Lar doce lar
Finalmente escrevo-vos de Vila Nova de Gaia, naquela que eu considero a minha casa, não só porque quando for para a Universidade é aqui que vou morar, mas também porque, ao longo de toda a minha vida de mudanças, foi aquilo que permaneceu igual (ou muito parecido ao que sempre foi e representou). E sem esquecer que é aqui que vive a pessoa mais importante do mundo para mim. Já estou com a minha prima desde Segunda e vamos hoje à tarde para Valença do Minho. Já antevejo a calma, a serenidade, o sossego que emanam daquela terra. Não se faz nada lá, é verdade. Mas por um lado é isso que tanto me atrai a lá voltar sempre que posso. À falta de melhor, decidimos (eu e a minha prima) passar o dia inteiro sentadas no café (de preferência um diferente cada dia). Até porque somos duas jovens solteiras! LOL
Por aqui o tempo está lastimável. Já está assim desde que eu cheguei na Segunda, mas hoje até começou a chover. Lá se foram os planos de irmos todos os dias à praia. Começo a desconfiar que há uma conspiração cósmica com o intuito de me negar os prazeres balneares este Verão. Enquanto estive no Montijo nunca os adultos lá de casa me levaram à praia e nos dias em que programavam uma ida à Caparica eu não estava em casa porque tinha outros compromissos (uns mais importantes do que outros, mas compromissos ainda assim). Depois chego a Vila Nova de Gaia, onde supostamente posso ir à praia de autocarro com a minha prima, mas está um tempo péssimo. Em Valença, ou lá perto, só há praias fluviais, o que eu detesto, por isso vou ter de adiar a visita ao mar, à areia e ao sol para a próxima semana quando voltar para aqui. Isto é, se estiver calor... De qualquer maneira estou com a Cris, a minha prima mais que prima, a minha amiga mais que amiga: basicamente mais que irmã. Mas uma pessoa (ou duas, neste caso) embrutece o dia todo a ver televisão, pois não temos mais nada para fazer. Continuo, então, à espera da visita da senhora Diversão para poder avivar: a) as minhas férias; b) a minha vida; c) os meus relatos aqui no blog. Não desesperem (eu sei que quem espera desespera), pois nem que tenha de cometer alguma loucura tão contrária à minha natureza, hei-de voltar a escrever sobre algo mais interessante. Até lá, muitos beijos!

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