quinta-feira, 20 de julho de 2006

"Parto para a tropa"... Esperam por mim?

Antes de mais quero retirar a fúria contra a minha irmã que deixei transparecer no último artigo: a pobre da rapariga até foi querida e deixou cá a máquina, mas num saco onde nunca me lembrei de procurar. Conclusão: encontrei a máquina; mana, desculpa! No entanto, as fotos vão ter de esperar até uma altura mais oportuna do que esta, daqui a algumas semanas.

Sei que tenho descurado a minha assiduidade de escrita no meu blog, mas tem-me sido impossível sentar e programar a mente para a manipulação de palavras. Não tenho feito nada que valha a pena partilhar convosco, o que também não ajuda muito no acto de escrita. Parto amanhã para Portugal com provavelmente o triplo da bagagem normal. Uma mala enorme de plástico duro que parecia que ia rebentar ao fechar, dois sacos grandes de roupa e calçado que não cabiam na tal mala (mas também são só para o fim do Verão: vou deixá-los em casa da minha avó até lá) e duas malinhas de usar a tiracolo com CDs. Apesar de tudo acho que é razoável este fruto de um dia de trabalho, só ainda não descortinei onde meter o saco da roupa que não teve tempo de ir a lavar. Já estão a imaginar aqui a menina a andar em pleno Minho (ou até Porto e Lisboa, já que parto para estas duas cidades no Sábado bem cedo - 12 horas apenas depois de ter chegado a casa dos meus avós) com um saco de plástico do Auchan com roupa amachucada...LOL Um problema para resolver amanhã de manhã. Estou completamente exausta, acho que nunca estive tão perto de cair redonda no chão. Não me admiro se dormir os 2 dias de viagem de carro até Portugal... Só quis passar por aqui antes de me ir embora, pois até à próxima vez que poderei ter acesso a um computador com net pode passar-se muito tempo. Vou ter saudades da sensação de ser lida, mas estarei a preparar, durante as férias, o meu regresso ao mundo literário mais ortodoxo.
Ansiando pela próxima vez que terei o prazer de aqui voltar, deixo-vos uma reserva de milhões de beijos, para que nunca vos falte o meu carinho.

terça-feira, 11 de julho de 2006

De férias!

Não dá para acreditar que estou de férias, não dá... É simplesmente bom demais para ser verdade! Enfim, não é assim tão "bom demais", quer dizer, ainda tenho de tratar de uns assuntos, encaixotar os meus pertences... e mentalizar-me de que me vou embora.

Desde que escrevi o último artigo muito se passou. A oral de Português, que encerrava os meus exames, correu-me tão mal como a oral de História me tinha corrido bem. Correu tão mal que quando saí da sala fiquei imensamente abatida, nem me ocorria o doce pensamento de que estava finalmente de férias. Só consegui levantar a névoa do meu dia quando me sentei na cadeira do cabeleireiro.
Nessa tarde a minha mãe chegou de Portugal e fomos às compras durante horas. A seguir fui à reunião da Benção das Pastas e, para acabar a correria desse dia, ao jantar com quase toda a turma. A minha mãe também esteve presente e depois de termos jantado veio connosco a uma festa de música techno! Mas não ficámos muito tempo porque eu queria era ouvir hip hop e a Luísa estava a demorar-se para nos levar até essa tenda, e eu já não aguentava mais os meus pés. Estive o dia todo com as sandálias de salto alto que tinha levado para a oral. Quando me deitei na cama do quarto de hotel da minha mãe, estava tão cansada que, apesar de estar ansiosa pelo dia seguinte e ficar algo disperta até às 3 da manhã, o meu cérebro começou a descansar logo. Não sei se me faço entender. O que quero dizer é que, normalmente, quando estou muito ansiosa e não consigo dormir mal me deito, não descanso nada até finalmente cair no sono. Mas o meu cansaço era tão grande nesse dia que não precisei de adormecer para me sentir a descansar.
Tendo dormido apenas cerca de 4 horas, é de admirar que tenha acordado tão bem-disposta e não tenha adormecido durante a cerimónia de entrega dos Diplomas. Na verdade a cerimónia até se passou muito bem, não foi aborrecida, só tenho pena que o som fosse tão mau: pouco ouvi dos discursos e quase não ouvi o meu nome quando me chamaram para ir receber o Diploma. Como muitos, também eu tropecei nas escadas para subir ao palco. Felizmente foi muito ligeiramente; ninguém reparou. Quando voltei ao meu lugar dei apenas uma vista de olhos à média e às notas, porque queria ver os outros a receber o Diploma. Mas acho que mesmo que eu fosse a última a recebê-lo não teria dedicado muito mais do que 3 segundos a olhar para aquela folha: a minha média desceu desastrosamente e vislumbrei notas inexplicáveis! Uma catástrofe completa! O meu humor só melhorou quando ouvi chamar o meu nome para receber o prémio de Português! Mas até esse momento foi marcado por falta de graciosidade: tinha 6 pernas entre mim e o corredor e tive de me espremer para conseguir passar. Quase caía por cima dos rapazes, que eram quem tinha pernas maiores de entre essas 3 pessoas.
Almocei. Preparei-me para o baile. Saí de casa. O baile não foi nada de especial. Para além disso, não posso enriquecer este artigo com fotos do baile porque, acabei de descobrir, a minha irmã tem mais serradura na cabeça do que aquela que lhe permitiria lembrar-se de me deixar a máquina fotográfica antes de ir para Portugal, apesar de eu e a minha mãe lhe termos dito que bem a podia deixar cá para mim. Estou tão furiosa que nem quero escrever mais; limito-me a dizer que no dia seguinte ao baile foi a Benção das Pastas, Itália sagrou-se campeã mundial e, posteriormente ao fim desse jogo, eu, a minha mãe e a cabeça-de-vento da minha irmã fomos para a rua gritar e festejar, como umas doidas, com a intenção de que pensassem que éramos Italianas. E acho que conseguimos "enganar" a maior parte dos carros que passaram ali na ponte que vai da Gare até ao Lisboa II.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Faltou-nos um bocadinho assim...

Não sei se doeu mais perdermos agora do que teria doído termos perdido no Sábado passado. De qualquer maneira, a Selecção chegou muito longe e o 3º lugar ainda não nos está vedado. Começaram por jogar muito bem frente à França, mas os nervos levaram a melhor depois daquele golo de Zidane. Oportunidades, houve-as. Nunca se concretizaram em algo mais. Qual é o sentimento que vos fica depois disto? Partilhem-no através de comentários....

Eu só posso dizer que estou dividida. Por um lado, estou contente por Portugal ter chegado tão longe. Por outro, seguindo o célebre espírito de "quero o braço para além da mão", queria mais do que isto. Acho que temos vindo a preparar o caminho para alcançarmos algo de grandioso, mas até agora já nos escapou o título Europeu e o título Mundial. Portugal não merecia ficar por aqui. Se depois do golo de Zidane a Selecção pode ter deixado de "merecer" ganhar este jogo, certo é que não merecia ficar por aqui. Isso é que não.
Não vos posso garantir com muita certeza, pois já lá vão 2 anos e eu tendo a atenuar os meus sentimentos passados, mas até acho que estou mais triste por esta não-vitória (já que também não foi uma derrota, sobre isso temos de estar todos de acordo) do que estive após a Tragédia Grega.
Beijinhos muito, mas mesmo muito desconsolados.

