domingo, 29 de julho de 2007

Harry Potter - o fim de uma era

Queridos amigos, leitores, curiosos:

Há pouco mais de meia hora acabei de ler o sétimo e último livro da saga do feiticeiro mais conhecido do mundo inteiro.
Como muitas pessoas amantes da leitura, sempre que me cruzo com um livro que me atraia particularmente, desejo o impossível: que nunca chegue ao fim. (Talvez no mundo mágico de Harry Potter - e deito-me a adivinhar, já que a excelentíssima J. K. Rowling nunca se lembrou de inventar tal, ou, pelo menos, não o deu a conhecer através dos seus livros - haja um qualquer feitiço que permita que um livro se prolongue apenas, indefinidamente, eternamente, maravilhosamente, para deleite do leitor que não quer ver a história cativante das suas páginas atingir um fim.) Com todos e cada um dos livros de Harry Potter não foi diferente. E se ao chegar à última palavra de qualquer um dos 6 primeiros livros o sentimento de conclusão era avassalador, a antecipação e a ansiedade pelo próximo livro - e quem está comigo conhece bem as esperas de anos - eram igualmente fortes e constituíam um brilho na alma sombria, uma leve esperança de reencontrar aquele mundo no futuro. Contudo, ao começar a ler Harry Potter and the Deathly Hallows, apoderou-se de mim a compreensão fatalista de que nada mais havia a esperar depois das 607 páginas. Avidamente - já que nem esse sentimento me faria ler o livro mais vagarosamente, meia dúzia de páginas por dia - devorei palavra após palavra, mas não quer isto dizer que deixei de o saborear. Cada momento decisivo mereceu uma aceleração do meu já agitado coração, cada desenvolvimento foi recebido com um mudar de posição corporal, cada nova revelação brindada com um brusco e sonoro suster da respiração.
Cedo chegou o culminar da aventura e com ele a inevitável sensação infeliz de "o fim está perto".
Sabia que ia ser um momento fortemente emotivo, esperava até algumas lágrimas; mas não passaram de uma ténue ameaça que turvou a minha visão nalgumas passagens. Por mais que haja milhões de pessoas que se riram do que acabei de escrever e acharão patético o que escreverei a seguir, isto é a mais pura das verdades: eu deixei-me tocar profundamente, talvez tanto como os mais fanáticos da saga, por este mundo de fantasia.
Ler as últimas páginas foi tão doloroso como preparar-me para a partida de alguém muito querido, ler as últimas linhas foi tão doloroso como ter de me despedir de alguém muito querido, fechar o livro resultou num interno grito lancinante...
Depois disso, só o vazio... Um vazio abissal, onde corre um sofrimento gigantesco pela perda de um amigo.
Depois de 7 anos desta amizade encantada, já não me pergunto o que faz da obra de J. K. Rowling uma obra tão globalmente apreciada, capaz de gerar ondas de loucura; já não me questiono sobre a grandiosidade da autora nem sobre a magnitude que constitui os seus 7 livros; já não invejo (embora sempre o tenha feito saudavelmente e com enorme admiração) a desmesurada imaginação e o incrível talento da escritora. Depois de 7 anos desta amizade encantada, que guardarei como um dos maiores tesouros deste período da minha vida, apenas posso dizer que Harry Potter e o seu mundo merecem o eterno reconhecimento de ter feito com que sentisse tão realisticamente que eu era mais uma das bruxinhas que integram a história, combatendo o mal, lutando por um mundo melhor, chorando pelas perdas humanas que abalaram todas as personagens, rejubilando com cada triunfo da maior força de Harry Potter, aquela mais subestimada pelo seu inimigo mortal, Lord Voldemort: o Amor. Depois de 7 anos desta amizade encantada, não posso deixar de louvar a brilhante mulher por detrás de toda esta criação, a fantástica J. K. Rowling, concedendo-lhe tão humilde e desnecessariamente - tenho a certeza de que é um dado há muito adquirido - o maior elogio que lhe posso fazer: verdadeiramente mereceu a imortalização do seu génio.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Lagarto ao sol

Cheguei há pouco de uma tarde inteira passada em Lisboa com o meu irmão Tiago e estou exausta. Estivemos no Aquário Vasco da Gama e eu diverti-me imenso, durante cerca de 10 minutos, enquanto íamos da estação de comboios de Algés para o Aquário, a dizer-lhe que íamos ao Aquário "debaixo da cama". Ele ficou muito desiludido, pois eu tinha-lhe dito no dia anterior que era um aquário muito grande; e se cabia debaixo da cama, afinal era pequenino. LOL Mas quando lá chegou, estava muito alegre e cheio de energia (ou seja, tive de correr atrás dele). Passámos uma tarde muito agradável e ele divertiu-se imenso. Foi também a primeira vez que ele andou de comboio, algo que já queria fazer há muito tempo.

