sábado, 7 de junho de 2008

When December ends

Enquanto Portugal pára para ver a Selecção, eu sento-me com o computador no colo, deitando um olho à televisão de vez em quando, preparada para fazer umas festinhas ao blog. No último artigo fiquei a meio de Dezembro passado. Hoje vou continuar a falar daquele mês festivo, que fechou em beleza um ano de bons momentos.

Parece que lancei a moda das festas de aniversário múltiplas. Na semana a seguir àquela que viu as minhas 3 festas de anos, a Marta brindou-nos com 2 dela. Duas noites acabadas no Pixote, duas noites muito animadas. Na primeira, bebi o meu primeiro shot. Não fiquei impressionada. Pelo contrário, achei uma coisa horrorosa. (Muito se passou desde então e aprendi que nem todos são assim tão maus) Nas férias de Natal, tive a felicidade de poder estar com muitos membros da minha família, especialmente a minha irmã adorada. Dia 23 de Dezembro, depois de mais de 3 meses sem a ver, roí-me por ter chegado tão tarde a casa - fui a Lisboa buscar o meu irmão e vim no próprio dia. O meu pai foi buscar-nos à estação de Gaia, mas, para minha desilusão, a minha irmã não o acompanhou. Quando finalmente abri a porta de casa, corri a gritar "A minha irmã, a minha irmã!", feita maluquinha. Sou uma pessoa muito doente... Mas feliz. :-)
No dia seguinte, véspera de Natal, foi altura de compras. Sim, eu gosto de fazer compras de Natal em cima da hora, sobretudo quando as faço com a minha irmã. Divertimo-nos muito, gastámos muito (sobretudo eu) e, por fim, tivemos de voltar de táxi para casa de tão carregadas que estávamos e por tanto me doer os pés. Em casa embrulhámos as prendas e convivemos até o meu prometido contributo para o jantar de Natal me arrastar para a cozinha. O bolo-tarte de maçã ficou perfeito mas a fogaça foi um desastre.
O fim deste dia mágico trouxe a oportunidade de rever um dos meus filmes preferidos: "O Amor Acontece". A família reuniu-se em frente ao televisor, mas apenas eu o vi com atenção e interesse. Todos estavam ansiosos pela meia-noite para abrir os presentes, alguns adultos mais do que as crianças! Finalmente, sentámo-nos todos o mais confortavelmente possível, prontos para a excitação de rasgar papéis e desvendar segredos. Durante mais de uma hora rimos, agradecemos, demos e recebemos, num ritual de partilha que me fez lembrar o Natal de outros tempos. Faltavam algumas pessoas para completar o círculo de antigamente e o cenário não era o mesmo (normalmente festejávamos em cada dos meus avós, na Amadora), mas teve o dom de quebrar o padrão infeliz de 8 anos.
No entanto, continuo à espera de uma Passagem de Ano que me deixe realmente animada. Não percebo porque não tem para mim o significado alegre que tem para toda a gente à minha volta... De igual modo, ninguém à minha volta compreende realmente o quão estranha para mim é a altura da Passagem de Ano. Acaba por ser ainda pior sentir as outras pessoas irritadas por não andar toda contente aos pulos com elas... Enfim, veremos o que nos reserva a Passagem de Ano 2008-2009 e todas as outras que se seguirem.

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