Crónica de uma tarde de Verão

Mais uma bela tarde de calor na cidade do Luxemburgo. Cinco colegas do 7PO tiveram a ideia de reunir-se num parque para trocar conhecimentos de Português, na esperança de terem uma boa nota na oral. O Zé quis experimentar o granizado da Filipa e logo decidiu comprar um para ele, mas não gostou do sabor que tinha escolhido, então a Filipa aceitou uma troca. Do centro até ao parque, ela foi-lhe contando a história de "Os Maias". Chegados ao parque, os cinco não conseguiam chegar a acordo sobre do que falar primeiro. Começaram por Mário de Sá-Carneiro; ninguém sabia nada de especial sobre ele, até que a Luísa recordou que "ah! Era aquele homossexual!" (lá se vai o pedido para não se fixarem nesse pormenor). Uma hora depois, a Luísa e o Zé foram embora. Escusado será dizer que pouco mais se estudou entre os três que ficaram: a Claudia, o João e a Filipa. Deitada na relva a Filipa chamava a atenção constantemente para o que era mais importante: a chegada da mãe daí a 2 dias. A Claudia e o João torturaram a pobre citadina com retórica sobre a Natureza e os seus terríveis insectos tão temidos pela Filipa, que apesar de tudo continuou deitada na relva, com os seus óculos de sol, à sombra de uma árvore. Depois de uma conversa sobre tudo e sobre nada, com vagas expressões de desejos e planos para o Verão, a Claudia teve de apanhar o autocarro, de maneira que o João e a Filipa decidiram ir jantar ao Quick antes que caísse a trovoada que entretanto tinha começado a formar-se. Mas o João tinha sido assaltado pela Luísa; "pediu" à Filipa que pagasse o jantar, de maneira que continua assim a viver às suas custas. Para além disso teve o despautério de dizer que a Filipa não ia ter um verdadeiro curso superior!

Assim que a Filipa chegou a casa começou a chover. Ela espera que seja só lá fora e não dentro do coração de todos os Portugueses que anseiam pela presença da Selecção na final do Mundial.

terça-feira, 4 de julho de 2006

O Arrastão

Ultimamente ando sem vontade de fazer nada. Custa tanto mexer-me: arrasto-me. Detesto o calor! É que por esta altura do ano, em que o calor se apodera do planeta, a minha outra faceta, o meu outro lado (porque não o "lado solar"?), apodera-se do meu corpo e, por mais que eu lute, é impossível resistir. A verdadeira Filipa afoga-se, perde-se nesta outra personalidade. Quase me sinto fragmentada. LOL

No entanto, ontem, depois da oral de Inglês (que correu razoavelmente bem), passei a tarde toda de um lado para o outro com a Luísa e com o João. Algures no meio da tarde a minha irmã juntou-se a nós. Foi um programa improvisado mas muito porreiro. Hoje acordei tão cansada como se tivesse passado a noite na discoteca, apesar de me ter deitado apenas à meia-noite.
Já falta pouco para o dia D.
Beijos para todos!

domingo, 2 de julho de 2006

"Day by day"

Porque não sei o que escrever sobre o dia de hoje, "escrevo" sobre um sentimento que me assalta frequentemente, como acontece neste momento. Sem rumo, desorientada, desnorteada, sobrecarregada... Não sei o que fazer, não sei... Esta letra é da música que podem ouvir se visitarem o meu perfil.

"Day by day
Just take it slow down
Day by day
Just hanging till now
Maybe I will have one day
To find myself in this world
Maybe I would like to stay
Awake until the morning comes
A million ways to spend time
Is this like on TV
A million ways to be wild
To set yourself free
Day by day, just take it day by day now
Just take it slow down
Day by day, just take it day by day now
Just hanging till now
To proceed
It's time to close now
I think I'll have to go
Just trying to find a way back home
But there's always someone else to go
I wonder if it matters
When you see me grow
If is it with the world
Forever
Day by day, just take it day by day now
Just take it slow down
Day by day, just take it day by day now
Just hanging till now
Day by day, just take it day by day now
Day by day, if you lose a round
You can still win in the end
Just take it day by day now
Day by day, just take it day by day now
Just take it slow down
Day by day, just take it day by day now
Just hanging till now"
Blister

sábado, 1 de julho de 2006

Estamos nas meias-finais!

É verdade. Mas para o conseguirmos foram 2 horas de sofrimento... O golo que nunca mais vinha... O golo que não chegou a vir! Foi um jogo lindo, a Inglaterra deu luta, mas a Selecção jogou muito bem. O vencedor estava reservado para se decidir nas grandes penalidades, tal como aconteceu no EURO 2004. O Ricardo voltou a mostrar do que é capaz, depois de ter passado uma fase tremida. Bateu hoje o recorde por defender 3 penalties num jogo tão avançado do Mundial. O Cristiano Ronaldo marcou o penalti da victória, mas pareceu que não se resolvia: pára, arranca, pára, arranca... Ele e o coração de todos os portugueses partilharam este ritmo durante os 3-4 segundos que foram precisos para a bola se afundar na rede. Mas claro, toda a equipa está de parabéns: sinto orgulho de respirar o ar do Tejo onde o Ricardo cresceu para ser a nossa estrelinha hoje; sinto orgulho de todos eles; sinto orgulho de ser Portuguesa!

Vamos jogar com os Franceses na Quarta... Nem sei o que esperar... Se tivesse sido o Brasil a passar, tinha a certeza que perdíamos... Assim, começo a deixar um raio de esperança brilhar.

"Será de mais pedir a taça?" vs. "Porque não pedir o mundo?"

Acho que uma das muitas excelentíssimas recordações que tenho do Verão de 2004, aquele magnífico Verão, é a do EURO 2004. Ir ver os jogadores passar no autocarro em Alcochete, percorrer as ruas do Montijo a apitar depois da vitória contra a Holanda, ir até à feira das festas do Montijo equipada a rigor para mostrar o orgulho nacional... Gritar a plenos pulmões aquele refrão "Com uma força, com uma força, com uma força que ninguém pode parar" e ainda a música cuja letra vos deixo aqui hoje, numa homenagem ao que os Portugueses fizeram há 2 anos. Porque embora não tenhamos sido campeões, chegámos lá perto.

