domingo, 26 de agosto de 2007

Amigos, Sol & Peluches

É bastante tarde e cheguei há pouco a casa. Fui à feira com o meu pai e com o Bruno e jantámos no Stone Steak House. Amanhã é o último dia da minha estadia no Luxemburgo. Já sinto saudades!...

Na Sexta, tive uma tarde bastante preenchida. Fui ver "Hairspray" com a Vanessa. Gostei imenso do filme e ainda mais da banda sonora. É claro que nada disso supera os espantosos olhos azuis do Zac Efron. LOL Quando o filme acabou foi altura de dar um saltinho à casa-de-banho para retocar a maquilhagem. Não é, Vanessa? Espero que não me mates por pôr esta foto aqui (bem como aquela em que tens a bandelete com o véu, no artigo anterior), mas achei que estava tão interessante. Faz-me pensar nos bastidores de Hollywood.
Estava um dia maravilhoso, cheio de sol. Felizmente, nestes últimos dias, parece que estamos no Verão. Passeámos um bocadinho enquanto fazíamos tempo para ir à feira e soube muito bem poder usar os óculos-de-sol. Já na feira, depois de andar lá aos abanões e chocalhos nas diversões, senti-me terrivelmente enjoada. Acho que ficar 2 anos sem ir à feira deixou o meu estômago mal-habituado... Sem mais nenhuma vontade de permanecer na feira, fomos, portanto, andando para o centro para jantarmos. Pelo caminho, parámos no parque e sentámo-nos a conversar. Foi um momento bastante pacífico. Nem as formigas que atacavam o banco nos incomodaram. Quando nos preparávamos para retomarmos o nosso caminho, demo-nos conta que tinha começado a chuviscar. Claro, não podíamos ter um dia inteirinho de sol! A chuva tinha de nos fazer uma visitinha. Corremos para o Quick enquanto a chuva começava a ficar mais forte. Sabes, Vanessa, adoro as nossas conversas no Quick. Quer dizer, as minhas, porque geralmente sou eu que me ponho a contar histórias do passado, a dissecar sentimentos do presente e a projectar planos para o futuro. LOL Ah! E nessa noite o João mandou-me um toque - embora eu não soubesse que era ele - da Suíça. Quando telefonei para o número que tinha acabado de me dar um toque, é que percebi que era o João. De referir que o número era de uma cabine telefónica... E depois, quando saímos no Quick, avistei ao fundo da praça a Ersi e a Dimitra e fui a persegui-las para lhes falar. Acabámos por relembrar momentos da nossa viagem à Polónia. Bons velhos tempos!
Mais uma vez sozinha, eu e a Vanessa fomos encontrar-nos com uns amigos dela e voltámos para a feira. Enquanto fazia tempo para o meu pai - que estava também na feira com o meu irmão - se ir embora e eu poder ir com ele para casa, passeei mais um bocadinho com a Vanessa e os amigos dela. Eu quase já nem me aguentava de pé, as sandálias estavam a magoar-me imenso os pés, visto que tinha passado o dia todo com elas. Mas quando ouvi a Lambada, fui capaz de semi-correr e arrastar a Vanessa para debaixo da coluna por onde saía a música e quase dancei. Está comprovado: a música é o lenitivo para a dor de pés. LOL
Ontem estive a apanhar um pouco de sol no terraço, durante a tarde. Levei as colunas e o portátil para a cozinha e deixei música a tocar. Sabe-me tão bem ficar deitada ao sol, agora! Há uns anos atrás não apreciava muito os banhos de sol. Agora, não quero outra coisa! Hoje estive de novo lá fora, antes de ir à feira. Custou-me não poder ficar mais tempo, mas se queria sair com a família, não podia ficar ao sol até à hora de jantar... Mas ir à feira também foi bastante bom. Voltei a ser abanada e chocalhada, mas já não me senti enjoada, o que quer dizer que estou de novo imune. E trouxe um peluche para casa! O meu pai e o meu irmão tinham imensos pontos que ganharam nuns jogos para gastar e dispensaram-me alguns. É tão fofinho! De vez em quando, um peluche preenche-me.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

O Tempo da diversão

Esta minha estadia no Luxemburgo vai a meio e eu arrependo-me amargamente de não poder ficar para além do dia 28. Inicialmente, ou seja, quando estive cá há um mês atrás, pretendia ficar um pouco mais de 2 semanas. Entretanto, em Portugal, como andei para trás e para a frente a tratar da mudança de curso, senti que estava a perder o meu tempo de férias lá e achei que não devia passar tanto tempo aqui. Cheguei mesmo a ponderar não vir sequer. Felizmente, acabei por vir. Mas marquei a viagem para dia 28 e agora, que me estou a divertir tanto, penso que deveria ter marcado a viagem para dia 2 de Setembro.

