O dia em que Saddam Hussein foi morto
O que nos espera a seguir?
O meu dia-a-dia, os meus pensamentos, a minha vida...
O que nos espera a seguir?
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12/30/2006 03:47:00 p.m.
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18 RAZÕES PORQUE MERECES TER UMA HOMENAGEM NO MEU BLOG:
1. Queixaste-te de não aparecer aqui o suficiente para o quanto eu digo gostar de ti e a verdade é que tens razão, se bem que eu ache que mostro o quanto aprecio a nossa amizade de outras maneiras.
2. És o modelo mais adequado para um porta-chaves. Assim que estiverem disponíveis nas lojas os porta-chaves SARA, eu vou para a fila comprar uma dúzia!
3. Não te preocupas com o que o resto do mundo diz e/ou pensa: limitas-te a ser tu mesma. Quando estou contigo não me preocupo tanto com o que o resto do mundo diz e/ou pensa, logo, divirto-me muito mais.
4. Ficavas sempre doente quando dormias em minha casa.
5. Consegues sempre deixar-me de boca aberta com a tua sabedoria muito sui generis.
6. Fizemos algumas chamadas anónimas muito interessantes.
7. Foste um catalisador importantíssimo de muitas mudanças em mim.
8. Defendes-me em muitas situações. Estás sempre lá para te virares contra quem não me tratou bem. (Mas também sabes quando estive mal.)
9. Tens uma ambição desmedida por voos mais altos e associas a isso uma enorme coragem que eu admiro profundamente.
10. Pensas em mim para te ajudar: sinto-me honrada e lisonjeada! Se bem que não consigo ajudar-te tanto quanto queria...
11. És mística o suficiente para me chamar atenção mas boa demais para me assustar.
12. Dás conselhos preciosos. (Mesmo que eu não os siga...)
13. Juntas criámos uma língua embrionária e ponderámos a organização do respectivo dicionário.
14. Apanhei um dos maiores sustos da minha vida no teu sótão.
15. "Adoro, adoro, adooooooro" o toque do teu antigo telemóvel.
16. És a minha cabeleireira particular.
17. Convences-me sempre a fazer-te cócegas no braço apesar de isso me irritar.
18. Quero ser como tu quando for grande.
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12/30/2006 10:14:00 a.m.
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Não que esteja muito entusiasmada com o Natal; pelo contrário, a cada ano que passa, esta quadra perde significado para mim. Contudo, não posso fugir da realidade... É Natal, por isso, bom Natal a todos! Espero que o vivam com muito mais intensidade do que eu...
Deixo-vos a letra de uma música que está por todo o lado nesta altura do ano. Pode ser difícil, mas todos temos de seguir em frente..."Last Christmas, I gave you my heart
But the very next day you gave it away
This year, to save me from tears
I'll give it to someone special
Once bitten and twice shy
I keep my distance, but you still catch my eye
Tell me baby, do you recognize me?
Well, it's been a year, it doesn't surprise me
Happy Christmas
I wrapped it up and sent it
With a note saying "I love you", I meant it
Now I know what a fool I've been
But if you kissed me now, I know you'd fool me again
Last Christmas, I gave you my heart
But the very next day you gave it away
This year, to save me from tears
I'll give it to someone special
A crowded room, friends with tired eyes
I'm hiding from you and your soul of ice
I thought you were someone to rely on
Me? I guess, I was a shoulder to cry on
A face, a lover with a fire in her heart
A man undercover, but you tore me apart
Now I've found a real love you'll never fool me again
Last Christmas, I gave you my heart
But the very next day you gave it away
This year, to save me from tears
I'll give it to someone special"
Ashley Tisdale
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12/24/2006 10:07:00 p.m.
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Podia ser o título de um filme, mas não é. Apesar de já ter passado mais de uma semana, o dia do meu aniversário permanece na minha memória como um dos melhores dias deste ano (e só não é galardoado com o Óscar de Melhor Dia de 2006 porque tem uma concorrência muito forte com outros dias preenchidos por sentimentos ligeiramente maiores do que aqueles que me foram provocados no passado dia 11 de Dezembro - mas foi uma escolha difícil).


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12/20/2006 07:45:00 p.m.
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2. Tens uma imaginação que complementa perfeitamente a minha. Os melhores momentos que passei nos últimos 6 anos (para além de terem sido contigo) foram aqueles em que imaginávamos histórias e cenas mirabolantes.
3. És um arco-íris andante. Deste cor à minha vida quando eu mais precisei e quando nem precisava, ou seja, SEMPRE.
