domingo, 1 de outubro de 2006

Mudanças no quarto

Falei cedo de mais. Estava toda contente por ter recomeçado a escrever regularmente no blog, mas afinal o último artigo foi escrito há 5 dias... Ou seja, o atraso dá direito a um resumo do que se passou esta semana. (Eu e os meus resumos que não são assim tão resumidos...)

Na Quarta, afinal, não me pude matricular antes da sessão de acolhimento aos alunos do 1º ano, pois a secretaria só abria às 10 horas, exactamente quando começava a sessão. E quando a sessão acabou, sem me ter elucidado sobre nada de realmente importante, já a secretaria estava fechada para almoço. Voltei à tarde para me matricular, o que demorou cerca de 1 hora, mas, como não estava matriculada na altura em que houve o sorteio dos horários das turmas de aulas práticas (o que aconteceu durante a sessão de acolhimento), tive de preencher um requerimento ao Conselho Pedagógico para me ser atribuído um horário. Ainda estou à espera.
Na Quinta às 11 tinha a minha primeira aula teórica: Biologia Humana. O/a professor/a não apareceu. Esperámos todos uma hora, durante a qual fui falando com a minha colega do lado, a Vera. Foi assim que fiz a minha primeira amiga na Faculdade. Almoçámos juntar num centro comercial ao pé da Faculdade e à tarde regressámos para juntas entrarmos na praxe. Nessa tarde, os caloiros ficaram sentados 4 horas no chão de uma sala da aula para uma sessão de praxe teórica. A verdade é que só aí fiquei a perceber montes de coisas sobre a praxe que não fazia ideia. À noite, os caloiros rapazes ajudaram a montar duas tendas no pátio da Faculdade; de seguida todos os caloiros, rapazes e raparigas, trouxeram uma quantidade industrial de mesas e cadeiras, talheres, toalhas de papel e copos, tudo para o Jantar de Caloiro. Foi uma noite bastante agradável, aliás, todo o dia o foi: é mesmo verdade que a praxe ajuda o relacionamento entre os caloiros. Não posso afirmar que já tenho uma colecção de amigos, mas já conversei com e conheci um número considerável de colegas.
Na Sexta fomos todos, caloiros e doutores, visitar as caves de vinho do Porto. O trajecto até lá foi um pretexto para a Latada (para quem não, latas atadas aos pés, o que ao andar faz muito barulho) e para darmos a saber a toda a população das ruas típicas do Porto que a FPCEUP andava na rua, berrando a plenos pulmões as músicas da praxe.
Para explicar o título de hoje: eu, a Cris e a minha tia andámos a mudar o quarto durante a tarde para fazermos espaço para mim. Fiquei tão estafada que o lanche a seguir me pareceu divinal. E foi apenas uma caneca de leite e pão com manteiga! Por acaso não me lembro de comer um lanche semelhante há muito, muito, muito tempo.
Beijos nostálgicos.

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