Arrependimentos à parte, esta semana está a ser fenomenal. Na Terça, fui às compras com a Sandra e a Vanessa. Estou especialmente contente com as minhas calças novas. São diferentes das que costumo ver por aí, mas não deixam de ser do género de calças de ganga que eu gosto. Lembro-me que, enquanto experimentava as calças, fiz um enorme discurso à Vanessa sobre "O Segredo". A Sandra já tinha ouvido aquilo tudo no Sábado e eu sei que ela está farta das minhas divagações sobre este assunto, quer seja numa conversa frente-a-frente ou no MSN. Por isso, ela ameaçou tirar-me o livro! LOL De repente, vislumbrei uma criança a quem tiram o brinquedo preferido. Eu detesto experimentar roupa e, consequentemente, não costumo encontrar muita diversão nos provadores de uma loja. Mas nesse dia, foi um momento bastante engraçado. Parece que ainda estou a ouvir a Vanessa contar à Sandra (que estava noutro provador, enquanto que a Vanessa não estava a experimentar nada) que eu tinha meias a condizer com a t-shirt (amarelas). LOL Eu nem sequer me tinha apercebido! Isto tudo para garantir mais uma vez que eu não tenho uma obsessão-compulsão por combinar meias com t-shirts! Foi uma coincidência. Mas eu consigo compreender a observação delas: eu combino os acessórios, a maquilhagem e o verniz com a roupa que visto, principalmente com as partes de cima ou com o calçado. Quanto a combinações com roupa interior, essas acontecem por mero acaso. LOL
Mudando de assunto, enquanto a Sandra procurava qualquer coisa na secção de crianças, eu e a Vanessa encontrámos umas bandeletes muito queridas com um véu. Se estão a pensar que nós as experimentámos, estão cheios de razão. E se estão a pensar que tirámos fotos desses momentos, conhecem-me muito bem. LOL Lembram-se de ter tirado umas fotografias com uns óculos-de-sol? Foi na C&A. E com as bandeletes também foi na C&A! Será que fico inspirada quando lá vou?
Ontem foi a vez de estar com a Margarida. Fomos ao cinema ver "Are we done yet?". Não foi tão cómico como "Evan Almighty, mas comédias caem-me sempre bem. Ainda por cima estava um dia feio, com céu nublado e chuva. De qualquer maneira, o mais importante foi passar um tempinho com a Margarida. Obrigada pela companhia, é sempre um prazer! :-) Depois do filme, fizemos umas comprinhas no Auchan. Eu não resisti a trazer uns cadernos que tinham umas capas muito giras. Parece que são parte de uma espécie de colecção, pois já no Verão passado comprei uns cadernos muitos giros da mesma marca, mas com capas diferentes. Só ao fim da tarde, quando estávamos à espera do autocarro, é que me lembrei de tirarmos uma foto. Mas já não tivemos tempo, porque o autocarro da Margarida chegou e eu ainda tinha de mudar as pilhas...
Hoje começa a feira e eu gostava de ir, visto que só vou estar cá durante 5 dias em que a feira está aberta. Mas parece-me que não vou hoje. Resta-me esperar ir todas os dias a partir de agora. Já não lá vou há 2 anos! O tempo passa a correr...

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Começa a era d' "O Segredo"

Perguntam vocês "que segredo?". Refiro-me ao livro que li este fim-de-semana e está a mudar a minha vida. Em linhas gerais, para vos esclarecer minimamente, posso apenas dizer que é um livro que nos explica que podemos ter tudo o que queremos e ensina-nos a viver a vida de maneira a receber tudo o que queremos. É um autêntico tesouro! Recomendo a todos "O Segredo", de Rhonda Byrne.

Na Sexta passada, fui ao cinema ver "Evan Almighty" com a Vanessa. É um filme extremamente hilariante; ri-me do princípio ao fim. Melhor ainda do que o filme foi mesmo rever a Vanessa. Ok, só não nos víamos há 1 mês... E desde que fui estudar para Portugal ficamos sem nos ver durante muito mais tempo. Mas seja qual for o período de tempo que estou sem te ver, querida, rever-te é sempre bom. :-)Se a Sandrinha, infelizmente, não esteve connosco na Sexta, no Sábado foi a vez de revê-la a ela (uma repetição do bom sentimento do dia anterior, portanto. E claro - é sempre uma ocasião feliz quando te reencontro a ti, também :-) ) e de a Vanessa não poder estar connosco. Passeámos no centro, aproveitámos um bocadinho do sol da tarde que estava bastante agradável e, claro, pusemos a conversa em dia. Tirar fotografias é que é mentira. A Sandra é uma anti-fotos e eu não consigo contrariar isso por mais que tente. É uma pena, pois estávamos as duas bem vestidas e alegres e não há agora memórias fotográficas para marcar este dia. Acho que se contam pelos dedos de uma mão as vezes que consegui tirar uma foto com a dona Sandra. Apesar de tudo, continuo na esperança de que um dia esta situação seja invertida. Desde que tenha uma máquina fotográfica à mão, o que eu quero é tirar montes de fotos.
Para além das saídas com as meninas, tenho lido (como já mencionei, "O Segredo") e reflectido nas coisas novas que tenho aprendido na minha leitura. Tenho também escrito bastante - comparado com a miséria deste ano - e estou positivamente satisfeita com o meu regresso ao activo. A vida corre bem, eu sou feliz e é tudo isso que é preciso para continuar a receber alegrias e oportunidades de ser feliz, já que o Universidade, através da Lei da Atracção, nos envia o que nós emitimos em pensamentos. Para saberem mais do que estou eu a falar, devem dar uma vista de olhos ao livro que mudou a minha vida e está a mudar a vida de muita gente no mundo.
Beijos!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Não consigo afastar-me...

Pois é, cheguei hoje a casa - quero dizer, Luxemburgo - depois de uma viagem de carro de 2 dias. A primeira coisa que fiz assim que cheguei foi avisar o pessoal de que já cá estou e começar a combinar saídas. Portanto, a semana promete!