Quanto à minha estadia de 3 dias no Alentejo, bem, foi óptima! Relaxei, li, tomei banhos numa piscina com água a 26 graus, apanhei curtos banhos de sol (que mesmo assim provocaram um valente escaldão)... Foi de facto uma maneira fantástica de começar as férias de Verão em Portugal.
Voltámos no Domingo à tarde e eu estava queimadíssima: nem o protector solar factor 30 me salvou. De facto, o sol está perigosíssimo este Verão. Quando fui à praia na Terça, nem despi a t-shirt, visto que a parte onde apanhei o pior escaldão foi nos ombros, nas costas e no peito. Para compensar, não vim da praia sem trazer um escaldão nas pernas também! Conclusão: no próximo ano tenho de aumentar a protecção solar para factor 50.
E tem sido isto que se tem passado comigo na última semana. De resto, quando fico por casa devoro livros, já que quero ter relido todos os 6 livros do Harry Potter antes que chegue o 7º, que encomendei em Inglês, mas está atrasado... Mal posso esperar por começar a lê-lo!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Socializar para não sufocar

É verdade, eu tinha muitos planos para aproveitar ao máximo as 4 semanas que passei no Luxemburgo. Infelizmente, já que o sol se fez notar pela sua ausência, a vontade de sair de casa era nula. Só nos últimos 3 dias em que estive lá é que consegui apanhar um pouco de sol no meu terraço. Soube particularmente bem. :-)

Mas para me distrair dos pensamentos rancorosos contra o astro-rei antes que ele tivesse começado a brilhar (exactamente em vésperas de me vir embora para Portugal, o que é ainda mais ultrajante), tentei sair algumas vezes, sobretudo para socializar. No dia 7, estive finalmente com a minha miga adorada. Embora ela estivesse com mais vontade de rever as suas amigas estrangeiras, não hesitei um segundo quando a Luísa me telefonou em cima da hora para ir com ela às compras. Em 10 minutos estava pronta para sair. É claro que, entretanto, ela perdeu o autocarro e eu tive de esperar meia-hora por ela no centro do Luxemburgo. À parte as situações típicas da Lu, acabei por passar um bom bocado a vingar-me do tédio que tinha marcado encontro comigo para essa tarde.
No dia 10, fui com a Margarida ao Chi-Chi's. Conversámos imenso (e eu falei pelos cotovelos, como devem calcular), em seguida fomos às compras e encontrámos inesperadamente a Claudia, que já não víamos há um ano. Infelizmente, ela não pôde ficar a conversar connosco mais do que 5 minutos, mas espero ainda encontrá-la em Lisboa para poder matar saudades. Depois de ter, finalmente, encontrado um blusão de ganga branco - ao qual se juntaram mais umas quantas peças de roupa e acessórios - decidi que queria tirar umas fotos engraçadas com a Margarida. Este foi o resultado:

Em suma, foi, de facto, um dia bastante divertido. Para utilizar as palavras da Maggie: comemos bem, bebemos bem, rimos bem, comprámos bem. (Ok, na realidade, só metade das palavras são dela... Mas eu tinha de dar o meu toque pessoal :-P)
No dia 11, estreou "Harry Potter e a Ordem da Fénix". Lá fui eu a correr para o cinema, arrastando o meu irmão que, depois de uma senhora lhe pedir que desligasse a PSP - sim, ele estava a jogar no meio do filme - acabou por adormecer. Convém esclarecer, estou a falar do Bruno, aquele que tem 12 anos.
Quando depois dos anúncios dos outros filmes, ouvi as primeiras notas daquela música, a música do ínicio de cada filme do Harry Potter, fui assaltada por um mar de emoções. Acho que posso bem dizer que aquela música é das mais simbólicas da minha adolescência.
No dia 13, fui ao aeroporto esperar a Sandra e a Vanessa que chegavam de Barcelona com a restante maioria da Turma 89. Foi uma pequenina surpresa, pois elas não estavam a contar comigo. E foi um dos primeiros dias de sol que apanhei, portanto soube ainda melhor ir dar aquele passeio. No dia seguinte, voltei a estar com a Vanessa e a Sandra, desta vez para a despedida. Ambas viriam para Portugal no dia 15.
Depois de algumas tentativas, consegui marcar um dia para estar de novo com a Sara. No dia 16, penúltimo dia que passei no Luxemburgo, fui até casa dela almoçar. Após uma longa espera de 1 ano, ela assinou, FINALMENTE, o meu YEARBOOK. Mas valeu a pena esperar. ;-)
Por fim, chegou a hora de vir para Portugal. Ontem, assim que cheguei ao Porto (depois de uma viagem mais animada do que o normal, acompanhada pela Inês Vieira, e da simpática boleia da sua mãe) fui tratar da mudança de curso, que me tomou o dia todo, embora não tenha ficado nada completamente tratado...
Agora estou no Montijo, daqui a pouco vou para o Alentejo passar o resto da semana. Ver se bronzeio um bocadinho, porque as horitas que passei ao sol no terraço no Luxemburgo não me deixaram menos branca.
Beijinhos!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Últimos momentos da Turma 89 - tão generosamente partilhados comigo