4. Há muito tempo que não discutimos, mas quando discutíamos nunca conseguia ficar zangada contigo.
5. És querida, pequenina e fofa. Tens um sorriso maior do que tu mesma e um coração que (ainda não descobriste, mas há-de chegar o dia em que farás essa descoberta) é ainda maior.
6. Nenhuma sala está completa sem a tua presença.
7. Como toda a gente sabe, adoro rir e soltar umas boas gargalhadas. Mas as minhas gargalhadas não seriam nada se não fossem provocadas por ti ou acompanhadas pelas tuas.
8. Ensinaste-me a ver a vida de outra maneira.
9. És irreverente e revolucionária. Apesar de termos ideias praticamente opostas em relação a certos assuntos, admiro a tua capacidade de formular opiniões tão controversas.
10. O mundo não chega para ti. O mundo sem ti não chega para mim.
11. Tens uma força extraordinária. Ages de maneiras impensáveis para mim se estivesse na mesma situação.
12. Surpreendes-me constantemente.
13. Lutas pelos teus objectivos.


14. Detestas tirar fotos (embora tenhas melhorado nos últimos anos em relação a isso) mas ficas bem em todas.
15. És tão docemente despistada.
16. Ficas toda corada mas ris bastante quando alguém te explica algo que tinhas percebido mal.
17. No teu incrível mundo "os porcos matam-se vivos". (Ah! O que eu não dava para conhecer todo o teu mundo!...)
18. E, por fim, o facto de seres tão maravilhosa que é impossível fazer uma lista só com 18 razões por que te adoro! Desculpa a lista estar tão incompleta...
***Espero que aprecies este artigo especialmente feito para ti, miga, pois foi um trabalho muito custoso e demorado, mas que foi feito com todo o carinho e admiração que tenho por ti e nele pus todo o meu coração para te desejar um dia muito feliz e uma vida ainda mais magnífica!
Queria ainda deixar os meus agradecimentos aos seguintes blogs (fontes preciosas de fotos para o meu artigo):
Por fim, como isto é uma surpresa para a bebé de hoje, chiu! Não lhe digam nada!
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12/10/2006 04:13:00 p.m.
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Hoje decidi-me finalmente e fazer um artigo muito especial. Vem atrasado, é certo: apresentar-vos-ei fotos de momentos que já se passaram há uns meses. Vou levar-vos numa visita guiada aos passos finais da anterior etapa da minha vida. É um regresso aos meus últimos dias no Luxemburgo e ao princípio do Verão.
Aqui, durante a tarde em que fomos estudar no parque para a Oral de Português, temos a Luísa (andavas a fugir da máquina nesse dia! Tenho mais de uma fotografia tua com livros à frente da cara), o João (o à-parte da Luísa serve para ti), a Claudia e eu. O esquilo não era um colega nosso, transformado em animal pelo estudo árduo. Foi um pequeno amiguinho que fizemos nesse dia. Acho que o Zé é um bom exemplo da nossa vontade de estudar. Quantas vezes repeti eu a intriga de "Os Maias" nessa tarde! Ao menos ainda te lembras de alguma coisa, Zézito? Duvido...
O Baile do BAC. Não foi tão divertido como eu esperava que fosse, mas foi mais uma oportunidade para aproveitar os últimos minutos com o pessoal. Parece que a Luísa está zangada, mas não, estava apenas muito concentrada na comida (todos sabem como ela é esquisita com pratos esquisitos, não é?). Não, a foto da Bárbara não ficou mal: ela fez esta careta de propósito para mim. Na verdade, e ela sabe disso, achei que ela era a mais bonita da festa. (Não me lembro de te ter visto com o cabelo esticado antes...) Não dancei quase nada nesta noite... O meu pai foi-me buscar muito cedo (enfim, à hora que eu lhe tinha dito para me ir buscar - meia-noite. Nunca pensei que só houvesse música a partir das 11:15) e para além disso, as meninas estavam todas envergonhadas: não queriam dançar porque as mães estavam presentes, portanto não me faziam companhia. O pouco que dancei é memorável, no entanto: o namorado da Sara foi um querido, dançou com a Tânia Silva e comigo. O acontecimento a recordar com muitas gargalhadas é ele me ter feito rodopiar tanto e sem cessar que uma peça de roupa (não vou dizer qual :-P) me saiu do sítio. LOL

Esta foi a última saída em turma (não esteve lá a turma toda nem tenho fotos com mais do que duas pessoas, mas era uma saída em turma). O Tiago e a Inês entretiveram-se a tirar fotos com o telemóvel. Nessa tarde a Inês estava eléctrica a pensar na quantidade escandalosa de artigos electrónicos que ia comprar para prencherem a vida dela em Coimbra. Tenho de repetir que a Bárbara só faz caretas para as fotos. Quando não se esforça tem uma cara super fofa. A parte mais engraçada da tarde foi eu passar por mãe do meu irmão Bruno, que, para quem não sabe, tem 11 anos. Depois, eu, o João e o meu irmão fomos passear até ao parque e eu consegui tirar umas fotos giras ao pôr do sol. Que saudades daquele céu!... É verdade... Naquela altura eu andava com uma pancada qualquer de tirar fotos à natureza. Não me saí mal, consegui algumas imagens magníficas.