Quanto à semana que se passou, estive em Sintra e em Mafra, passeei na Baixa lisboeta e regressei ao norte - primeiro ao Porto e depois a Valença.
Porque o meu pai não tem nada para fazer durante os dias quando passa férias em Lisboa e acaba por se enfiar em todos os centros comerciais da capital, desafiei-o para um passeio cultural. Assim, no dia 9, visitámos o Palácio da Pena e o Convento de Mafra. Algures pelo meio parámos para comprar umas queijadas (claro!) e almoçar. Foi um dia bastante agradável, já não visitava o Palácio e o Convento há anos! Contudo, quando era mais nova, pareciam-me também mais impressionantes. No dia seguinte, encontrei-me com a Ana e fizemos umas comprinhas na Baixa. Almoçámos, passeámos, pusemos a conversa em dia... Mas, por unanimidade, a parte mais engraçada do dia foi o lanche. Parámos no Lua de Mel, pedimos um sumo e um batido e tivemos direito à conversa estranhíssima de um dos empregados. Desde pessoas que morrem à fome a dons espirituais, passando pelos conhecimentos de um sábio... LOL Do outro mundo, mesmo. Estou também contente por ter tirado uma foto com Fernando Pessoa. Comecei por me meter com ele, convidei-o para um café, trocámos umas ideias e, em seguida, muito timidamente perguntei-lhe se podia tirar uma fotografia com ele. Felizmente, aceitou.
No Domingo, passei o dia na piscina com o meu pai e com o meu irmão Bruno, antes de viajar para o Porto. Na Segunda, eu e a Cris fomos para Valença. Lá, comecei a fazer esboços para uma história, na esperança de voltar a escrever, visto que este ano foi bastante pobre para mim nesse departamento. Demos um passeiozinho depois do jantar - o que é sempre uma aventura, já que a rua da minha avó é escuríssima e ainda por cima está em obras este Verão - e relaxámos. Bem, pelo menos eu sei que o fiz.
Quanto à viagem de carro para o Luxemburgo, não há nada de especial a contar. Apesar de tudo, há qualquer coisa neste tipo de viagens que me atrai. Como durante uns anos era sempre de carro que voltávamos para o Luxemburgo no fim do Verão, é como se isto se tivesse tornado uma parte importante das férias. E aquela sensação de chegar a casa depois de 2 meses fora... Aquela melancolia de fim de férias... A excitação de reencontrar os amigos, de preferência ainda antes de as aulas começarem... A promessa de uns passeios à feira... Não há nada que se possa comparar! O Luxemburgo, por esta e 1001 outras razões, tem um lugar mais do que especial no meu coração.

domingo, 5 de agosto de 2007

Á beira-rio e à beira-mar

Passou já uma semana desde que acabei de ler "Harry Potter and the Deathly Hallows" e que publiquei o meu 100º artigo. É verdade! O meu muito querido blog já conta com uma centena de artigos publicados! Estou bastante satisfeita, sobretudo com o assunto que marcou o 100º artigo. Foi de facto um artigo muito especial, em vários aspectos: desde o facto de ser o artigo nº 100, passando pelo motivo de inspiração - Harry Potter - até aos sentimentos e emoções que me moveram a publicá-lo. E era apenas isto que queria dizer como nota introdutória.

Apesar de ter sido perseguida por um estado de espírito relativamente depressivo desde o Domingo passado e ainda sentir uma súbito aperto no peito quando me lembro de algo relacionado com Harry Potter, passeei bastante esta semana. Logo na Segunda, fui a Belém com a Ana. Vimos uma exposição de arte contemporânea - da qual não percebemos grande coisa - no Centro Cultural de Belém e depois, como não podia deixar de ser, comemos um pastel de nata. Infelizmente, das duas fotos que tirámos, nenhuma me satisfez completamente para publicar aqui.
Estas fotos aqui em cima são da noite em que fui até ao cais de Gaia com a Cris, a Inês e a Joana. Estive 3 dias no Porto, para tratar da mudança de curso, e acabei por me divertir imenso enquanto não andei a correr para tratar de papelada. Na Quarta, a primeira noite que lá passei, eu e a minha prima fomos jantar e ao cinema ver "Os Simpsons", numa noite só de primas. Na noite seguinte, fomos então ao cais de Gaia. Divertimo-nos imenso, sobretudo com a intensiva sessão fotográfica - que incluiu um dos meus momentos loucos - e com a procura de um lugar para estacionar.
Na manhã seguinte fui passear nas praias de Matosinhos com a Screw. Soube-me tão bem estarmos juntas, querida! Já tinha saudades... Deu para pôr a conversa em dia, apanhar um bocadinho de sol na cara e comer um geladinho.
Beijinhos!

domingo, 29 de julho de 2007

Harry Potter - o fim de uma era

Queridos amigos, leitores, curiosos:

