Alma que brilha à chuva e chora ao Sol
Queridos amigos, caros visitantes do meu muito querido blog, escrevo-vos do Luxemburgo. Já há muito tempo que não tinha o prazer de o fazer. De publicar um artigo em terras do Grão-Duque, quero dizer. Vim cá passar uma semanita antes de começar a época de exames.
Na Sexta, quando cheguei, fui, finalmente, ver "Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo" com a minha irmã. Gostava de ter visto assim que saiu, mas tive de esperar uma semana. Que bom sentar-me na sala 10 do Utopolis e ver o filme, sossegada, sem preocupações! E que felicidade saber que, ao contrário do que eu pensava e muito me atormentava, este filme não é a despedida da saga que cativa sobretudo pela presença do excelentíssimo Orlando Bloom e do divino Johnny Depp no já imortal papel de "Captain" Jack Sparrow!
No Sábado choveu à tarde. Enquanto via da cozinha, com a porta aberta, a chuva a cair no terraço e na relva do jardim, senti-me em casa. E foi esse o primeiro momento em que me senti em casa desde que aqui cheguei. Tinha saudades do meu pai, mas pouco estive com ele até aí. Nem a vermos juntos os FRIENDS me consegui sentir em casa (e este era um dos nossos passatempos mais familiares e típicos). Tinha saudades da minha irmã, mas assim que estamos juntas é só discussões. Tinha saudades do quarto que foi testemunha de tantos momentos da minha vida, mas agora nem consigo estar nele de tão desarrumado que está - a minha irmã transformou-o numa espelunca pior do que a que fazia em apenas metado do quarto quando eu cá vivia. E ver a chuva cair no mesmo lugar e da mesma maneira que sempre caiu, foi a única coisa que conseguiu fazer-me sentir em casa. Lembrou-me uma tarde, há cerca de um ano atrás, em que vesti uma roupa velha e fui lá para fora submeter-me à raiva de uma chuva de Maio. Desejei ir de novo lá para fora, qual renovação-repetição de um ritual, mas não encontrei a motivação suficiente para fazer face à preguiça de vestir uma roupa velha (que nem sabia onde procurar) e, depois da chuva, voltar a tomar banho (o que tinha feito há poucas horas). Limitei-me a uma observação passiva que pouco consolou a alma. Mas ainda assim, foi bom.
Ontem, fui passear com o Renato e fiquei a conhecer paisagens do Luxemburgo que já devia ter visitado há muito tempo. Foi uma (pequena) tarde bem passada; o sol condescendeu em brilhar fortemente para se vingar de eu ter barafustado com a previsão de chuva durante toda a minha estadia aqui. Eu gosto de sol e bom tempo, mas o calor excessivo não condiz comigo e eu continuo a dizer que tenho uma menor resistência a temperaturas que outros suportam facilmente.

Pouco mais tenho a dizer sobre estas mini-férias. Apenas que gostaria que se prolongassem para sempre. Da próxima vez que estiver no Luxemburgo, tenho de visitar com mais pormenor paisagens lindas como estas.


Sem comentários:
Enviar um comentário