"Está tudo pronto? Dá-lhe gás!
Três, dois, um, vai arrancar
Uma espécie de hino em versão popular
Sem coisas de mão no peito e ar pesado
2004, o campeonato vai mudar nosso fado
Do coitado, do comido
Porque é que o país se queixa do que podia ter sido?
Mas nunca é. E a culpa nunca é nossa
É do árbitro, é do campo, é de quem nos deu uma coça.
Chega. Queremos mais, é um murro na mesa.
Um grito do Ipiranga em versão Portuguesa.
Porque até hoje, quase marcámos, quase ganhámos, quase fizemos...
Mas porquê quase? ...Passemos à próxima fase.
Marca mais, corre mais,
Menos ais, menos, menos ais,
Quero muito mais!
O conceito é muito simples: não desistir.
Mas será que é chato aquilo que acabamos de pedir?
É chato agora, acreditem no que digo:
Nós jogamos em casa e contamos com o Figo,
C' o Rui Costa, c' o Deco, c' o Simão e c' o Pauleta.
Razões para querermos mais que um lugar que não comprometa.
Será de mais pedir a taça?
Nada que um adepto com orgulho não faça.
Bonito, bonito, é dar o litro,
Não pôr as culpas no gajo do apito.
Vá lá gritar noventa minutos, cento e vinte, o que for
Do princípio ao fim, por favor.
Vamos lá, afinem-me essa voz
No fim, só ganha um... e temos que ser nós.
Marca mais, corre mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero muito mais!
Joga mais, sua mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero muito mais!
Nem custa tanto assim imaginar a vitória
No fundo, é só uma soma de momentos de glória.
Era bonito... Um abraço aqui, um abraço ali...
Abraço toda a gente, abraço quem nunca vi.
Vamos lá transformar isto numa grande festa
Sem pressão, Selecção, és a esperança que nos resta
Por isso, escuta: não te esqueças que a sorte protege os filhos da luta.
Não levem a mal a exigência
Mas p'a empates e derrotas já não há paciência.
Queremos mais, muito mais, menos ais
Scolari, já vimos aquilo que cê é capais.
Cê sabe que para ganhar é preciso ter fé
E a bola no pé.
...Querem mais?
Então vamos lá outra vez
Quem não salta agora aqui, não é Português
Sempre com o desejo de cantar na final
"Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal".
Tudo a postos,
Vamos ter fé uma vez na vida
E acabar o Europeu de cabeça e de taça erguida.
Se temos saudade, temos vontade, temos saúde, temos atitude
Se temos tudo, de que é que o Português se queixa?
...Era esta a vossa deixa.
Marca mais, corre mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero muito mais!
Joga mais, sua mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero muito mais!"
E para homenagenear o que a Selecção fez até agora no Mundial 2006, e para exprimir a esperança de que cheguem ainda mais longe do que chegaram, quando o jogo contra a Inglaterra está prestes a começar, deixo a nova versão do Hino da Galp.
"Cinco, quatro, três, dois, ...
Pois, não passámos do dois,
Mas deixemos os relatos infelizes para depois.
Estivemos quase,
Mas quase não sei se chega.
Mandámos vir champagne e deu-se a tragédia grega.
Como é que se diz? Foi por um triz
Que nós não pusemos os pontos nos is.
Nabice? Preguiça? Alguém faltou à missa?
Qualquer coisa lhes deu, não sei bem o que foi.
Só sei é que fizemos um grande campeonato mas na final não jogámos um boi.
Um boi?!
Foi ou não foi?
Corremos, marcámos, merecemos,
Saltámos, sofremos e fizemos sofrer.
Fizemos o possível enquanto houve combustível
E metemos o que havia para meter.
Como é que uma equipa com talento, magia
E um fututo de que tanto se disse,
Está disposta a deitar fora a energia
E se conforma em estar na história como "vice"?
Nada disso!
O tuga, que até hoje só provou que consegue ser segundo,
Vai, por isso, deixar de ser chouriço
E assumir o compromisso de ser campeão do mundo.
Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais!
Há quem diga que Portugal não está em forma,
Modesto por norma, faz-lhe falta um safanão
Que nos faça de uma vez acreditar
Que entre os que podem ganhar
Está a nossa selecção.
A fasquia está alta? Não faz mal, Portugal salta
Com milhões a empurrar.
Até pode parecer louco, mas para nós segundo é pouco
E um louco não se deve contrariar.
Será demais pedir o mundo?
O que pedimos, no fundo, são ainda menos ais.
Porque todos se lembram do campeão
Mas não dos que são derrotados nas finais.
Ficar nos dois primeiros não tem mal nenhum,
É preciso é que fiquemos no número um.
Vamos apagar da história essa final de má memória
E vão ver que ninguém topa.
Porque eu posso estar errado, mas que eu saiba, em qualquer lado,
O melhor do mundo é o melhor da Europa.
Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais!
Repete-se o refrão, a história é que não.
Marca mais, chuta mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais!
É o retrato de um país aplicado ao futebol.
Tem tudo o que é preciso, só perde por ser mole.
Toca a acordar, pessoal!
Queremos mais garra,
Deixar de ficar felizes quando a bola vai à barra,
Vamos com tudo, meter o pé, chutar primeiro,
Que o último a chegar é calaceiro.
Ter medo deles? Isso era dantes!
Vamos embora encher de orgulho os emigrantes.
Sem esquecer que nas grandes emoções
Quando grita um Português, gritam logo 15 milhões.
Heróis de Berlim, nobre povo...
Não tinha graça cantar um hino novo?
Escrito pelo pé de artistas
Que vão alargar as vistas à nação verde e vermelha.
Ficar em segundo? Nem morto!
Ganhar ou perder é desporto? 'Tá bem abelha!
Venha a Alemanha, o Brasil ou a Argentina
Com cabelos de menina e cara de lobo mau,
Se calham a apanhar-nos pela frente e viram as costas à gente... TAU!
Corre mais, joga mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais!
Repete-se o refrão, a história é que não.
Marca mais, chuta mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais!
Seja no chão, pelo ar, de cabeça ou calcanhar,
De tabela, nas laterais ou no miolo...
Vai Ronaldo, finta um, finta dois, pode remataaar... e é o golo!!!
(É esta a vantagem da ambição,
Podes não chegar à Lua, mas tiraste os pés do chão.)
Marca mais, chuta mais,
Menos ais, menos ais, menos ais,
Quero ainda mais!"
Vamos lá Selecção! Desta vez não queremos uma bola perdida do Beckham nas estrelas, mas sim o nome da nossa nação! PORTUGAL!

Cansada

Esta semana fiz 2 orais: Francês e História. Correram ambas melhor do que eu esperava, mas sem dúvida alguma que a oral de História me correu lindamente. Fiquei tão feliz! Saí da sala com um sorriso rasgado. Depois da oral, que foi ontem ao fim da manhã, soube-me bem passar a tarde nas compras com a Vanessa. Obrigada pela tua paciência! Não sei como conseguiste aturar-me...

Comecei hoje a encaixotar algumas coisas que tinha no meu quarto: livros, CDs... Estou a começar a vislumbrar o quarto vazio de tudo o que eu mais estimo... Uma lembrança de que este vai deixar de ser o meu pequenino mundo...
Li no princípio desta semana, ou melhor, devorei, um livro que a Luísa me emprestou porque eu tenho há uns tempos uma obsessão por o reler. "A Casa da Floresta" de Marion Zimmer Bradley. Recomendo. Mas ainda não acabei de ler "Os Maias". Está a ser uma leitura a conta-gotas... Mas antes da oral terei acabado de ler.
Como não tenho muito mais para dizer, queria aproveitar para deixar aqui os parabéns ao Zé, que é, a partir de hoje, adulto. Pelo menos segundo a lei... LOL Beijinhos!
Bom fim-de-semana!

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Especial 100% Luísa e Filipa

Depois da festa da Bárbara, fui dormir (mas só por volta das 7 da manhã e depois de muita galhofa) a casa da Luísa. Ficámos até às 2 da manhã na rua deserta da Luísa a tirar fotos! A delirar com a sessão fotográfica, da qual não nos fartávamos, só entrámos em casa porque os pais da Luísa nos vieram chamar. Isto não aconteceu antes de apanharmos um grande susto por causa de um vizinho da Luísa (e que vizinho!) que apareceu do nada a passear o cão. A grande questão é: se não o vimos a aparecer de lado nenhum, terá ele visto as nossas lindas figuras a tirar fotos? Esperemos que não! Só para terem uma ideia, aqui vai uma amostra. E se isto é apenas uma amostra, imaginem o que vos ocultamos!

terça-feira, 27 de junho de 2006

Festa da Bárbara

Mais uma ausência... O aborrecido disto tudo é que tenho de resumir quase uma semana nos próximos artigos. Mais um desafio para Filipa Guerra!