Há pouco mais de meia hora acabei de ler o sétimo e último livro da saga do feiticeiro mais conhecido do mundo inteiro.
Como muitas pessoas amantes da leitura, sempre que me cruzo com um livro que me atraia particularmente, desejo o impossível: que nunca chegue ao fim. (Talvez no mundo mágico de Harry Potter - e deito-me a adivinhar, já que a excelentíssima J. K. Rowling nunca se lembrou de inventar tal, ou, pelo menos, não o deu a conhecer através dos seus livros - haja um qualquer feitiço que permita que um livro se prolongue apenas, indefinidamente, eternamente, maravilhosamente, para deleite do leitor que não quer ver a história cativante das suas páginas atingir um fim.) Com todos e cada um dos livros de Harry Potter não foi diferente. E se ao chegar à última palavra de qualquer um dos 6 primeiros livros o sentimento de conclusão era avassalador, a antecipação e a ansiedade pelo próximo livro - e quem está comigo conhece bem as esperas de anos - eram igualmente fortes e constituíam um brilho na alma sombria, uma leve esperança de reencontrar aquele mundo no futuro. Contudo, ao começar a ler Harry Potter and the Deathly Hallows, apoderou-se de mim a compreensão fatalista de que nada mais havia a esperar depois das 607 páginas. Avidamente - já que nem esse sentimento me faria ler o livro mais vagarosamente, meia dúzia de páginas por dia - devorei palavra após palavra, mas não quer isto dizer que deixei de o saborear. Cada momento decisivo mereceu uma aceleração do meu já agitado coração, cada desenvolvimento foi recebido com um mudar de posição corporal, cada nova revelação brindada com um brusco e sonoro suster da respiração.
Cedo chegou o culminar da aventura e com ele a inevitável sensação infeliz de "o fim está perto".
Sabia que ia ser um momento fortemente emotivo, esperava até algumas lágrimas; mas não passaram de uma ténue ameaça que turvou a minha visão nalgumas passagens. Por mais que haja milhões de pessoas que se riram do que acabei de escrever e acharão patético o que escreverei a seguir, isto é a mais pura das verdades: eu deixei-me tocar profundamente, talvez tanto como os mais fanáticos da saga, por este mundo de fantasia.
Ler as últimas páginas foi tão doloroso como preparar-me para a partida de alguém muito querido, ler as últimas linhas foi tão doloroso como ter de me despedir de alguém muito querido, fechar o livro resultou num interno grito lancinante...
Depois disso, só o vazio... Um vazio abissal, onde corre um sofrimento gigantesco pela perda de um amigo.
Depois de 7 anos desta amizade encantada, já não me pergunto o que faz da obra de J. K. Rowling uma obra tão globalmente apreciada, capaz de gerar ondas de loucura; já não me questiono sobre a grandiosidade da autora nem sobre a magnitude que constitui os seus 7 livros; já não invejo (embora sempre o tenha feito saudavelmente e com enorme admiração) a desmesurada imaginação e o incrível talento da escritora. Depois de 7 anos desta amizade encantada, que guardarei como um dos maiores tesouros deste período da minha vida, apenas posso dizer que Harry Potter e o seu mundo merecem o eterno reconhecimento de ter feito com que sentisse tão realisticamente que eu era mais uma das bruxinhas que integram a história, combatendo o mal, lutando por um mundo melhor, chorando pelas perdas humanas que abalaram todas as personagens, rejubilando com cada triunfo da maior força de Harry Potter, aquela mais subestimada pelo seu inimigo mortal, Lord Voldemort: o Amor. Depois de 7 anos desta amizade encantada, não posso deixar de louvar a brilhante mulher por detrás de toda esta criação, a fantástica J. K. Rowling, concedendo-lhe tão humilde e desnecessariamente - tenho a certeza de que é um dado há muito adquirido - o maior elogio que lhe posso fazer: verdadeiramente mereceu a imortalização do seu génio.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Lagarto ao sol

Cheguei há pouco de uma tarde inteira passada em Lisboa com o meu irmão Tiago e estou exausta. Estivemos no Aquário Vasco da Gama e eu diverti-me imenso, durante cerca de 10 minutos, enquanto íamos da estação de comboios de Algés para o Aquário, a dizer-lhe que íamos ao Aquário "debaixo da cama". Ele ficou muito desiludido, pois eu tinha-lhe dito no dia anterior que era um aquário muito grande; e se cabia debaixo da cama, afinal era pequenino. LOL Mas quando lá chegou, estava muito alegre e cheio de energia (ou seja, tive de correr atrás dele). Passámos uma tarde muito agradável e ele divertiu-se imenso. Foi também a primeira vez que ele andou de comboio, algo que já queria fazer há muito tempo.

Quanto à minha estadia de 3 dias no Alentejo, bem, foi óptima! Relaxei, li, tomei banhos numa piscina com água a 26 graus, apanhei curtos banhos de sol (que mesmo assim provocaram um valente escaldão)... Foi de facto uma maneira fantástica de começar as férias de Verão em Portugal.
Voltámos no Domingo à tarde e eu estava queimadíssima: nem o protector solar factor 30 me salvou. De facto, o sol está perigosíssimo este Verão. Quando fui à praia na Terça, nem despi a t-shirt, visto que a parte onde apanhei o pior escaldão foi nos ombros, nas costas e no peito. Para compensar, não vim da praia sem trazer um escaldão nas pernas também! Conclusão: no próximo ano tenho de aumentar a protecção solar para factor 50.
E tem sido isto que se tem passado comigo na última semana. De resto, quando fico por casa devoro livros, já que quero ter relido todos os 6 livros do Harry Potter antes que chegue o 7º, que encomendei em Inglês, mas está atrasado... Mal posso esperar por começar a lê-lo!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Socializar para não sufocar

É verdade, eu tinha muitos planos para aproveitar ao máximo as 4 semanas que passei no Luxemburgo. Infelizmente, já que o sol se fez notar pela sua ausência, a vontade de sair de casa era nula. Só nos últimos 3 dias em que estive lá é que consegui apanhar um pouco de sol no meu terraço. Soube particularmente bem. :-)