De facto, este artigo talvez verse sobre assuntos fora da minha jurisdição. Mas reservo-me o direito de considerar os últimos três dias da semana passada como os mais fantásticos deste mês.

Este ano, mais uma turma Portuguesa chegou ao final do Secundário. Felizmente, eu estava cá para ver o que faltou à minha em igual período do ano passado. Infelizmente, o tempo não volta atrás e nós nunca mais teremos uma despedida do Secundário.
Na Sexta, tinha apenas três planos: estar com a Sandrinha de manhã, com a Luísa à tarde e vir a casa almoçar. Apenas um deles acabou por se tornar realidade. Fui ter com a Sandrinha e, como gosto tanto dela, não me consegui mais afastar: passei o dia com ela. É claro que isto era a minha versão romantizada da história. LOL Portanto, o que se passou na realidade é que, a Inês Vieira e a Sandra me convidaram para almoçar com elas no Quick e em seguida, para preparar com elas uma apresentação powerpoint que queriam mostrar no jantar de despedida dessa noite. Por muito tentada que estivesse, tive de recusar, já que tinha combinado estar com a Luísa. Mas a minha miga do coração telefonou-me a pedir desculpa, que se tinha esquecido que tinha dentista e que teria de ficar para outro dia.
Muito contente por poder passar mais um tempinho com as meninas finalistas que foram antes de ontem para Barcelona - e quando voltarem fogem de novo para Portugal - lá fui eu para casa da Vanessa, acompanhada da Inês e da Sandra, para o que só pode ser denominada como uma tarde de verdadeira luta contra o tempo. Não têm ideia da correria daquelas escassas horas em que acabámos por decidir que quando elas fossem para o jantar, eu ia para casa dar os últimos retoques no powerpoint, ficando estabelecido que o levaria ao restaurante um pouco mais tarde. Igualmente, não têm ideia do quão fabulosa foi esta tarde. Francamente, foi o dia de trabalho mais gratificante que tive num ano. Eu tinha uma tarefa muito específica: escrever os textos que, acompanhados das inúmeras fotografias compiladas por elas e de três músicas estrategicamente escolhidas, deviam fazer correr um mar de lágrimas. Apesar de não ter conseguido escrever bem o que pretendia, há que ter em conta a dificuldade que é escrever sobre algo de que não se fez parte. Apesar de tudo, acho que aquela tarde de trabalho valeu a pena, " 'cause even the impossible is easy/ when we got each other", como diz uma das 3 músicas - "High", dos Lighthouse Family, cuja letra se encontra também neste blog. :-)
À esquerda, a Vanessa e a Inês a trabalharem; à direita, a Sandrinha a descansar.
E obviamente, eu estava a tirar fotos... De maneira que, pode parecer que só a Vanessa e a Inês estavam a fazer alguma coisa. :-P
Já se fazia tarde. Como aceleração de última hora, tivemos de gravar as músicas e o powerpoint para um cd, não fosse acontecer algum acidente com a minha pen. Corremos para o autocarro, separámo-nos na Gare, eu fui para casa e implorei ao meu pai que me levasse ao Odéon para ter mais tempo para acabar o powerpoint e arranjar-me (já o tinha mobilizado para me ir buscar e não queria incomodá-lo mais).
Finalmente, cheguei ao restaurante, verificámos de novo o powerpoint. Foi tão bom voltar a estar num contexto "Escola Europeia" - rever os professores, ver caras familiares. Foi de facto uma noite fantástica. E a apresentação do powerpoint foi um sucesso. :-)
No dia seguinte, de manhãzinha, antes da entrega dos Diplomas, passei na Philarmonie para dar mais um beijinho às minhas companheiras de trabalho da tarde anterior e poder sentir-me como uma mãe que vê os filhos partirem para a Faculdade. LOL
Por fim, no Domingo, como convidada para a Bênção das Pastas, tive oportunidade de ver a exaustão daquelas carinhas que na noite anterior tinham festejado até às tantas no Baile do BAC. Mas ninguém diria que estavam muito cansadas: lindas como sempre!
Para terminar este artigo tão, mas tão especial, quero, antes de mais, agradecer do fundo do coração a generosidade de me terem deixado partilhar um bocadinho do vosso sentimento de despedida; já sabem que eu sinto as coisas de maneira diferente - talvez para outros fosse uma situação normalíssima, para mim significou mais do que posso começar a explicar. A prenda da Vanessa e da Sandra, que tanto me alegrou há uns meses atrás, na altura da "cerimónia de entrega da t-shirt" deixou-me bastante comovida e é para mim um símbolo de tantos momentos mais do que agradáveis na vossa companhia.
Espero vivamente que a separação desta turma seja uma oportunidade de fortalecer ainda mais os laços que vos unem (através da agonia da saudade), desejo-vos um futuro brilhantíssimo e uma vida muito, muito, muito feliz!
Beijinhos!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Festa de anos da Bárbara