Sábado passado, dia 24 de Junho, a turma (quase) toda reuniu-se para emprestar um pouco de fôlego à Bárbara, não fosse o dela não chegar para soprar as 18 velinhas. Muitos parabéns! Já és mais velha do que eu! Estava calor quando saí de casa, já passava das 20:30. E lá vai Filipa Guerra com um chapéu-de-chuva desde de Leudelange ao centro da cidade à vista de todos por que passava! Quantos não terão pensado que devo ter um espírito muito pessimista... Mas não; o chapéu-de-chuva era para devolver à Luísa. Já no acolhedor e muito bonito restaurante Italiano (não é Ana, Claudia e Luísa?) encontrámos a menina Bárbara, com a boa-disposição de sempre, a abrir prenda atrás de prenda, incluindo a da Luísa: uma t-shirt feita por ela! E todos concordámos que era linda; tens tanto jeito, miga!Foi uma noite muita divertida, embora curta. O pessoal foi embora reclamando mais (ou estarei enganada?), cada um lembrando-se que em breve vamos todos separar-nos.
Mas ainda antes do fim da noite, tenho de referir a enorme sede que percorreu todos os presentes. Desconfio que estávamos desidratados. Não devemos ter deixado muita água na reserva do restaurante. É preciso mencionar também que depois da meia-noite passou a ser o aniversário do Filipe. Ninguém ia preparado para lhe dar prendas, mas o Zé remediou a situação e, para que o Filipe tivesse ao menos algo para contar do seu 18º aniversário, vendeu-o à famosa Avozinha rica, aquela que gosta de ir às compras.
Eu fiquei delirante com as janelas do restaurante, como sabem aqueles que estavam presentes, e não me podia vir embora sem tirar umas quantas fotos possuída pelo espírito da Joaninha (a dos rouxinóis e dos olhos verdes, não a Carochinha do João Ratão LOL). Esta foi a desculpa da Claudia, mas eu prefiro muito mais pensar que o espírito que me possui é o daquela eterna apaixonada de Verona que ao luar monologava, sem saber que o Romeu estava em baixo da varanda. Como eu adoro janelas! Que o diga a minha mãe! Mas o melhor da noite, pelo menos pessoalmente para mim, foi aquele acto irreflectido que resultou na salvação da noite. Eu nunca pensei ter presença de espírito numa situação semelhante, sempre pensei que a cabeça fria da minha mãe tinha saltado uma geração. Restaurante Italiano, velinhas... A Polícia Judiciária ainda está a averiguar o caso, mas Filipa Guerra reparou numa grande chama perto da cabeça da Ana. Era um guardanapo. Todos estavam distraídos. Filipa Guerra pegou nele, não sabia o que fazer, abanou-o no ar, ainda a pensar no que fazer, acabou por deixá-lo cair no chão e espezinhá-lo até apagar o pequeno incêncio. Que adrenalina depois disso! LOL
É impressão minha ou falei de mim na 3ª pessoa ao longo de todo o artigo? Estou a ganhar complexo de grande filósofa, como a Margarida. LOL Ou simplesmente penso que fui muito importante durante o jantar, apagando o fogo e encontrando o anel da Claudia... Ah! E dando algumas informações sobre a oral de Português aos interessados.
Muitos beijinhos de Filipa Guerra

sexta-feira, 23 de junho de 2006

O Dia

Acabo de chegar do cinema, onde fui ver "United 93". É baseado na história verídica do voo 93 da United Airlines, um dos aviões que se despenharam na América no dia 11 de Setembro de 2001. Este é aquele que se despenhou no campo, não tendo feito explodir nenhum edifício. Eu gostei imenso do filme (enquanto filme apenas!), recomendo e aconselho a levar um pacote de lenços para os mais emocionáveis. Sinto-me bastante abatida.

Parece que agora está a haver uma explosão de filmes sobre o 11 de Setembro, já para não falar da nova telenovela da TVI, Tempo de Viver, que me disseram utilizar o acontecimento. Brevemente estará nos cinemas "World Trade Center", um filme com Nicholas Cage. Poderemos esperar uma enxurrada de lágrimas este ano?

Loucura da 1:30 da manhã

Porque eu e a Luísa não temos nada para fazer à noite (dormir não é suficientemente enobrecedor para nós), começámos uma nossa actividade nocturna: directas online! O conceito é muito simples: conversa na net a noite toda. Até agora ainda não ficámos mesmo a noite toda porque, verdade seja dita, não temos assim tanta coisa para dizer uma à outra. Estas fotos foram tiradas numa noite em que ficámos a falar até às 4 da madrugada e por volta da 1:30 lembrámo-nos de ligar a webcam. Resultado: caretas, palhaçadas, teatro... Enfim, nós juntas nunca nos aborrecemos. Vou ter tantas saudades tuas, miga! Felizmente a nossa mais recente actividade é compatível com a distância a que vamos estar a partir do mês que vem. Mas todas as outras actividades vão ficar perdidas...

"Life for rent"

Acho que esta música nem precisa de introduções. Quem me conhece vai perceber de caras porque a escolhi, quem não me conhece só tem de acreditar quando eu digo que espelha exactamente uma faceta da minha personalidade e a preocupação que eu tenho a propósito desse aspecto. Descobri o significado da letra no Verão de 2004, quando estava em Afife. Acho que esse Verão foi o princípio da minha grande mudança.

"I haven't ever really found a place that I call home
I never stick around quite long enough to make it
I apologize that once again I'm not in love
But it's not as if I mind
That your heart ain't exactly breaking
It's just a thought, only a thought
If my life is for rent and I don't learn to buy
Well I deserve nothing more than I get
Cos' nothing I have is truly mine
I always thought that I would love to live by the sea
To travel the world alone and live more simply
I have no idea what's happened to that dream
As there's really nothing left here to stop me
It's just a thought, only a thought
If my life is for rent and I don' learn to buy
Well I deserve nothing more than I get
Cos' nothing I have is truly mine
If my life is for rent and I don't learn to buy
Well I deserve nothing more than I get
Cos' nothing I have is truly mine
While my heart is a shield and I won't let it down
While I am so afraid to fail so I won't even try
Well how can I say I'm alive?
If my life is for rent and I don't learn to buy
Well I deserve nothing more than I get
Cos' nothing I have is truly mine
If my life is for rent and I don't learn to buy
Well I deserve nothing more than I get
Cos' nothing I have is truly mine"
Dido

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Nem me lembro de nada de bom

Esta noite sonhei tanto com "Os Maias" que acho que dava para escrever uma sequela. A sério, sonhei a noite inteira! Mas porque é que eu ando tão obcecada com essa parte da matéria? Não é o único assunto das orais de Português... Acho que tenho de me dedicar mais a Fernando Pessoa e respectivos heterónimos. Mas não antes de 4 de Julho: dia a seguir à oral de Inglês, 3 dias antes da oral de Português. Até lá, tenho de me concentrar nas restantes orais.

Quando me levantei hoje às 9 da manhã, soube-me imensamente bem abrir a janela e sentir o vento inundar o quarto. Já há algumas semanas que não havia tanta corrente de ar em casa quando abria as janelas. Comecei a ficar nervosa, a pensar na oral de Português de hoje. Tive de me concentrar e lembrar-me a mim mesma que não conta para nota, que é apenas para praticar e, por isso mesmo, é normal errar. Mas quem estou eu a enganar? A vocês de certeza que não é, porque já me conhecem... Esta obsessão pela perfeição, este medo de falhar... Ainda estou para ver quem mos há-de tirar... E afinal, correu tão bem. Decidi tentar "Mau Tempo no Canal", porque é o tema em que me sinto menos segura e apercebi-me que não era assim tão difícil. Fiquei tão satisfeita! Quando saí da escola o céu parecia azul. E não estava; estava cinzento.
Porque eu já estava a dar em doida, tive de telefonar às minhas amigas, Sandra e Vanessa. Não dá, eu tentei, mas eu não consigo. Se tiver muito tempo sem contactar com alguém até sufoco. Ironicamente, há festa, fogo-de-artifício incluído, e eu vou ficar em casa... Se houver situação mais triste, exijo um comentário a comprovar. Resta-me a esperança de ver fogo-de-artifício o mais brevemente possível, porque amanhã à noite faz um ano que vi pela última vez!
Beijos muito desconsolados...

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Controlada

Que sede eu tenho de sangue! Tenho sede do sangue que me sai da alma para o papel através de uma esferográfica azul. É uma daquelas sedes que a febre traz por desidratação. E como água falta-me a disposição para escrever. Não posso desconcentrar-me, já vamos a meio da semana de preparação para os BACs orais, para a semana tenho aquele que mais estudo requer, o de História. E eu só penso naquele dia em que posso dizer adeus a tudo isto, pelo menos até Setembro, quando a Universidade exigir ainda mais de mim do que o 12º ano.