Mas para me distrair dos pensamentos rancorosos contra o astro-rei antes que ele tivesse começado a brilhar (exactamente em vésperas de me vir embora para Portugal, o que é ainda mais ultrajante), tentei sair algumas vezes, sobretudo para socializar. No dia 7, estive finalmente com a minha miga adorada. Embora ela estivesse com mais vontade de rever as suas amigas estrangeiras, não hesitei um segundo quando a Luísa me telefonou em cima da hora para ir com ela às compras. Em 10 minutos estava pronta para sair. É claro que, entretanto, ela perdeu o autocarro e eu tive de esperar meia-hora por ela no centro do Luxemburgo. À parte as situações típicas da Lu, acabei por passar um bom bocado a vingar-me do tédio que tinha marcado encontro comigo para essa tarde.
No dia 10, fui com a Margarida ao Chi-Chi's. Conversámos imenso (e eu falei pelos cotovelos, como devem calcular), em seguida fomos às compras e encontrámos inesperadamente a Claudia, que já não víamos há um ano. Infelizmente, ela não pôde ficar a conversar connosco mais do que 5 minutos, mas espero ainda encontrá-la em Lisboa para poder matar saudades. Depois de ter, finalmente, encontrado um blusão de ganga branco - ao qual se juntaram mais umas quantas peças de roupa e acessórios - decidi que queria tirar umas fotos engraçadas com a Margarida. Este foi o resultado:

Em suma, foi, de facto, um dia bastante divertido. Para utilizar as palavras da Maggie: comemos bem, bebemos bem, rimos bem, comprámos bem. (Ok, na realidade, só metade das palavras são dela... Mas eu tinha de dar o meu toque pessoal :-P)
No dia 11, estreou "Harry Potter e a Ordem da Fénix". Lá fui eu a correr para o cinema, arrastando o meu irmão que, depois de uma senhora lhe pedir que desligasse a PSP - sim, ele estava a jogar no meio do filme - acabou por adormecer. Convém esclarecer, estou a falar do Bruno, aquele que tem 12 anos.
Quando depois dos anúncios dos outros filmes, ouvi as primeiras notas daquela música, a música do ínicio de cada filme do Harry Potter, fui assaltada por um mar de emoções. Acho que posso bem dizer que aquela música é das mais simbólicas da minha adolescência.
No dia 13, fui ao aeroporto esperar a Sandra e a Vanessa que chegavam de Barcelona com a restante maioria da Turma 89. Foi uma pequenina surpresa, pois elas não estavam a contar comigo. E foi um dos primeiros dias de sol que apanhei, portanto soube ainda melhor ir dar aquele passeio. No dia seguinte, voltei a estar com a Vanessa e a Sandra, desta vez para a despedida. Ambas viriam para Portugal no dia 15.
Depois de algumas tentativas, consegui marcar um dia para estar de novo com a Sara. No dia 16, penúltimo dia que passei no Luxemburgo, fui até casa dela almoçar. Após uma longa espera de 1 ano, ela assinou, FINALMENTE, o meu YEARBOOK. Mas valeu a pena esperar. ;-)
Por fim, chegou a hora de vir para Portugal. Ontem, assim que cheguei ao Porto (depois de uma viagem mais animada do que o normal, acompanhada pela Inês Vieira, e da simpática boleia da sua mãe) fui tratar da mudança de curso, que me tomou o dia todo, embora não tenha ficado nada completamente tratado...
Agora estou no Montijo, daqui a pouco vou para o Alentejo passar o resto da semana. Ver se bronzeio um bocadinho, porque as horitas que passei ao sol no terraço no Luxemburgo não me deixaram menos branca.
Beijinhos!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Últimos momentos da Turma 89 - tão generosamente partilhados comigo

De facto, este artigo talvez verse sobre assuntos fora da minha jurisdição. Mas reservo-me o direito de considerar os últimos três dias da semana passada como os mais fantásticos deste mês.