E foi este o acontecimento que juntou 5 pessoas da turma. Eu sei, 5 é um número ridículo, mas por muito que quiséssemos, não havia mais ninguém que pudesse vir. Enfim, arranjámo-nos como pudemos e a verdade é que deu para matar saudades dos bons velhos tempos. Aliás, acho que os bons velhos tempos nunca foram assim. Não sei se foi apenas impressão minha, mas pareceu-me que havia uma maior união, uma sintonia que não existia a este nível. É por que só nos damos conta do valor do que temos, quando o perdemos.

Almoçámos no Chi-Chi's, levámos a Margarida à paragem de autocarro, passámos no Interview, fomos ao Italiano, estivemos algum tempo encostados a um muro a proteger-nos do vento com os guarda-chuvas abertos a formar uma tenda LOL, e voltámos para o Interview.
Parece que grande parte da turma está a pensar mudar de curso. O que me deixa imensamente feliz por todos aqueles que se sentem bem com o que estão a fazer, e por todos esses estou a torcer que continuem a conhecer o sucesso. É claro que mais torço por aqueles que ainda estão à procura do caminho. LOL Sobretudo porque eu sou uma dessas pessoas.
Tudo o que é bom acaba depressa. Cedo chegou a despedida. Foi um encontro que deixou água na boca por mais... Pessoal, eu sei que é difícil juntar todos num mesmo país, quanto mais na mesma cidade... Mas para quando uma reunião de turma com um maior número de presenças?

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Imagens de um ano

No artigo passado homenageei as minhas queridas companheiras de Irmandade. Hoje, em jeito de despedida da FPCEUP, deixo-vos uma compilação de fotos do ano que passou.

Em cima, à esquerda, o dia do meu 18º aniversário, muito mimada por todos da FPCEUP (com mais fotos no artigo referente a esse dia). À direita, o jantar da minha festa de anos. A música no Act desanimou-me, mas o jantar foi bastante agradável (a companhia ajuda sempre... E muito!) - cada vez que me lembro da minha cara de surpresa quando os empregados do restaurante puseram a tocar os "Parabéns a você"! LOL
E aqui temos todas de laranjinha em preparação para a latada, em cima à esquerda, ainda nos meus tempos de praxe. À direita, uma foto de uma noite da queima, a seguir ao Cortejo Académico. Só boas recordações! O laranja é uma cor magnífica que pintou para sempre o meu coração de alegria e sentimento de pertença.
Em baixo, o único jantar do 1º ano a que fui. Embora não fosse uma quantidade de pessoas significativamente representativa - se não me engano éramos 28! - foi bastante divertido, cheio de cantigas, "gritos de guerra" e brindes.
A seguir, umas fotos tiradas na biblioteca (sim, é verdade, a biblioteca da FPCEUP serve para muita coisa... No fim da lista está, de facto, o estudo e o trabalho. LOL). Relembro que foi também na biblioteca que os trabalhos de grupo de ICS se tornaram um pretexto para a loucura e o delírio totais que são a base da Irmandade da Távola Redonda.
Enfim, é de facto positivo o balanço que faço deste ano no Porto. Uma cidade bonita, cheia de uma atmosfera de novidade (para mim, pelo menos), pessoas adoravelmente simpáticas, um calor humano que não conhecia e nem pensava que existisse. E depois há, claro, o facto maravilhoso de poder estar com a minha prima todos os dias. :-)
A foto seguinte foi tirada durante um pequeno passeio pelo Porto com a Carina, na semana passada. Fica aqui para mostrar a todos o quão bem me enquadro no Porto.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Especial Irmandade da Távola Redonda