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12/08/2006 07:07:00 p.m.
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Entre trabalhos de Introdução às Ciências Sociais (ICS) e tentativas de organização (algumas, mais do que muitas, frustadas...) não tive tempo nem cabeça para relatar aqui a continuação da minha saga pelos labirintos - está bem, eu até me oriento geograficamente lá no sítio, até planeio publicar um livro a propósito disso: um guia de bolso com mapa incluído das instalações da FPCEUP, não é, Lua? - simétricos da bela Faculdade (e aqui pretende-se uma alusão velada à sua população maioritária, o belo sexo, nós, as meninas!).
Pois bem, a verdade é que só tenho coisas boas a dizer das Laranjinhas, aquelas que ontem dominaram claramente a pista de dança da Vogue. "All we need is... Vogue" era o tema, mas nós apenas concordámos publicamente com a divisa das pulseiras rosa-fluorescente (quais intercomunicadores dos Power Rangers que nos possibilitaram a entrada à Pussycat Dolls), como se fosse uma norma de grupo à qual nos devemos conformar para sermos aceites. Ou seja, não a interiorizarmos como a correcta. Na verdade, nós só precisamos mesmo é de alegria, boa-disposição e, o fundamental, boa companhia!
Não me alongo muito, o que eu queria mesmo era partilhar com todos vocês e, principalmente, dedicar a seguinte letra às meninas da FPCEUP. Sei que pode parecer que estou a esquecer-me de alguma coisa... Nós não somos só meninas, há por lá uns rapazes com coragem suficiente para se infiltrarem entre nós, aqueles que se calhar daqui a 5 anos vão ter algo que todos os homens queriam: uma maior compreensão da mente feminina! LOL Em suma, apesar desta letra ser para as meninas, vocês rapazes não estão a ser esquecidos, funcionamos todos com uma dinâmica de grupo impressionante e, portanto, acho que concordam comigo quando digo que têm de apoiar as raparigas... elas só querem divertir-se!
"I come home in the morning light,
My mother says "When you gonna live your life right?"
Oh, mother, dear,
We're not the fortunate ones
And girls,
They wanna have fu-un
Oh, girls
Just wanna have fun.
The phone rings in the middle of the night,
My father yells "What you gonna do with your life?"
Oh, daddy, dear,
You know you're still number one,
But girls,
They wanna have fu-un,
Oh, girls just wanna have,
That's all they really want,
Some fun
When the working day is done,
Oh, girls,
They wanna have fu-un,
Oh, girls,
Just wanna have fun.
Some boys take a beautiful girl
And hide her away from the rest of the world,
I wanna be the one to walk in the sun
Oh, girls,
They wanna have fu-un
Oh, girls,
Just wanna have,
That's all they really want,
Some fun
When the working day is done,
Oh, girls,
They wanna have fu-un,
Oh, girls,
Just wanna have fun
They just wanna,
They just wanna,
They just wanna,
They just wanna,
Oh, girls,
Girls just wanna have fu-un
When the workin',
When the working day is done
Oh, when the working day is done,
Oh, girls,
Girls just wanna have fu-un
They just wanna,
They just wanna,
They just wanna,
They just wanna,
Oh, girls,
Girls just wanna have fu-un
When the workin',
When the working day is done
Oh, when the working day is done
Oh, girls,
Girls just wanna have fu-un
They just wanna,
They just wanna,
They just wanna,
They just wanna,
Oh, girls,
Girls just wanna have fu-un
When the working day is done"
Cyndi Lauper
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11/24/2006 09:04:00 p.m.
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Como não tenho nada de muito interessante para vos contar neste começo de semana, pergunto-vos: lembram-se dos bons velhos tempo em que eu era uma pessoa muito dada a homenagens e deixava dedicatórias nos meus artigos? Vou voltar a fazer isso. Hoje vai ser um pouco difícil porque não conheço ainda a 99,9% estas pessoas... (Ah! Convém salientar a estas pessoas, que também ainda não me conhecem bem: lá por eu escrever "1º...2º...3º..." não quer dizer nada! Eu não ordeno as minhas amizades, fique bem esclarecido.)
