europeia" - rever os professores, ver caras familiares. Foi de facto uma noite fantástica. E a apresentação do powerpoint foi um sucesso. :-)
No dia seguinte, de manhãzinha, antes da entrega dos Diplomas, passei na Philarmonie para dar mais um beijinho às minhas companheiras de trabalho da tarde anterior e poder sentir-me como uma mãe que vê os filhos partirem para a Faculdade. LOL
Por fim, no Domingo, como convidada para a Bênção das Pastas, tive oportunidade de ver a exaustão daquelas carinhas que na noite anterior tinham festejado até às tantas no Baile do BAC. Mas ninguém diria que estavam muito cansadas: lindas como sempre!
Para terminar este artigo tão, mas tão especial, quero, antes de mais, agradecer do fundo do coração a generosidade de me terem deixado partilhar um bocadinho do vosso sentimento de despedida; já sabem que eu sinto as coisas de maneira diferente - talvez para outros fosse uma situação normalíssima, para mim significou mais do que posso começar a explicar. A prenda da Vanessa e da Sandra, que tanto me alegrou há uns meses atrás, na altura da "cerimónia de entrega da t-shirt" deixou-me bastante comovida e é para mim um símbolo de tantos momentos mais do que agradáveis na vossa companhia.
Espero vivamente que a separação desta turma seja uma oportunidade de fortalecer ainda mais os laços que vos unem (através da agonia da saudade), desejo-vos um futuro brilhantíssimo e uma vida muito, muito, muito feliz!
Beijinhos!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Festa de anos da Bárbara

E foi este o acontecimento que juntou 5 pessoas da turma. Eu sei, 5 é um número ridículo, mas por muito que quiséssemos, não havia mais ninguém que pudesse vir. Enfim, arranjámo-nos como pudemos e a verdade é que deu para matar saudades dos bons velhos tempos. Aliás, acho que os bons velhos tempos nunca foram assim. Não sei se foi apenas impressão minha, mas pareceu-me que havia uma maior união, uma sintonia que não existia a este nível. É por que só nos damos conta do valor do que temos, quando o perdemos.

Almoçámos no Chi-Chi's, levámos a Margarida à paragem de autocarro, passámos no Interview, fomos ao Italiano, estivemos algum tempo encostados a um muro a proteger-nos do vento com os guarda-chuvas abertos a formar uma tenda LOL, e voltámos para o Interview.
Parece que grande parte da turma está a pensar mudar de curso. O que me deixa imensamente feliz por todos aqueles que se sentem bem com o que estão a fazer, e por todos esses estou a torcer que continuem a conhecer o sucesso. É claro que mais torço por aqueles que ainda estão à procura do caminho. LOL Sobretudo porque eu sou uma dessas pessoas.
Tudo o que é bom acaba depressa. Cedo chegou a despedida. Foi um encontro que deixou água na boca por mais... Pessoal, eu sei que é difícil juntar todos num mesmo país, quanto mais na mesma cidade... Mas para quando uma reunião de turma com um maior número de presenças?