E cá estou eu de novo no Luxemburgo para cerca de 4 semanas de férias no que mais se assemelha com o passado que tanta falta me faz. Já revi alguns amigos (a Bárbara, o Tiago Pombo, o Edgar, a Sara e a Margarida), já jantei com a família... Mas há ainda tanto pela frente - espero! Só agora me estou a compenetrar do quanto, durante o Verão em que vou reencontrar velhos amigos e matar saudades de vidas passadas, vou também sentir umas enormes saudades das 7 meninas que a partir de Setembro "abandono" ao tentar mudar de curso. Sei que as coisas não vão ser as mesmas sem vos ver todos os dias, assim como, por mais fantásticas que tenham sido comigo, as coisas não são as mesmas sem ver as pessoas com quem cresci durante 6 anos na Escola Europeia, pessoas com quem continuo a aprender e a partilhar um pesado passado. Por exemplo, quero deixar aqui um obrigado sentido à Mylène que me mostrou que as coisas podem não ser negras como eu penso que são, que, pelo contrário, a reacção que me parece de fuga pode ser um acto de coragem. Haja sempre amigos para nos mostrar outras perspectivas. Mas regressando às ladies da Irmandade da Távola Redonda, tenho de explicar que este é um artigo totalmente dedicado a todas e a cada uma delas, em honra de tantos momentos fabulosos que ficaram gravados para sempre no meu coração. E com certeza nos vossos!

Quando estas fotografias foram tiradas, por altura do almoço no FCDEF, também conhecido como "NBA Invertido", ainda éramos apenas 7, ainda não tínhamos pedido à Babydoll para se juntar a nós; mas aqui estamos, mais felizes do que nunca, depois da frequência de MOP.
A Screw sempre querida, toda fofinha; a Pomponae, sempre lindíssima, de olhos doces e meigos; a nossa Rainha Leão, segura de si mesma; a Pinipon, caladinha mas boa ouvinte e companheira; a Minnie, com quem as gargalhadas nunca acabam, menina perigosa da Areosa; e a nossa não menos importante JoanExpress, que se agarra com unhas e dentes à vida.
No almoço de 14 de Fevereiro, também conhecido como "Solteiras e Boas Raparigas", sobre o qual já aqui escrevi, não estivemos todas presentes. Apesar de tudo, foi um almoço bastante importante, já que foi a mesa onde nos sentámos que deu o nome à nossa Irmandade - a mesa era redonda. É claro que foi preciso mais do que essa mesa para baptizarmos a nossa Irmandade: quando começámos a dar-nos todas, durante os trabalhos de grupo de ICS, "trabalhávamos" na biblioteca sentadas numa mesa redonda.
À direita, podemos ver a felicidade de uma manhã especial: o aniversário da nossa Minnie, toda sorridente com o Mickey que lhe oferemos! E finalmente temos uma foto com a Babydoll (embora nessa altura ela ainda não fosse oficialmente uma lady da Távola Redonda). A nossa linda e espirituosa Soraia que tem energia para dar e vender. :-)
Tantas fotos mereciam aqui estar... Porque cada uma delas é um testemunho especial da amizade, da magia, da maluquice e da sintonia que uniu 8 meninas. Não sei como começar a explicar o quão importante foi para mim ter-vos encontrado. Quero deixar bem claro que, desde Outubro, foram tudo para mim naquela faculdade. E lá por eu não querer a FPCEUP, não quer dizer que não vos queira a vocês! Um grande e muito sincero "obrigado" pela vossa existência! Obrigada pelo apoio, pela companhia, pelo carinho, pela compreensão, pela alegria e, sobretudo, pela paciência! ADORO-VOS!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

RAW ao jantar

No Sábado à noite levei o meu irmão a ver o espectáculo "WWE - RAW Live" ao Pavilhão Atlântico. Quando soube, por acaso, que vinham cá a Portugal, instantaneamente tive a ideia de fazer esta surpresa ao Bruno, pois sabia que ele andava maluco pelo wrestling. Verdade seja dita, soube do futuro acontecimento enquanto assistia, pela primeira vez, ao programa da Sic Radical. Estava deitada na cama à procura de qualquer coisa para ver antes de dormir e parei ali. Não tinha nenhuma razão para estar interessada, mas inexplicavelmente não consegui continuar a navegar pelos canais. Quando foram para intervalo anunciaram a vinda a Portugal e decidi imediatamente que tinha de levar o meu irmão, até porque não me parecia assim tão mau para mim própria.

