"Não há estrelas no céu"
"Sai mais uma crise para a mesa 11!"... A mesa onde me sento todos os dias... O prato do dia inclui hoje uma generosa dose de drama. Tenho apenas duas palavras para vocês: problemas familiares. Sinto-me tão vazia... Mas... Ao mesmo tempo estou tão cheia! Cheia de uma luz que alguém faz questão que não se apague. É uma branca luminosidade que me iluminou desde a primeira sombra que prometia confusão. E para essas pessoas que zelaram para que o fogo não se apagasse durante a noite escura, apenas o tempo suficiente para eu ser capaz de erguer os braços e segurar eu mesma o calor reconfortante desse sol, tenho apenas a dizer: obrigado por serem as estrelas da minha vida!
Durante a viagem de carro de regresso ao Porto (ontem fui para Lisboa, apesar de ter ficado lá muito menos tempo do que planeava) ouvi uma música que me chamou a atenção. É tão verdadeira! Quando eu era pequenina, tinha os meus 3 anitos, lembro-me de cantar esta música sempre que estava na rua de noite... Na altura não percebia a profundidade que pode ser encontrada na sabedoria pragmática de um dos maiores cantores nacionais. Quero dedicá-la a todos os jovens que estão na Primavera da vida, com votos de que o sol brilhe muito mais do que a chuva caia."Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho,
Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter a chave de casa para entrar,
Ter uma nota no bolso p'ra cigarros e bilhar?
A Primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu p'ra me tramar!
Passo horas no café, sem saber para onde ir,
Tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir.
Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,
De manhã ouço o conselho que o velho tem p'ra me dar.
A primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu p'ra me tramar!
Vou por aí às escondidas, a espreitar às janelas,
Perdido nas avenidas e achado nas vielas.
Nem o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,
Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.
Não vês como isto é duro, ser jovem não é um gosto,
Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto
Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim,
Se não fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?
A Primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu p'ra me tramar!
Não há-á-á... Estrelas no céu!..."
Rui Veloso


4 comentários:
bonita musica, nao conhecia, tenho d ver se a oiço
miga gostava tnt d te poder ajudar nessa fase dificil por que estas a passar, espero k as coisas se resolvam da melhor maneira...
sabes que estou e estarei smp aqui para ti, nc duvides disso * adoro-te****
Minha doce miga: às vezes esqueço-me que somos tão diferentes uma da outra. E depois tu dizes qualquer coisa que me faz lembrar que vivemos em mundos separados...
Nunca imaginei que não conhecesses esta música. É muito conhecida em Portugal. Não te assanhes! Não estou a censurar-te. É natural que não te seja familiar porque não cresceste em grande contacto com a cultura Portuguesa. Mas fico muito contente por ser eu a apresentar-ta. :-)
Quanto à tua generosa oferta, eu nunca duvido que estejas pronta a ajudar-me, nunca, nunca, nunca! Assim como eu sei que tu sabes que estou sempre aqui para ti.
Adoro-te muito! Beijinhos enormes.
Espero que a mudez deste blogue queira apenas dizer que tens coisas muito mais interessantes e animadas para fazer, e que deste a volta necessária.
Qualquer coisa que precises, sabes que não estou longe.
De facto a minha ausência aqui foi mesmo devida a coisas mais interessantes e animadas, mas sobretudo por causa dos exames.
Muito obrigada pela preocupação!
Beijinhos para a stôra.
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