Este ano, mais uma turma Portuguesa chegou ao final do Secundário. Felizmente, eu estava cá para ver o que faltou à minha em igual período do ano passado. Infelizmente, o tempo não volta atrás e nós nunca mais teremos uma despedida do Secundário.
Na Sexta, tinha apenas três planos: estar com a Sandrinha de manhã, com a Luísa à tarde e vir a casa almoçar. Apenas um deles acabou por se tornar realidade. Fui ter com a Sandrinha e, como gosto tanto dela, não me consegui mais afastar: passei o dia com ela. É claro que isto era a minha versão romantizada da história. LOL Portanto, o que se passou na realidade é que, a Inês Vieira e a Sandra me convidaram para almoçar com elas no Quick e em seguida, para preparar com elas uma apresentação powerpoint que queriam mostrar no jantar de despedida dessa noite. Por muito tentada que estivesse, tive de recusar, já que tinha combinado estar com a Luísa. Mas a minha miga do coração telefonou-me a pedir desculpa, que se tinha esquecido que tinha dentista e que teria de ficar para outro dia.
Muito contente por poder passar mais um tempinho com as meninas finalistas que foram antes de ontem para Barcelona - e quando voltarem fogem de novo para Portugal - lá fui eu para casa da Vanessa, acompanhada da Inês e da Sandra, para o que só pode ser denominada como uma tarde de verdadeira luta contra o tempo. Não têm ideia da correria daquelas escassas horas em que acabámos por decidir que quando elas fossem para o jantar, eu ia para casa dar os últimos retoques no powerpoint, ficando estabelecido que o levaria ao restaurante um pouco mais tarde. Igualmente, não têm ideia do quão fabulosa foi esta tarde. Francamente, foi o dia de trabalho mais gratificante que tive num ano. Eu tinha uma tarefa muito específica: escrever os textos que, acompanhados das inúmeras fotografias compiladas por elas e de três músicas estrategicamente escolhidas, deviam fazer correr um mar de lágrimas. Apesar de não ter conseguido escrever bem o que pretendia, há que ter em conta a dificuldade que é escrever sobre algo de que não se fez parte. Apesar de tudo, acho que aquela tarde de trabalho valeu a pena, " 'cause even the impossible is easy/ when we got each other", como diz uma das 3 músicas - "High", dos Lighthouse Family, cuja letra se encontra também neste blog. :-)
À esquerda, a Vanessa e a Inês a trabalharem; à direita, a Sandrinha a descansar.
E obviamente, eu estava a tirar fotos... De maneira que, pode parecer que só a Vanessa e a Inês estavam a fazer alguma coisa. :-P
Já se fazia tarde. Como aceleração de última hora, tivemos de gravar as músicas e o powerpoint para um cd, não fosse acontecer algum acidente com a minha pen. Corremos para o autocarro, separámo-nos na Gare, eu fui para casa e implorei ao meu pai que me levasse ao Odéon para ter mais tempo para acabar o powerpoint e arranjar-me (já o tinha mobilizado para me ir buscar e não queria incomodá-lo mais).
Finalmente, cheguei ao restaurante, verificámos de novo o powerpoint. Foi tão bom voltar a estar num contexto "Escola Europeia" - rever os professores, ver caras familiares. Foi de facto uma noite fantástica. E a apresentação do powerpoint foi um sucesso. :-)
No dia seguinte, de manhãzinha, antes da entrega dos Diplomas, passei na Philarmonie para dar mais um beijinho às minhas companheiras de trabalho da tarde anterior e poder sentir-me como uma mãe que vê os filhos partirem para a Faculdade. LOL
Por fim, no Domingo, como convidada para a Bênção das Pastas, tive oportunidade de ver a exaustão daquelas carinhas que na noite anterior tinham festejado até às tantas no Baile do BAC. Mas ninguém diria que estavam muito cansadas: lindas como sempre!
Para terminar este artigo tão, mas tão especial, quero, antes de mais, agradecer do fundo do coração a generosidade de me terem deixado partilhar um bocadinho do vosso sentimento de despedida; já sabem que eu sinto as coisas de maneira diferente - talvez para outros fosse uma situação normalíssima, para mim significou mais do que posso começar a explicar. A prenda da Vanessa e da Sandra, que tanto me alegrou há uns meses atrás, na altura da "cerimónia de entrega da t-shirt" deixou-me bastante comovida e é para mim um símbolo de tantos momentos mais do que agradáveis na vossa companhia.
Espero vivamente que a separação desta turma seja uma oportunidade de fortalecer ainda mais os laços que vos unem (através da agonia da saudade), desejo-vos um futuro brilhantíssimo e uma vida muito, muito, muito feliz!
Beijinhos!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Festa de anos da Bárbara

E foi este o acontecimento que juntou 5 pessoas da turma. Eu sei, 5 é um número ridículo, mas por muito que quiséssemos, não havia mais ninguém que pudesse vir. Enfim, arranjámo-nos como pudemos e a verdade é que deu para matar saudades dos bons velhos tempos. Aliás, acho que os bons velhos tempos nunca foram assim. Não sei se foi apenas impressão minha, mas pareceu-me que havia uma maior união, uma sintonia que não existia a este nível. É por que só nos damos conta do valor do que temos, quando o perdemos.

Almoçámos no Chi-Chi's, levámos a Margarida à paragem de autocarro, passámos no Interview, fomos ao Italiano, estivemos algum tempo encostados a um muro a proteger-nos do vento com os guarda-chuvas abertos a formar uma tenda LOL, e voltámos para o Interview.
Parece que grande parte da turma está a pensar mudar de curso. O que me deixa imensamente feliz por todos aqueles que se sentem bem com o que estão a fazer, e por todos esses estou a torcer que continuem a conhecer o sucesso. É claro que mais torço por aqueles que ainda estão à procura do caminho. LOL Sobretudo porque eu sou uma dessas pessoas.
Tudo o que é bom acaba depressa. Cedo chegou a despedida. Foi um encontro que deixou água na boca por mais... Pessoal, eu sei que é difícil juntar todos num mesmo país, quanto mais na mesma cidade... Mas para quando uma reunião de turma com um maior número de presenças?

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Imagens de um ano

No artigo passado homenageei as minhas queridas companheiras de Irmandade. Hoje, em jeito de despedida da FPCEUP, deixo-vos uma compilação de fotos do ano que passou.

Em cima, à esquerda, o dia do meu 18º aniversário, muito mimada por todos da FPCEUP (com mais fotos no artigo referente a esse dia). À direita, o jantar da minha festa de anos. A música no Act desanimou-me, mas o jantar foi bastante agradável (a companhia ajuda sempre... E muito!) - cada vez que me lembro da minha cara de surpresa quando os empregados do restaurante puseram a tocar os "Parabéns a você"! LOL
E aqui temos todas de laranjinha em preparação para a latada, em cima à esquerda, ainda nos meus tempos de praxe. À direita, uma foto de uma noite da queima, a seguir ao Cortejo Académico. Só boas recordações! O laranja é uma cor magnífica que pintou para sempre o meu coração de alegria e sentimento de pertença.
Em baixo, o único jantar do 1º ano a que fui. Embora não fosse uma quantidade de pessoas significativamente representativa - se não me engano éramos 28! - foi bastante divertido, cheio de cantigas, "gritos de guerra" e brindes.
A seguir, umas fotos tiradas na biblioteca (sim, é verdade, a biblioteca da FPCEUP serve para muita coisa... No fim da lista está, de facto, o estudo e o trabalho. LOL). Relembro que foi também na biblioteca que os trabalhos de grupo de ICS se tornaram um pretexto para a loucura e o delírio totais que são a base da Irmandade da Távola Redonda.
Enfim, é de facto positivo o balanço que faço deste ano no Porto. Uma cidade bonita, cheia de uma atmosfera de novidade (para mim, pelo menos), pessoas adoravelmente simpáticas, um calor humano que não conhecia e nem pensava que existisse. E depois há, claro, o facto maravilhoso de poder estar com a minha prima todos os dias. :-)
A foto seguinte foi tirada durante um pequeno passeio pelo Porto com a Carina, na semana passada. Fica aqui para mostrar a todos o quão bem me enquadro no Porto.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Especial Irmandade da Távola Redonda