Chega Sábado e lá estamos os dois sentados num dos balcões do Pavilhão, longe demais para ver a 100%. Doeu-me o coração não ter conseguido fazer uma surpresa como deve ser. Devíamos ter ficado à frente de tudo, era esse o meu plano original. Porém, quando finalmente fui comprar os bilhetes, não havia mais à frente do que aqueles que consegui. Na altura não fiquei muito desiludida; fiquei até algo aliviada por não gastar tanto como tinha planeado. Só no própria dia do espectáculo senti a amargura de não conseguir efectuar as coisas perfeitamente. Sobretudo quando Randy Orton atirou John Cena para o público que assistia ao combate na primeira fila. Num ápice todos se levantaram e precipitaram para o local de aterragem do maior ídolo do momento (no que toca ao wrestling, pelo menos), parecia que todos queriam um pedaço dele! E eu, morta de inveja! LOL Embora, tenhamos de admitir, "he can't see me". :-P
Um mistério o porquê destes homens estarem mais interessados em lutar do que em prestar atenção às mulheres do público... Mas, pensando bem, quem priva com as Divas nos bastidores, pouco melhor deve encontrar nas fãs. Autênticas top models que lutam profissionalmente são mais compatíveis com aqueles homens exageradamente musculados do que a mulher média. LOL
Gostei bastante e espero ter oportunidade de voltar a assistir a um espectáculo semelhante. Li no jornal que pensam regressar ao país de Camões no ano que vem. Quem sabe eu decida levar de novo o Bruno. Talvez até o Tiago, que também começa a gostar de wrestling com os seus muito precoces 5 anos.
Beijinhos!

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Eu queria o Tesouro dos Piratas, mas tenho o Tesouro da Amizade

Apesar de não ser intenção minha, este acabou por ser mais um dia passado em Irmandade (mais uma vez, peço desculpa à minha prima adorada). E que programa melhor, para continuar tradições bem antigas como a de "ir-ao-cinema-ver-filmes-blockbusters-na-tarde-do-último-exame", do que ver pela segunda vez "Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo"? Só se for um programa que inclua almoço E ver de novo o filme!

Ainda me lembro da ansiedade e da antecipação de anos passados... Sobretudo eu e a Luísa, fazíamos planos para ir ver algum filme sonante (o mais recente "Harry Potter" ou "Senhor dos Anéis") depois de fazermos o último exame, tanto no Natal como no Verão. E que alegria era ver chegar esse feliz e despreocupado momento!... Tenho saudades desses tempos...
Tentando não me dispersar muito nas memórias "Luisianas", LOL, o que eu queria dizer é sobretudo dirigido a 7 magníficas ladies que significaram muito para mim este ano e por isso vou ter saudades de não as ver regularmente (mas não se escapam tão facilmente à minha presença! De vez em quando fazemos uns almoços, vamos visitar as terrinhas, como prometido, e muito, muito, muito mais que ficou por fazer!). Babydoll, JoanExpress, Minnie, Pinipon, Pomponae, Rainha Leão e Screw: não há maneira de eu alguma vez me esquecer de vocês! Adoro-vos muito!

terça-feira, 5 de junho de 2007

Alma que brilha à chuva e chora ao Sol

Queridos amigos, caros visitantes do meu muito querido blog, escrevo-vos do Luxemburgo. Já há muito tempo que não tinha o prazer de o fazer. De publicar um artigo em terras do Grão-Duque, quero dizer. Vim cá passar uma semanita antes de começar a época de exames.

Na Sexta, quando cheguei, fui, finalmente, ver "Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo" com a minha irmã. Gostava de ter visto assim que saiu, mas tive de esperar uma semana. Que bom sentar-me na sala 10 do Utopolis e ver o filme, sossegada, sem preocupações! E que felicidade saber que, ao contrário do que eu pensava e muito me atormentava, este filme não é a despedida da saga que cativa sobretudo pela presença do excelentíssimo Orlando Bloom e do divino Johnny Depp no já imortal papel de "Captain" Jack Sparrow! No Sábado choveu à tarde. Enquanto via da cozinha, com a porta aberta, a chuva a cair no terraço e na relva do jardim, senti-me em casa. E foi esse o primeiro momento em que me senti em casa desde que aqui cheguei. Tinha saudades do meu pai, mas pouco estive com ele até aí. Nem a vermos juntos os FRIENDS me consegui sentir em casa (e este era um dos nossos passatempos mais familiares e típicos). Tinha saudades da minha irmã, mas assim que estamos juntas é só discussões. Tinha saudades do quarto que foi testemunha de tantos momentos da minha vida, mas agora nem consigo estar nele de tão desarrumado que está - a minha irmã transformou-o numa espelunca pior do que a que fazia em apenas metado do quarto quando eu cá vivia. E ver a chuva cair no mesmo lugar e da mesma maneira que sempre caiu, foi a única coisa que conseguiu fazer-me sentir em casa. Lembrou-me uma tarde, há cerca de um ano atrás, em que vesti uma roupa velha e fui lá para fora submeter-me à raiva de uma chuva de Maio. Desejei ir de novo lá para fora, qual renovação-repetição de um ritual, mas não encontrei a motivação suficiente para fazer face à preguiça de vestir uma roupa velha (que nem sabia onde procurar) e, depois da chuva, voltar a tomar banho (o que tinha feito há poucas horas). Limitei-me a uma observação passiva que pouco consolou a alma. Mas ainda assim, foi bom. Ontem, fui passear com o Renato e fiquei a conhecer paisagens do Luxemburgo que já devia ter visitado há muito tempo. Foi uma (pequena) tarde bem passada; o sol condescendeu em brilhar fortemente para se vingar de eu ter barafustado com a previsão de chuva durante toda a minha estadia aqui. Eu gosto de sol e bom tempo, mas o calor excessivo não condiz comigo e eu continuo a dizer que tenho uma menor resistência a temperaturas que outros suportam facilmente.
Pouco mais tenho a dizer sobre estas mini-férias. Apenas que gostaria que se prolongassem para sempre. Da próxima vez que estiver no Luxemburgo, tenho de visitar com mais pormenor paisagens lindas como estas.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