Como não estava preparada, cancelei a minha prática de oral de hoje. Não consegui rever todo um ano de História nestes últimos dias. Mas amanhã tenho oral de Português, estou agora a rever "Os Maias", aquela maravilhosa obra de 715 páginas que é conhecida em Portugal como sendo o terror obrigatório da nossa idade. Quanto a mim, tragam-me "Os Maias", o que eu não suporto e com masoquismo tenciono ler antes de 7 de Julho (oral de Português) é "Mau Tempo no Canal". Felizes aqueles que nasceram um ano depois de mim e por isso não terão de o estudar.
Porque eu não resisti a fazer umas pausas, alimentar a ilusão das férias durante esta semana, ontem fui ao cinema com a minha irmã. Fomos ver "Aquamarine", um filme muito leve mesmo, só para descontrair e, claro, causar um aperto no coração quando vemos aquele mar e aquele sol. É que apesar de saber e de me resignar com a falta do primeiro no Luxemburgo, estou francamente surpreendida com a ausência do segundo este Verão. Estamos no fim de Junho e chove! Eu pensava que devido ao aquecimento global o clima do Luxemburgo tendia a ficar cada vez mais quente, sobretudo nesta altura, mas não! Este é o Verão menos quente desde que vim para cá.
Portugal acaba de ganhar 2-1 ao México, naquele que eu considero ter sido o melhor destes últimos 3 jogos por parte da selecção Portuguesa. Quer dizer, pelo menos a 1ª parte. Na 2ª abateram um bocado. O que interessa é que ganhámos os 3 jogos, algo que pelos vistos não acontecia há 20 anos.
Beijos!

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Princípio da ilusória semana

Já estou tão arrependida por ter marcado uma oral de História para esta semana... Alguém quer trocar comigo? É que tenho de estudar tudo o que demos este ano... E não quero! Mas tenho de o fazer de qualquer maneira porque tenho a oral verdadeira dia 30 de Junho. Não gosto desta semana de intervalo entre os BACs escritos e os orais... É uma ilusão de férias. Só penso em praia, sol, Verão, Portugal!

Acho que ficar aqui sentada a lamentar-me não vai mudar nada. O melhor é ir estudar História. Mas antes gostava de deixar um apelo: para animar o ambiente vou lançar um concurso de anedotas. Deixem as vossas anedotas via comentário. Podem deixar quantas quiserem, não há número limite, quantas mais, melhor!
Beijinhos!

domingo, 18 de junho de 2006

"My explanation"

Este fim-de-semana comprei o CD Leitmotiv. Já desde o Verão passado que conheço esta banda e cada vez gosto mais das músicas deles. Já andava há algum tempo para comprar o CD, mas nunca tinha dinheiro comigo. E não foi caro... Entre outras, esta música é uma das minhas preferidas. Espero que gostem, não sei se conhecem, foi banda sonora do anúncio i9 3G da TMN.

"There must me some explanation
To all my frustrations
Inside my head.
I've always dreamt of what I could be
And I still dream...
I know I can't change my past,
It's time to move on, at last.
I've not always been as strong as I can,
But I know that I had my ups and downs...
I lost myself yesterday...
Time moves mountains... They say...
De do de do
I'm gonna change that tonight!
De do de do
I'm gonna feel allright!
De do de do
Just as long as the stars still shine...
I've tried to do my best all my life,
But time showed me it's not enough to try,
That no one can deny...
I'm gonna get it right this time!
De do de do
I'm gonna change that tonight!
De do de do
I'm gonna feel allright!
De do de do
Just as long,
As long,
As the stars still shine...
I've not always been as strong as I can...
De do de do..."
EzSpecial

As saudades começam a despontar

Hoje acordei às 15:00! Um recorde pessoal! E só acordei porque pus o despertador, se não, tenho a certeza que continuaria a dormir até agora. É verdade que até não cheguei muito tarde a casa, comparando com as vezes em que saímos todos à discoteca... Mas eu e a minha amiga Luísa ainda vínhamos com o entusiasmo ao rubro, por isso ficámos na net até às 7:00! Connosco (sobretudo e mais frequentemente por minha iniciativa) a loucura nunca acaba! LOL

Já ficou aqui subentendido que ontem à noite houve festa, mas formalizemos as coisas: foi a Barbecue Party. Festa no meio do bosque, música, comida, bebida (que acabou várias vezes)... Diversão! Foi de facto uma noite fantástica. E sempre que estas festas acabam lembro-me que daqui a menos de um mês vamos todos ter de dizer adeus... Mas é melhor não pensar em coisas tristes. Ontem, Portugal ficou qualificado para os oitavos-de-final do Mundial, ao ganhar ao Irão 2-0. Para assinalar e celebrar o acontecimento, fiz da bandeira um top e assim fui vestida para a festa. Força, Portugal! Ao menos estamos a fazer uma figura melhor do que a que fizémos no último Mundial. Já há muito tempo que não deixo dedicatórias. Mas agora tenho mais umas palavras a dizer a algumas pessoas. Em 1º lugar, à Inês. É, realmente, uma pena que só agora tenhas descoberto (através do meu blog) que temos coisas em comum. Apesar de tudo, fiquei francamente surpreendida e satisfeita por leres o meu blog frequentemente! És das poucas pessoas que o faz... Muito obrigada! Nunca pensei que o que eu escrevo pudesse ser tão interessante para ti, em particular. As poucas ocasiões em que temos estado juntas este ano, que até são mais que aquelas que em algum outro ano estivemos, têm-se relevado muito agradáveis, especialmente porque és uma rapariga simpatiquíssima, muito boa onda, diferente de todas as outras. Em 2º lugar, à Sandra. Eu não sei o que vou fazer sem poder monologar contigo todos os dias! Tornaste-te uma grande amiga minha da noite para o dia, mas tudo porque és espectacular, impecável, super porreira! Embora sejas reservada e muito enigmática, aquilo que sei de ti e as vibrações que emanam da tua aura (LOL, eu e as minhas misticidades...) são suficientes para que eu tenha a certeza de que não quero nunca perder a tua amizade. Obrigada por seres tão maravilhosa! Em 3º lugar, à Tânia Cordeiro. Simplesmente porque mereces. Ontem diverti-me imenso contigo e com as tuas maluqueiras! Mas não foi só ontem: também nas últimas festas em que temos ido, como a festa do BAC na escola. Se acabares por ir estudar para o Porto, fico à espera de combinarmos umas saídas juntas. Mas fiques onde ficares, de vez em quando temos de nos juntar. Obrigada pela companhia durante as aulas de Inglês, História e Geografia ao longo destes 6 anos! Beijos enormes para estas 3 pessoas.
E assim me despeço, com uma réstia de boa-disposição de ontem. Beijos para todos!

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Bons vizinhos

Acabei de passar uma noite bastante agradável. Quando o meu pai me disse há umas semanas que os vizinhos de cima nos tinham convidado, assim como aos vizinhos do lado, para um churrasco, pensei logo que era um dever social a cumprir e a engolir, qual remédio amargo. Nunca me passou pela cabeça, quando hoje por volta das 19:00 me dirigi ao jardim deles (dos vizinhos de cima, quero dizer), como quem vai para a forca, que ia no entanto mudar de opinião ao fim da noite. Para perceberem um bocado tenho de vos explicar a situação do meu prédio. São dois prédios (num só), com 2 apartamentos cada, que estão pegados, quase parecem uma grande casa. Mas os 2 apartamentos de um prédio têm entradas distintas dos 2 apartamentos do outro. Assim, apesar de falar de vez em quando com os vizinhos de cima, os do prédio ao lado (mas complicadamente também do nosso prédio) só trocaram cumprimentos comigo quando me viram a passar.

