terça-feira, 11 de julho de 2006

De férias!

Não dá para acreditar que estou de férias, não dá... É simplesmente bom demais para ser verdade! Enfim, não é assim tão "bom demais", quer dizer, ainda tenho de tratar de uns assuntos, encaixotar os meus pertences... e mentalizar-me de que me vou embora.

Desde que escrevi o último artigo muito se passou. A oral de Português, que encerrava os meus exames, correu-me tão mal como a oral de História me tinha corrido bem. Correu tão mal que quando saí da sala fiquei imensamente abatida, nem me ocorria o doce pensamento de que estava finalmente de férias. Só consegui levantar a névoa do meu dia quando me sentei na cadeira do cabeleireiro.
Nessa tarde a minha mãe chegou de Portugal e fomos às compras durante horas. A seguir fui à reunião da Benção das Pastas e, para acabar a correria desse dia, ao jantar com quase toda a turma. A minha mãe também esteve presente e depois de termos jantado veio connosco a uma festa de música techno! Mas não ficámos muito tempo porque eu queria era ouvir hip hop e a Luísa estava a demorar-se para nos levar até essa tenda, e eu já não aguentava mais os meus pés. Estive o dia todo com as sandálias de salto alto que tinha levado para a oral. Quando me deitei na cama do quarto de hotel da minha mãe, estava tão cansada que, apesar de estar ansiosa pelo dia seguinte e ficar algo disperta até às 3 da manhã, o meu cérebro começou a descansar logo. Não sei se me faço entender. O que quero dizer é que, normalmente, quando estou muito ansiosa e não consigo dormir mal me deito, não descanso nada até finalmente cair no sono. Mas o meu cansaço era tão grande nesse dia que não precisei de adormecer para me sentir a descansar.
Tendo dormido apenas cerca de 4 horas, é de admirar que tenha acordado tão bem-disposta e não tenha adormecido durante a cerimónia de entrega dos Diplomas. Na verdade a cerimónia até se passou muito bem, não foi aborrecida, só tenho pena que o som fosse tão mau: pouco ouvi dos discursos e quase não ouvi o meu nome quando me chamaram para ir receber o Diploma. Como muitos, também eu tropecei nas escadas para subir ao palco. Felizmente foi muito ligeiramente; ninguém reparou. Quando voltei ao meu lugar dei apenas uma vista de olhos à média e às notas, porque queria ver os outros a receber o Diploma. Mas acho que mesmo que eu fosse a última a recebê-lo não teria dedicado muito mais do que 3 segundos a olhar para aquela folha: a minha média desceu desastrosamente e vislumbrei notas inexplicáveis! Uma catástrofe completa! O meu humor só melhorou quando ouvi chamar o meu nome para receber o prémio de Português! Mas até esse momento foi marcado por falta de graciosidade: tinha 6 pernas entre mim e o corredor e tive de me espremer para conseguir passar. Quase caía por cima dos rapazes, que eram quem tinha pernas maiores de entre essas 3 pessoas.
Almocei. Preparei-me para o baile. Saí de casa. O baile não foi nada de especial. Para além disso, não posso enriquecer este artigo com fotos do baile porque, acabei de descobrir, a minha irmã tem mais serradura na cabeça do que aquela que lhe permitiria lembrar-se de me deixar a máquina fotográfica antes de ir para Portugal, apesar de eu e a minha mãe lhe termos dito que bem a podia deixar cá para mim. Estou tão furiosa que nem quero escrever mais; limito-me a dizer que no dia seguinte ao baile foi a Benção das Pastas, Itália sagrou-se campeã mundial e, posteriormente ao fim desse jogo, eu, a minha mãe e a cabeça-de-vento da minha irmã fomos para a rua gritar e festejar, como umas doidas, com a intenção de que pensassem que éramos Italianas. E acho que conseguimos "enganar" a maior parte dos carros que passaram ali na ponte que vai da Gare até ao Lisboa II.

1 comentário:

Blue!Girl disse...

Muito obrigada! Não esqueçamos que a setôra fez parte da minha instrucção de Português: está também de parabéns!