PARABÉNS PRIMA PREFERIDA! ADORO-TE!

"Quem é esta donzela?", perguntam vocês. E eu respondo: é a minha prima maravilhosa, magnífica, extraordinária, a minha melhor amiga, a minha irmã adquirida - Cris! Ela faz hoje 20 anos e para celebrar a despedida dos "1" decidi voltar atrás e relembrar alguns dos melhores momentos da nossa vida. Peço desculpa, prima, se me escapou algum capítulo importante, mas como tu dizes, lembranças é comigo e eu não podia perguntar-te muito directamente, sob pena de desconfiares do meu intuito secreto. He he he

Portanto, tendo nascido a 2 de Maio de 1987, a Cristiana ainda teve de esperar um pouco para me conhecer. Por isso é que ela está tão infeliz na foto do seu baptizado: sentia-se só. Entretanto, cerca de 2 anos mais tarde, a 27 de Maio de 1989, a Cristiana reparou numa bebé ao colo de sua mãe durante o baptizado da dita bebé. Foi amizade à primeira vista. A partir daí começou uma saga em que haveríamos de nos tornar inseparáveis (pelo menos psiquicamente, já que fisicamente era praticamente impossível, sendo que vivemos sempre com distâncias geográficas a separarem-nos; até agora, que partilhamos o quarto).
E que criança amorosa ela era! Pacífica! Até que começou a estar mais tempo com a terrível Filipa - sobretudo quando passava o Natal na Amadora. Esses eram os meus Natais preferidos! Deve ser por isso que agora cada vez me entusiasma menos a quadra natalícia. Enfim, dizem que eu era terrível, que lhe puxava os cabelos, que a mordia. Mas foi ela que negligentemente disse "Vai, vai!" quando estávamos a brincar no McDonald's, tinha eu 3 anitos, e ameacei pôr-me a andar dali. Resultado: perdi-me no Continente do Cascais Shopping, o que valeu aos meus pais o maior susto da vida deles. Mas eu perdoo-te, porque eu não sei o que faria se tu não fizesses parte da minha vida.
Para além dos Natais na Amadora, começaram os Verões de Cristiana e Filipa no Porto. Conseguem imaginar que era a minha época preferida no ano. Passava o ano inteiro a agonizar com saudades da minha prima adorada. E quando finalmente chegava a altura de a ver delirava. Era particularmente especial quando nos víamos sem ser no Verão, como por exemplo em baptizados. A foto em baixo à direita foi tirado no baptizado da minha prima Catarina. Reparem na nossa descontracção.
Quando estávamos longe, depois de aprendermos a escrever, mandávamos cartas uma à outra. Ainda tenho quase todas que ela me escreveu. Quando chegava a hora de fazer a mala para ir passar o mês de Agosto ao Porto, o que levava eu? Barbies! Todas a Barbies que tinha! E todos os acessórios. Percebe-se agora que é desde pequena que tenho o problema de exagerar na bagagem. LOL Brincávamos o dia inteiro: Barbies, Nenucos, lojas, escritórios... A verdade é que quando brincávamos às lojinhas, passávamos o dia, obedecendo à minha ideia, a recortar papéis para fingir que tínhamos notas e moedas. Conclusão: chegávamos ao fim deste recortes e já não nos apetecia brincar. Quando jogávamos computador (que saudades do Alladin e do Ugh!), tínhamos de pôr alarmes senão lutávamos para estar mais tempo do que a outra (mais uma vez, entristece-me dizer, eu era a insatisfeita e que mais luta dava). De facto tivémos Verões muito interessantes. Desde tu arrumares o quarto e eu o desarrumar a seguir, passando por incidentes como eu molhar a casa-de-banho toda com o chuveiro antes de irmos tomar banho, o susto que nos pregou o telefone a tocar exactamente quando estávamos a atravessar - juntas, porque tínhamos medo - o corredor escuro que vai da sala aos quartos e a vez em que eu olhei, sem querer, directamente para o eclipse e pensava que ia ficar cega (como já escrevi aqui no blog), até as idas à praia seguidas de serões a pintarmos as ditas pedrinhas (que causava uma sujeira na cozinha!) e grandes noitadas cheias de conversa - lembras-te daquela vez que o André trouxe um colchão insuflável do Algarve e tu dormiste em cima dele e eu no sofá? Passámos a noite a organizar missangas que estavam todas misturadas dentro de uma caixa!