Apesar das barreiras linguísticas, já que todos os outros vizinhos são Luxemburgueses, lá conseguimos (eu, o meu pai e a minha irmã) passar uma tarde e um serão extremamente agradáveis. Fiquei surpreendida pela positiva. Realmente, é tão bom quando não se têm expectativas elevadas para um determinado acontecimento e na volta ele mostra-se melhor do que pensávamos...
Só dispensava uma das presenças que realmente só me impediu de me divertir ainda mais: a minha grande dor de cabeça que não passou depois de eu dormir um bocadinho hoje à tarde. Parece que ainda tenho muito a dormir para recuperar o sono perdido e mandar esta dor de cabeça para o inferno.

60% inalterável

Tenho uma dor de cabeça tremenda. É verdade que já tive dores de cabeça mais fortes, mas também é preciso ver que eu não sou uma pessoa que suporta bem a dor, por isso digo sempre que a dor presente é a mais forte que já experimentei, desconsiderando assim todas as outras passadas (já passaram, não é?).

Mas porquê falar de dor, num dia como este? O sol está a brilhar (se não tanto como nos dias em que brilhou mais este ano, mais do que nos últimos dias), está calor, mas há uma brisa, o céu está azul, é véspera de fim-de-semana e... acabei os BACs escritos! Que alívio! Agora só penso em comprar uns dossiers e começar a arrumar a tralha toda de que já não preciso. LOL Eu venho mesmo de outro planeta... Júpiter, gosto eu de pensar. Enquanto todos os que acabam os BACs escritos pensam em ir ao cinema, passear, dormir até (que melhoraria a minha dor de cabeça, que é totalmente devida à falta de descanso), eu só penso em organizar o quarto. É mais forte do que eu: às vezes, quanto estou deitada, fico cheia de ansiedade e nem consigo dormir só de pensar que o quarto não está arrumadíssimo. Tenho esta necessidade extrema de sentir que estou a empreender algum esforço com vista a ficar com o quarto num brinco. De sentir, porque muito raramente ponho a teoria em prática. Quando começo uma daquelas tarefas soberbas, classificadas como utópicas por quem me houve, do género "hoje vou arrumar as gavetas todas, organizar todos os documentos por categoria, deitar fora tudo o que não preciso, escolher toda a roupa que não vou usar esta estação e levá-la para a cave", raramente a acabo. Chego a meio, cansei-me, fartei-me, perdi a motivação e a adrenalina que a antecipação de realizar tudo isto provoca e deixo tudo ainda mais desarrumado do que antes. É triste mas é verdade. Receio que esta atitude se estenda ao resto da minha vida, fazendo de mim uma pessoa que não vai até ao fim uma vez que envereda por "mares por nunca antes navegados".
Regressando ao título, é verdade, 60% da minha nota ficou decidida hoje. Quer dizer, já há um mês que algumas notas ficaram definitivamente decididas, mas refiro-me agora exclusivamente aos 60% que correspondem aos 5 BACs escritos. Daqui a cerca de 11 dias começo os BACs orais, o que significa que ainda não estou de férias. Ainda tenho muito que penar...
Acho que tenho mesmo de me deitar, porque a minha cabeça ameaça explodir, apesar de já ter tomado qualquer coisa para as dores... Beijinhos!

quarta-feira, 14 de junho de 2006

"High"

Esta música, pode já não ser muito recente, mas adequa-se à minha actual situação de stress, pressão, ansiedade, da qual parece que nunca mais vou sair. Esta música dá-me sempre força sempre que penso que é impossível sair do fundo do poço e voltar a ver os raios do sol.

"When you're close to tears remember
Some day it'll all be over
One day we're gonna get so high
And though it's darker than December
What's ahead is a different colour
One day we're gonna get so high
And at
The end of the day
We'll remember the days
We were close to the edge
And we'll wonder how we made it through
And at
The end of the day
We'll remember the way
We stayed so close till the end
We'll remember it was me and you
'Cause we are gonna be forever you and me
You'll always keep me flying high in the sky of love
Don't you think it's time you started
Doing what we always wanted
One day we're gonna get so high
'Cause even the impossible is easy
When we got each other
One day we're gonna get so high
And at
The end of the day
We'll remember the days
We were close to the edge
And we'll wonder how we made it through
And at
The end of the day
We'll remember the way
We stayed so close till the end
We'll remember it was me and you
'Cause we are gonna be forever you and me
You will always keep me flying high in the sky of love"
Lighthouse Family

A Lady das listas

Todos preparados para uma corrida? É que este artigo vai percorrer quilómetros no texto mais reduzido que eu for capaz de escrever. Então, limpem os óculos à t-shirt, apertem o cinto de segurança, recostem-se na cadeira, ajustem o monitor do computador e... PARTIDA!

ACONTECIMENTOS RELATIVAMENTE IMPORTANTES E DIGNOS DE MENÇÃO:

-30 de Maio: Venda de bolos realizada pelo 7PO. Muito divertida. Turma quase toda reunida na tentativa de aproveitar cada momento juntos antes da separação.Não somos a turma mais...? Não fiquem à espera da conclusão da frase anterior. Vamos aumentar a interacção com o público no meu blog. Podem começar a deixar as vossas ideias para a conclusão desta frase via comentário. Relativamente à venda de bolos, podemos não ter angariado tanto dinheiro como na venda anterior, mas a razão, ilustrada aqui abaixo, é extremamente válida: o que os compradores realmente queriam, não estava disponível mediante transacção monetária.Um beijinho para as vendedoras de bolos mais bonitas da escola! Tão bonitas que ultrapassam a beleza da empregada da cafetaria que tanto fez sonhar e fantasiar engatatões como o Tiago Pombo!

-Ainda no mesmo dia: YEARBOOK finalmente disponível. Aparecimento e propagação arrasadora à população estudantil da doença vulgarmente conhecida como "febre dos comentários". Os sintomas mais preocupantes incluem o total desinteresse pelas últimas aulas do ano. Assim, a linha de frente BAC 2006, um ano com "visão" (como pressagia e personifica a capa do mesmo livro, rato do século XXI que das caravelas dos "Despedimentos" trouxe a enfermidade), foi dizimada.

-1 de Junho, último dia de aulas para o destacamento BAC 2006: Euforia completa. Os alunos simplesmente "não aceitam" as aulas (com os devidos agradecimentos ao setôr Pereira e pedidos de desculpa por incapacidade de retenção da frase latina). Muitos ainda se encontram em convalescença da "febre dos comentários".

-2 de Junho: A famosa e tão aguardada Festa do Bac na escola tem lugar numa tarde mais fresca do que calorosa, mais enevoada do que abençoada por um céu azul com sol dourado. E entra aqui a explicação de uma referência feita por mim num comentário de um artigo mais antigo: BAC 2006, ano da Revolução! Não posso começar a exprimir o orgulho que sinto por termos mostrado a todos que esta festa não tem de ser mal festejada. Espero que tenhamos sido o exemplo para os anos que seguem de que diversão não inclui falta de civismo, nem desrespeito pelos outros, nem espírito de destruição gratuita. E nunca me hei-de esquecer da batalha de água, ponto alto da tarde (fria!). Fiquei encharcada até aos ossos, mesmo mais do que quando decidi ficar à chuva no meu jardim, mas senti-me tão imensamente feliz... Não, feliz não é exactamente o termo... Apaziguada. Senti-me tão imensamente apaziguada ao olhar à minha volta e ver a criança mais inocente que há dentro de cada um de nós, futuros adultos. Sei que muitos revelam a criança dentro deles numa base mais regular, mas não me refiro a esse tipo de faceta infatil, mas sim a uma faceta saudável do que é ser criança.-Semana de 5 a 9 de Junho: BACs escritos. Muito estudo, muita ansiedade, muita pressão. Pouco a acrescentar.