E cá estou eu de novo no Luxemburgo para cerca de 4 semanas de férias no que mais se assemelha com o passado que tanta falta me faz. Já revi alguns amigos (a Bárbara, o Tiago Pombo, o Edgar, a Sara e a Margarida), já jantei com a família... Mas há ainda tanto pela frente - espero! Só agora me estou a compenetrar do quanto, durante o Verão em que vou reencontrar velhos amigos e matar saudades de vidas passadas, vou também sentir umas enormes saudades das 7 meninas que a partir de Setembro "abandono" ao tentar mudar de curso. Sei que as coisas não vão ser as mesmas sem vos ver todos os dias, assim como, por mais fantásticas que tenham sido comigo, as coisas não são as mesmas sem ver as pessoas com quem cresci durante 6 anos na Escola Europeia, pessoas com quem continuo a aprender e a partilhar um pesado passado. Por exemplo, quero deixar aqui um obrigado sentido à Mylène que me mostrou que as coisas podem não ser negras como eu penso que são, que, pelo contrário, a reacção que me parece de fuga pode ser um acto de coragem. Haja sempre amigos para nos mostrar outras perspectivas. Mas regressando às ladies da Irmandade da Távola Redonda, tenho de explicar que este é um artigo totalmente dedicado a todas e a cada uma delas, em honra de tantos momentos fabulosos que ficaram gravados para sempre no meu coração. E com certeza nos vossos!

Quando estas fotografias foram tiradas, por altura do almoço no FCDEF, também conhecido como "NBA Invertido", ainda éramos apenas 7, ainda não tínhamos pedido à Babydoll para se juntar a nós; mas aqui estamos, mais felizes do que nunca, depois da frequência de MOP.
A Screw sempre querida, toda fofinha; a Pomponae, sempre lindíssima, de olhos doces e meigos; a nossa Rainha Leão, segura de si mesma; a Pinipon, caladinha mas boa ouvinte e companheira; a Minnie, com quem as gargalhadas nunca acabam, menina perigosa da Areosa; e a nossa não menos importante JoanExpress, que se agarra com unhas e dentes à vida.
No almoço de 14 de Fevereiro, também conhecido como "Solteiras e Boas Raparigas", sobre o qual já aqui escrevi, não estivemos todas presentes. Apesar de tudo, foi um almoço bastante importante, já que foi a mesa onde nos sentámos que deu o nome à nossa Irmandade - a mesa era redonda. É claro que foi preciso mais do que essa mesa para baptizarmos a nossa Irmandade: quando começámos a dar-nos todas, durante os trabalhos de grupo de ICS, "trabalhávamos" na biblioteca sentadas numa mesa redonda.
À direita, podemos ver a felicidade de uma manhã especial: o aniversário da nossa Minnie, toda sorridente com o Mickey que lhe oferemos! E finalmente temos uma foto com a Babydoll (embora nessa altura ela ainda não fosse oficialmente uma lady da Távola Redonda). A nossa linda e espirituosa Soraia que tem energia para dar e vender. :-)
Tantas fotos mereciam aqui estar... Porque cada uma delas é um testemunho especial da amizade, da magia, da maluquice e da sintonia que uniu 8 meninas. Não sei como começar a explicar o quão importante foi para mim ter-vos encontrado. Quero deixar bem claro que, desde Outubro, foram tudo para mim naquela faculdade. E lá por eu não querer a FPCEUP, não quer dizer que não vos queira a vocês! Um grande e muito sincero "obrigado" pela vossa existência! Obrigada pelo apoio, pela companhia, pelo carinho, pela compreensão, pela alegria e, sobretudo, pela paciência! ADORO-VOS!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

RAW ao jantar

No Sábado à noite levei o meu irmão a ver o espectáculo "WWE - RAW Live" ao Pavilhão Atlântico. Quando soube, por acaso, que vinham cá a Portugal, instantaneamente tive a ideia de fazer esta surpresa ao Bruno, pois sabia que ele andava maluco pelo wrestling. Verdade seja dita, soube do futuro acontecimento enquanto assistia, pela primeira vez, ao programa da Sic Radical. Estava deitada na cama à procura de qualquer coisa para ver antes de dormir e parei ali. Não tinha nenhuma razão para estar interessada, mas inexplicavelmente não consegui continuar a navegar pelos canais. Quando foram para intervalo anunciaram a vinda a Portugal e decidi imediatamente que tinha de levar o meu irmão, até porque não me parecia assim tão mau para mim própria.