Mas os Verões de Filipa e Cristiana no Porto, ficaram também marcados por outras pessoas. A mais proeminente de todas, a minha irmã. Na altura eu odiava que ela tivesse de vir comigo para o Porto. Eu queria a Cris só para mim! E como a Cris é uma doidinha por crianças, mimava imenso a Patrícia; eu não achava piada nenhuma. Mas logo a Cris começou a não achar piada nenhuma à Patrícia e a ter ciúmes dela quando via a mãe - a minha tia - a mimar a Patrícia em vez de mimar a própria filha. LOL
Para além da Patrícia, houve amizades feitas de varanda para varanda, serões passados com a tia Lau em espirituosas conversas e gargalhadas que causavam o gozo com os colegas da turma da Cris (ai aquele caderninho preto!), e, claro, a mãe da Cris, a minha tia Suzel, que nos proporcionava umas férias de sonho levando-nos à praia, à piscina (primeiro à da Maia que teve uma ruptura de esgoto quando nós estávamos dentro de água, e depois à Orbitur) e aturando a nossa febre de Sábado à noite quando nos maquilhávamos para ver o Big Show Sic e dançar do princípio do princípio ao fim, como se fôssemos nós as bailarinas do programa.
Entretanto, as primas cresceram e tornaram-se adolescentes. Lá se foi a idade da inocência! LOL Se dantes passávamos horas entretidas com um gravador a fingir que éramos locutoras de rádio, apanhávamos sustos à noite com a minha cadela que arrombou a porta da marquise e correu para cima de nós (para brincar, é claro, mas a fobia da minha prima a cães aumentou) e arrumávamos a casa da minha mãe - tendo estes dois último acontecimenos ocorrido em minha casa em Lisboa, aquando as visitas da minha prima - passámos a escolher actividades menos inocentes. A Cris ia despejar o lixo à rua só para meter conversa com os rapazes que jogavam à bola na rua do meu prédio! Ah! E pedíamos ao meu irmão para atirar brinquedos pela janela só para a Cris (ok, era sempre ela porque eu tinha vergonha) poder ir lá em baixo e passar pelos rapazes que jogavam à bola nas traseiras do prédio. A passagem de ano de 2000 para 2001 vai ficar marcada para sempre pelos incidentes que não posso escrever aqui: devem permanecer secretos. Depois, no Verão fomos passar uma semana ao Algarve. Não fomos sozinhas, mas o dia passado no Slide & Splash foi extraordinário. Mas o melhor, melhor foi o Verão 2004. Em pequenas brincávamos às lojinhas; nesse Verão foi a sério. Vendemos gelados na praia, montámos barracas na areia, fizemos novos amigos... Romances de Verão, quem não os tem? Ainda nesse Verão a Festa da Cerveja, a tua ida ao Luxemburgo... Foram momentos únicos e inesquecíveis. A noite começou a fazer parte dos meus dias porque tu ma apresentaste.
No Verão seguinte, as minhas primeiras saídas à discoteca, sempre sob a tua alçada de prima-galinha, a preocupação constante para não me sentir deixada de parte. Antes de me despedir tenho de deixar um grande obrigado à minha tia que me ajudou com a recolha de fotos e com a recordação de algumas das nossas peripécias e devo pedir imensa desculpa à minha querida prima por ter mexido nas coisas dela para encontrar as fotos. Foi necessário para manter a surpresa.Sei que este artigo pode estar bastante incompleto, devem faltar milhares de situações que deveria mencionar, como por exemplo, lembrei-me agora, os nossos retiros quase rurais em Valença. Mas mais importante do que tudo isto, é o carinho, a união, a confiança, o apoio, a generosidade que demonstras sempre, comigo e com os outros. Os momentos que partilhámos são especiais porque resultam de um laço tão fortíssimo que eu me considero uma pessoa extremamente sortuda por conhecer a magnitude deste sentimento tão lindo que nos tornou irmãs. As lágrimas partilhadas são menos salgadas e os sorrisos multiplicados são mais sinceros e gratificantes.