-9 de Junho à noite: X-Men - The Last Stand. Esperei 3 anos por este filme. Porque detesto desconsiderar filmes que já tinha decidido previamente que ia adorar, por temer magoar os meus próprios sentimentos (eu sei, sou ridícula...), é com dificuldade que digo que fiquei desiludida. Fiquei desiludida porque o imaginara diferente. De resto o filme é espectacular. Só a mim e à minha imaginação culpo por não ter podido ficar completamente satisfeita com ele.

-13 de Junho: Marie Antoinette. Filme moderadamente interessante, com cenários de sonho, guarda-roupa lindíssimo, que inclui até ténis All-Stars! LOL Não sei se foi erro ou propositado, mas o facto é que numa das cenas aparecem ténis All-Stars roxos! Mais uma vez Kirsten Dunst consegue provar o estatuto de estrela que tão cedo lhe foi concedido.

Não tenho fôlego para vos mandar beijinhos hoje, depois de ter resumido as 2 últimas semanas a uma lista de acontecimentos, que mereciam uma quantidade infinita de mais palavras minhas...

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Capítulo final das mini-férias em Portugal

Hoje está um dia tão bonito lá fora!... Só apetece ficar deitada numa espreguiçadeira ao sol. Mas eu não tenho uma espreguiçadeira, portanto vou acabar (finalmente!) a crónica das minhas mini-férias em Portugal.

No Sábado, dia 27 de Maio, aniversário do meu pai (parabéns!), depois daquela noite esgotante, não fiquei a dormir até tarde. Levantei-me cedo para dar o meu último passeio com a minha mãe e os meus manos. Eu e a Tânia tínhamos de apanhar o comboio para o Porto às 10:55. Assim que me encostei naquele assento, em vez de dormir para recuperar o sono perdido, dediquei-me a uma sessão intensa de troca de mensagens (grátis!). Depois dormi. E sabem o que fiz quando acordei? Saí umas paragens antes e fui até à praia de Espinho! Estava tanto calor, o céu estava azul, assim como o mar que se perdia nele. Comi um Calippo de morango. É que tinha ficado a cismar com o Calippo de morango que não pude comer e tanto me apetecia depois do Rock in Rio... Depois deste desvio, encontrei-me com a minha prima, fui até casa tomar um banhito e de seguida, praia connosco! Desta vez, Salgueiros. O sol estava a pôr-se, já não se sentia muito calor. Comi outro Calippo, como podem ver... Voltámos para casa após termos estado deitadas na areia, aquela sensação maravilhosamente estival que faz com que estar o ano todo longe do mar valha a pena em troca de uns momentos relaxantes. Mas não ficámos muito tempo em casa. Fomos até ao Gaia Shopping jantar. Eu não costumo comer no McDonald's, mas aquele hamburguer (simples, claro, eu só gosto da carne e do pão...) soube-me mesmo muito bem seguido de outro Calippo de morango! LOL Mas foi o meu último, a sério. Já de volta a casa, pedi à minha prima para me fazer umas massagens. Aí apercebemo-nos que estava (e ainda estou) cheia de nódoas negras nas pernas! Até hoje ainda não sei como as fiz... A Aninhas pensa que terá sido no Rock in Rio... Eu sei que sou uma pessoa que faz nódoas negras com muita facilidade, mas não fui contra nada enquanto estive na Cidade do Rock... Mistério...
No dia seguinte, Domingo, era tempo de regressar. Tínhamos de apanhar o avião às 8:30. E, finalmente, no avião, dormi. Dormi e pouco tempo tive totalmente desperta durante a viagem. No aeroporto de Hahn esperavam-nos os pais da Tânia para a etapa final desta aventura. Apesar de não ter dormido durante esta viagem da Alemanha até ao Luxemburgo, ia tão envolvida nos meus pensamentos saudosos que a viagem passou num instante.
E foi bom voltar ao meu pequenino mundo: o meu quarto.
Uff! Terei mesmo acabado o relato das minhas mini-férias em Portugal? Ou será só um sonho? LOL A partir de agora posso dedicar-me ao presente (quer dizer, depois de fazer um breve resumo das últimas semanas, mas vai ser mesmo pequenino, prometo). Beijinhos para todos!

sábado, 10 de junho de 2006

"Estoy aquí"

Já há muito tempo que não dou música ao meu blog. Também é verdade que estive muito tempo sem escrever, mas agora que voltei a dedicar algum tempo ao meu mais recente empreendimento, está na hora de publicar mais uma letra. E tenho de fazer uma homenagem à minha diva. Assim, decidi deixar uma letra que tenho de aprender (quem leu o último artigo percebe o que quero dizer).

"Ya sé que no vendrás
Todo lo que fué
El tiempo lo dejó atrás
Sé que no regresarás
Lo que nos pasó
No repetirá jamás
Mil años no me alcanzarán
Para borrarte y olvidar
Y ahora estoy aquí
Queriendo convertir
Los campos en ciudad
Mezclando el cielo con el mar
Sé que te dejé escapar
Sé que te perdí
Y nada podra ser igual
Mil años pueden alcanzar
Para que puedas perdonar
Estoy aquí queriéndote
Ahogándome
Entre fotos y cuadernos
Entre cosas y recuerdos
Que no puedo comprender
Estoy enloqueciéndome
Cambiandome un pie por la cara mia
Esta noche por el día y que
Nada le puedo yo hacer
Las cartas que escribi
Nunca las envié
No querrás saber de mí
No puedo entender
Lo tonta que fuí
Es cuestión de tiempo y fé
Mil años con otros mil más
Son suficientes para amar
Estoy aquí queriéndote
Ahogándome
Entre fotos y cuadernos
Entre cosas y recuerdos
Que no puedo comprender
Estoy enloqueciéndome
Cambiandome un pie por la cara mia
Esta noche por el día y que
Estoy aquí queriéndote
Ahogándome
Entre fotos y cuadernos
Entre cosas y recuerdos que
Estoy enloqueciéndome
Cambiandome un pie por la cara mia
Esta noche por el día y que
Si aún piensas algo en mí
Sabes que sigo esperandote
Estoy aquí quieréndote
Ahogándome
Entre fotos y cuadernos
Entre cosas y recuerdos que
Estoy enloqueciéndome
Cambiandome un pie por la cara mia
Esta noche por el día y que
Estoy aquí quieréndote
Ahogándome
Entre fotos y cuadernos
Entre cosas y recuerdos que
Estoy enloqueciéndome
Cambiando un pie por la cara mia
Esta noche por el dia y que
Estoy aquí queriéndote"
Shakira

Onde é que eu ia? Ah, sim...

Quando no último artigo disse que continuava o relato "amanhã", devia estar com problemas cronológicos devido à diferença horária entre Portugal e Luxemburgo, se pensava que hoje era o dia seguinte... Passaram 2 semanas! Peço desculpa por qualquer incómodo que possa ter causado a alguém com uma ausência tão prolongada (não é, João?). Em minha defesa tenho a dizer que foram duas semanas de loucos. Só tenho pena de estar tão atrasada em relação ao relato das mini-férias em Portugal que vai ser praticamente impossível escrever alguma coisa sobre as duas últimas semanas.

