terça-feira, 27 de março de 2007

Longe de ser um marco histórico...

O dia não foi emocionante: não descobri que tinha uma irmã gémea e que tínhamos sido separadas à nascença; ninguém me veio contar um segredo altamente secreto sobre a segurança nacional; não salvei um suicida de se atirar de um prédio ao manter uma conversa num lugar arriscado. Cenários de filme, hoje não.

Mas um dia na Faculdade é sempre um dia diferente, é sempre mais um dia que estamos com as pessoas sem as quais já não passamos. Há também as divertidas experiências de Biologia... LOL
Mas o que marca o dia de hoje como fora do normal é eu ter relido alguns artigos de Maio do ano passado. Lembrei-me de coisas que tinham desaparecido do meu pensamento.
Dei-me conta que há já algum tempo que não deixo dedicatórias no meu blog... Por isso, retomo essa tradição para sublinhar a importância de três pessoas na minha vida:
Em 1º, à Joana, que consegue sempre, sempre, sempre dizer coisas que eu não esperava de mais ninguém (lá estou eu com a excepcionalidade das pessoas... Mas é verdade! As pessoas chamam-me a atenção porque têm sempre qualquer coisa, por mais pequena que seja, que é unicamente delas). Esta rapariga dos padrões das bolinhas consegue juntar uma capacidade enorme de não complicar a uma despreocupação saudável. Companheira de trabalhos de grupo e de tortura estatística, antes de nos conhecer pensava que o centro do mundo era a Póvoa de Varzim! Bom, na verdade ela continua a achar isso... LOL Mas não faz mal, porque só de te ouvir falar da Póvoa com tanto carinho, apesar de eu (ainda) não ter lá ido, tenho também já uma grande ternura por essa terra. Viva a Póvoa-city! Ups! Não me posso demorar mais: tenho de apanhar o Expresso...
Em 2º, à Sandra, que está sempre muito caladinha, mas quando fala diz coisas com muito significado. Já estabelecemos uma associação entre nós: eu falo por mim e por ela! O que não é de facto um ponto positivo para mim... Que posso fazer? Não consigo lutar contra a minha natureza faladora. Depois há também aquelas alturas em que dizem que eu disse algo e eu não me lembro de ter dito tal coisa, começo já a ficar apavorada a pensar que tenho um qualquer problema mental que digo coisas e depois não me lembro sequer de ter pensado em dizer tal coisa, e a Sandrinha ouve-me muito consternada, diz-me com a sua calma fofinha para não me preocupar. :-) É uma bonequinha, com o seu ar de Pinipon alegre.
Em 3º, à Ana, que encheu a minha vida de parafusos. Quando a conheci pensei que ela nunca iria querer ser minha amiga, que estava fora do meu alcance. Azeite e água não se misturam. Porém, os célebres trabalhos de grupo de ICS encarregaram-se de nos juntar e eu não poderia estar mais grata. Afinal, podemos não ser feitas da mesma substância mas temos tanto para viver e queremos que uma faça parte da vida da outra... E é só isso que importa. Isso e a paciência que tens para me aturar (tu e as outras 5 "chicas", mas tu pareces ter aquele ar de Psicanalista que atura a doente mental com mais tolerância - ou curiosidade pessoal). Um ponto a favor da nossa identificação mútua foi o estarmos as duas a recuperar de um passado que não nos tratou bem. E agora que estamos as duas melhor (estamos, não estamos?), eu quero adiantar-me já e pedir-te que me segures na queda que está muito próxima e agendada para um futuro que caminha para mim com o fatalismo de algo previsível que eu não consigo contudo esforçar-me por evitar. Porque tu vais perceber sempre porque eu não posso lutar contra o meu coração traiçoeiro. Um coração que apesar de tudo já tem um lugar reservado para a tua presença solar!
Para terminar, queria deixar um beijão enorme para estas 3 meninas que são cinco-estrelas, extraordinariamente fabulosas e... únicas! Adoro-vos muito!

1 comentário:

Anónimo disse...

Longe de ser um marco histório...quando se está num quarto fechado, sentado a uma mesa, a gastar horas.., gastar horas de vida, de trabalho, de sono, de produtividade, de lazer, horas de rir horas de chorar a gastar a gastar a gastar... longe de ser um marco na história... longe de ser um marco na História.. longe de ser um marco na estória... A estória... a (minha) estória... mas será? humm... às vezes gosto de acreditar que - como é feito para as bonitas, pensadas, músicas que fazem tinir a alma - que certas partes do futuro passado que vivo, vivo para completar tudo, que é essencial, único, e mesmo se não o vivo, ele está lá, e eu vou-me lembrar sempre dele de alguma forma - vivo o silêncio da pauta, o tempo consumido no acto de fazer valer os momentos que não esse mesmo. Aquilo que não se descreve, que nem sempre se dá atenção, que a maior parte das vezes nem se nota, o que não nos lembramos o suficiente (na memória normal..) para poder reproduzir, descrever, transmitir..,mas que faz a música, que nos dá, afinal, a emoção toda, pois sem a não música da música, a música não sabia a música.

longe de ser um marco histórico.., este marco estórico..