Chega Sábado e lá estamos os dois sentados num dos balcões do Pavilhão, longe demais para ver a 100%. Doeu-me o coração não ter conseguido fazer uma surpresa como deve ser. Devíamos ter ficado à frente de tudo, era esse o meu plano original. Porém, quando finalmente fui comprar os bilhetes, não havia mais à frente do que aqueles que consegui. Na altura não fiquei muito desiludida; fiquei até algo aliviada por não gastar tanto como tinha planeado. Só no própria dia do espectáculo senti a amargura de não conseguir efectuar as coisas perfeitamente. Sobretudo quando Randy Orton atirou John Cena para o público que assistia ao combate na primeira fila. Num ápice todos se levantaram e precipitaram para o local de aterragem do maior ídolo do momento (no que toca ao wrestling, pelo menos), parecia que todos queriam um pedaço dele! E eu, morta de inveja! LOL Embora, tenhamos de admitir, "he can't see me". :-P
Um mistério o porquê destes homens estarem mais interessados em lutar do que em prestar atenção às mulheres do público... Mas, pensando bem, quem priva com as Divas nos bastidores, pouco melhor deve encontrar nas fãs. Autênticas top models que lutam profissionalmente são mais compatíveis com aqueles homens exageradamente musculados do que a mulher média. LOL
Gostei bastante e espero ter oportunidade de voltar a assistir a um espectáculo semelhante. Li no jornal que pensam regressar ao país de Camões no ano que vem. Quem sabe eu decida levar de novo o Bruno. Talvez até o Tiago, que também começa a gostar de wrestling com os seus muito precoces 5 anos.
Beijinhos!

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Eu queria o Tesouro dos Piratas, mas tenho o Tesouro da Amizade

Apesar de não ser intenção minha, este acabou por ser mais um dia passado em Irmandade (mais uma vez, peço desculpa à minha prima adorada). E que programa melhor, para continuar tradições bem antigas como a de "ir-ao-cinema-ver-filmes-blockbusters-na-tarde-do-último-exame", do que ver pela segunda vez "Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo"? Só se for um programa que inclua almoço E ver de novo o filme!

Ainda me lembro da ansiedade e da antecipação de anos passados... Sobretudo eu e a Luísa, fazíamos planos para ir ver algum filme sonante (o mais recente "Harry Potter" ou "Senhor dos Anéis") depois de fazermos o último exame, tanto no Natal como no Verão. E que alegria era ver chegar esse feliz e despreocupado momento!... Tenho saudades desses tempos...
Tentando não me dispersar muito nas memórias "Luisianas", LOL, o que eu queria dizer é sobretudo dirigido a 7 magníficas ladies que significaram muito para mim este ano e por isso vou ter saudades de não as ver regularmente (mas não se escapam tão facilmente à minha presença! De vez em quando fazemos uns almoços, vamos visitar as terrinhas, como prometido, e muito, muito, muito mais que ficou por fazer!). Babydoll, JoanExpress, Minnie, Pinipon, Pomponae, Rainha Leão e Screw: não há maneira de eu alguma vez me esquecer de vocês! Adoro-vos muito!

terça-feira, 5 de junho de 2007

Alma que brilha à chuva e chora ao Sol

Queridos amigos, caros visitantes do meu muito querido blog, escrevo-vos do Luxemburgo. Já há muito tempo que não tinha o prazer de o fazer. De publicar um artigo em terras do Grão-Duque, quero dizer. Vim cá passar uma semanita antes de começar a época de exames.

Na Sexta, quando cheguei, fui, finalmente, ver "Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo" com a minha irmã. Gostava de ter visto assim que saiu, mas tive de esperar uma semana. Que bom sentar-me na sala 10 do Utopolis e ver o filme, sossegada, sem preocupações! E que felicidade saber que, ao contrário do que eu pensava e muito me atormentava, este filme não é a despedida da saga que cativa sobretudo pela presença do excelentíssimo Orlando Bloom e do divino Johnny Depp no já imortal papel de "Captain" Jack Sparrow! No Sábado choveu à tarde. Enquanto via da cozinha, com a porta aberta, a chuva a cair no terraço e na relva do jardim, senti-me em casa. E foi esse o primeiro momento em que me senti em casa desde que aqui cheguei. Tinha saudades do meu pai, mas pouco estive com ele até aí. Nem a vermos juntos os FRIENDS me consegui sentir em casa (e este era um dos nossos passatempos mais familiares e típicos). Tinha saudades da minha irmã, mas assim que estamos juntas é só discussões. Tinha saudades do quarto que foi testemunha de tantos momentos da minha vida, mas agora nem consigo estar nele de tão desarrumado que está - a minha irmã transformou-o numa espelunca pior do que a que fazia em apenas metado do quarto quando eu cá vivia. E ver a chuva cair no mesmo lugar e da mesma maneira que sempre caiu, foi a única coisa que conseguiu fazer-me sentir em casa. Lembrou-me uma tarde, há cerca de um ano atrás, em que vesti uma roupa velha e fui lá para fora submeter-me à raiva de uma chuva de Maio. Desejei ir de novo lá para fora, qual renovação-repetição de um ritual, mas não encontrei a motivação suficiente para fazer face à preguiça de vestir uma roupa velha (que nem sabia onde procurar) e, depois da chuva, voltar a tomar banho (o que tinha feito há poucas horas). Limitei-me a uma observação passiva que pouco consolou a alma. Mas ainda assim, foi bom. Ontem, fui passear com o Renato e fiquei a conhecer paisagens do Luxemburgo que já devia ter visitado há muito tempo. Foi uma (pequena) tarde bem passada; o sol condescendeu em brilhar fortemente para se vingar de eu ter barafustado com a previsão de chuva durante toda a minha estadia aqui. Eu gosto de sol e bom tempo, mas o calor excessivo não condiz comigo e eu continuo a dizer que tenho uma menor resistência a temperaturas que outros suportam facilmente.
Pouco mais tenho a dizer sobre estas mini-férias. Apenas que gostaria que se prolongassem para sempre. Da próxima vez que estiver no Luxemburgo, tenho de visitar com mais pormenor paisagens lindas como estas.