Na Sexta, dia 26 de Maio, voltei a levantar-me cedo para ir dar uma volta com a minha mãe antes de ela ir para o trabalho. Voltei para casa, fiz exercícios de Matemática ao som da Shakira: queria ter as letras na ponta da língua durante o concerto. Arranjei-me numa correria, o que fez com que deixasse queimar a margarina onde ia fritar o bife de peru para o almoço. Sem percalços de maior, saí de casa pouco depois das 14:00, com as unhas acabadinhas de pintar, para apanhar o barco das 14:30 para o Terreiro do Paço. Quando cheguei, a Tânia ainda não estava lá e mandou-me uma mensagem a dizer que estava atrasada. Meia hora depois, metemo-nos pelas ruas da baixa de Lisboa, com um mapa que eu tinha tirado da net, em busca da estação de metro do Chiado (devia parecer uma turista...). Chiado-Alameda. Alameda-Bela Vista. A seguir foi sempre a subir, num dia em que estava mais de 30ºC, até ao Parque da Bela Vista, ou Cidade do Rock, cuja entrada podem ver aqui abaixo:

Imponente, não? Assim que entrei, quem é que eu vi? O Roberto Medina, organizador do Rock in Rio. Grande coincidência! Reconhecimento rápido e superficial do território da Cidade do Rock, comi um Calippo de morango, comprei uma t-shirt de recordação, fiquei a conhecer as melhoradas instalações sanitárias do evento (em relação às de 2004, porque de resto não eram grande coisa... Coitados daqueles que foram ao Rock in Rio há 2 anos...). Por volta das 17:30 abancámos no relvado artificial do Palco Mundo, eu comendo outro Calippo de morango, para garantir um bom lugar para o resto da tarde e noite. Por volta das 18:00 levantaram-se todos que estavam na mesma situação que nós e aproximaram-se mais da barreira. Nós corremos mais para a frente e estávamos num sítio super porreiro para ver o concerto, aí a uns 5 ou 6 metros da barreira. Entrou em palco um grupo com tambores vestido de forma muito peculiar e colorida, ao som de um medley de músicas de amor. Pouco depois, a Ivete Sangalo abriu o Rock in Rio Lisboa 2006 cantando "Imagine" de John Lennon. Seguiu-se o hino do Rock in Rio, cantado também por Ivete Sangalo. Depois de dar o arranque ao Rock in Rio Lisboa 2006, deixou o palco que estava a ser preparado para a entrada dos D'ZRT. Enquanto esperávamos, passaram 3 mini-jactos por cima das nossas cabeças! Estavam todos maravilhados. Foi pena não ter conseguido tirar uma fotografia... E eis que, por volta das 19:00, a banda que começou nos Morangos Com Açúcar dá entrada em palco. Digam o que disserem, eles podem até recorrer a um sistema de som dos instrumentos sobreposto às vozes deles para as esconderem (o motivo vou deixar subentendido...), mas dão um espectáculo incrível! Quando no Verão passado fui ao concerto deles no Montijo achei que foi uma noite muito bem passada. Não é de admirar que a actuação dos D'ZRT me tenha preparado para o resto da tarde e noite. Introduziram algumas novidades, como por exemplo, break dance, um grupo de capoeira e bailarinas (há que cativar também o público masculino, não é verdade? É simplesmente justo!). Mas o que levou as fãs ao delírio, quer dizer, qualquer rapariga ou mulher presente, já que não é preciso ser fã da banda para o que se seguiu, foi o facto do Angélico e do Cifrão terem tirado a camisola! E realmente estava calor no meio daquela multidão. É claro que também há aquelas pessoas que não têm calor nenhum, mas decidem fazer calor aos outros. Refiro-me a uma rapariga que estava mesmo ao meu lado, completamente vestida de cabedal! Era inevitável que o meu braço direito estivesse em contacto com o cabedal e, por isso, tinha mais calor do que o necessário. Mas esperem, há mais: a rapariga tinham um cabelo enorme, numa trança que acabava num tufo como a cauda dos leões. Não foi muito agradável levar com a trança em cima de cada vez que ela dançava. Felizmente, depois da actuação dos D'ZRT, eu e a Tânia conseguimos abrir caminho e ficámos longe da rapariga do cabedal.Por volta das 20:30 foi a vez da actuação da brasileira Ivete Sangalo. Todos tiraram o pé do chão com a mulher furacão. Por muito que eu tenha delirado com a actuação da Shakira, tenho de admitir que fui ao som de Ivete Sangalo que mais pulei. Infelizmente não consegui tirar uma única foto da cantora que ficasse bem. Todas as que tirei ou estão tremidas, ou a cara ficou deformada, ou estão muito longe... Decidi-me por esta que prova o carinho que ela tem por Portugal:Quando terminou o concerto da Ivete Sangalo, eu e a Tânia estávamos a cerca de 2 metros da barreira! E eu já começava a criar a esperança de estar mesmo à frente quando entrasse em palco a Shakira. Até porque à minha volta via pessoas que gritavam "Jamiroquai! Jamiroquai!", o que me criou a ilusão de que estas pessoas iam embora a seguir ao concerto da banda. O meu motivo para pensar assim foi a experiência que tive após a actuação da Ivete Sangalo: aqueles que passaram o concerto dela a gritar "Ivete cadê você? Eu vim aqui só p'ra te vê!" foram-se realmente embora, assim que viram que ela não voltaria mais ao palco. Enquanto esperávamos pelos Jamiroquai, estávamos já cansadas de estar em pé e era impossível sentarmo-nos. Resultado: depois do cantor entrar em palco, por volta das 22:15, pouco mais fiz do que bater palmas no fim de cada música. Ah! E tirar algumas fotografias, claro. Por volta das 23:20, depois de ter cuspido para o palco algumas vezes, o cantor saiu do palco e eu comecei a sentir aquele formigueiro na barriga só de pensar que pouco faltava para ver a Shakira. Afinal de contas, foi apenas por ela que eu fiz esta viagem. Infelizmente não consegui ficar à frente de tudo, mas tinha só 2 pessoas entre mim e a barreira! Curiosamente, quanto mais me aproximava da barreira, ao longo de toda a noite, menos via para o palco. Mas como eu até merecia isto, quando a Shakira entrou em palco por volta das 00:15 e depois de já nos ter feito esperar meia hora, apesar de estar mais à frente do que nunca, conseguia ver o concerto lindamente! Quando ela entrou cantando "Estoy aquí", senti-me tremer por todos os lados, e, apesar de (confesso!) só saber as músicas dela desde que lançou "Laundry Service", lá fui trauteando o refrão desta música da diva. Seguiu-se "La Tortura", eu cada vez mais cheia de emoção, pude finalmente libertá-la cantando a plenos pulmões a letra que me forcei a decorar numa noite há meses atrás. E, claro, também dancei. Estão a perguntar-se "como?"; no meio daquela multidão apertadinha era difícil, de facto. Mas eu simplesmente não me controlei e dancei livremente, sem prestar muita atenção se saltava para cima das pessoas... "Don't bother". Depois "Underneath Your Clothes" conseguiu o inevitável: vieram-me as lágrimas aos olhos e ainda hoje me arrepio só de pensar nesse momento mágico em que também ela chorava! "Hey You", uma música mais recente, deixou-me orgulhosa por ser das poucas pessoas que sabiam a letra. "Hips Don't Lie" foi a música seguinte. O público ficou ao rubro! Eu só pedia que o concerto demorasse a noite toda quando a presença dela em palco atingiu o máximo em "Whenever Wherever", isto já depois de músicas como "How do you do" (em que ela até cantou de joelhos!) e "No" (onde ela voltou a chorar enquanto libertava a sua alma). Terminou o concerto. Todos gritavam por ela pedindo que cantasse mais uma música. E ela foi a única dessa noite que acedeu ao pedido, voltando para cantar "Ciega, Sordomuda". Infelizmente depois dessa foi a despedida... E eu fui-me embora, a minha mãe já nos esperava ao pé da estação do metro da Bela Vista. Mas tinha desejos de mais um Calippo de morango, estava cheia de sede e de calor. Infelizmente já não havia, estavam esgotados... Foi difícil encontrar a minha mãe e o Bruno no meio da massa que, indignada, esperava que abrissem a estação de metro da Bela Vista para poderem ir para casa. Quando os encontrei só me alegrava pensar que ia para casa dormir.

Prometo não demorar tanto tempo a voltar aqui para escrever o resto das mini-férias em Portugal. Até lá, beijos!