Em 1º lugar à Carina. Tens sido uma pérola de valor incalculável; relembrámos hoje durante a aula de Métodos de Observação em Psicologia (doravante conhecida como M.O.P.) o dia em que nos conhecemos através da internet. Confesso que nessa altura não imaginava que iríamos criar um dos laços mais fortes que já consegui construir aqui na FPCEUP, em tão pouco tempo. Acho que encontrei finalmente uma pessoa com pontos em comum comigo, aspectos que nunca pensei vir a encontrar em alguém. Obrigada por toda a ajuda preciosa! Em 2º lugar à Paula (Lua). Acho que não há muito a dizer. Apesar de não termos personalidades particularmente parecidas (embora também não sejam opostas... Há antes uma espécie de paralelismo) temos auras bastantes compatíveis, até nos calhou o mesmo método de abordagem numa entrevista! Nós as duas juntas vamos chegar ao fundo da questão em tempo recorde! É só utilizar os nossos talentos INVESTIGADORES. LOL Não podia deixar de referir as nossas longas conversas no metro, pois elas são tão significativas que até ando mais duas paragens e a seguir volto para trás só para te fazer companhia. Um beijinho enorme! Em 3º lugar, embora seja completamente inesperado eu deixar uma dedicatória para alguém com quem falei hoje pela primeira vez, à Daniela. Enfim, que posso dizer? A Carina falou muito bem de ti, eu confio nela, e comprovei que és a "alegre energia" em pessoa. As pessoas bem-dispostas, efusivas, entusiastas, optimistas e eufóricas (leia-se, malucas) marcam-me. Gostei da frase que trouxeste para a minha vida (como podes ver pelo título escolhido para hoje), embora eu a tenha adaptado para outros domínios: até vou tentar aplicá-la no geral daqui para a frente, em relação a tudo na vida. Fica aqui expressa a vontade de te conhecer melhor. Beijinhos para todos!
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11/13/2006 07:01:00 p.m.
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Vou pintar a minha cara de preto... Há mais de um mês que não aparecia por aqui. Que vergonha! Mas também, no artigo "Regresso", de 24 de Setembro, tinha pedido que quem tivesse saudades minhas se manifestasse através de uma infinidade de comentários e só uma pessoa comentou. E nem foi para expressar a tristeza provocada pela minha ausência. É deprimente e nada motivador saber que a minha "rotina" de escrever aqui passa despercebida e a minha "preguiça" de cá voltar é-vos indiferente.
Mudando de assunto... Lembram-se de vos dizer que durante o Verão não poderia publicar artigos no blog porque não tinha internet em casa da minha mãe? Lembram-se de vos dizer que para compensar iria regressar à "produção literária" mais comum? A verdade é que pouco escrevi durante as férias... Contudo, tenho o prazer de vos informar que...(rufem os tambores!)... Finalmente quebrei o padrão de começar muito e não acabar nada! É isso mesmo: acabei um dos projectos que tinha em mãos! Desculpem não ser mais específica. Eu própria nem sei o que lhe chamar: não é um livro - pois é bastante pequeno - nem é um texto simples, daqueles de cerca de 40 linhas. É algo muito peculiar, difícil de definir e, sobretudo, está terminado! Se bem que esta sensação de ter finalmente acabado um projecto não é bem aquela que eu esperava... Julguei que quando me visse nesta situação estaria eufórica, mas... Não estou assim tanto. Para além disso, agora não sei o que fazer... Breve resumo do último mês: estou a entrar na rotina da Faculdade muito devagar, sinto-me ainda desorientada em relação às aulas; a semana passada o meu pai e a minha irmã vieram a Portugal visitar-me, foi fantástico estar com eles, aproveitei para dar um salto a Valença; tenho desenvolvido uma sede por novos conhecimentos e uma vontade de alargar os meus horizontes enormes (embora esses novos interesses não estejam exclusivamente ligados com aquilo que estou a aprender na Faculdade... Ou seja, esta diligência não está a ser de grande ajuda nos meus estudos de Psicologia - mas também não são um obstáculo, quero dizer). Sem nada de especial a acrescentar, despeço-me por hoje. Beijos!
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11/11/2006 04:49:00 p.m.
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Falei cedo de mais. Estava toda contente por ter recomeçado a escrever regularmente no blog, mas afinal o último artigo foi escrito há 5 dias... Ou seja, o atraso dá direito a um resumo do que se passou esta semana. (Eu e os meus resumos que não são assim tão resumidos...)
Na Quarta, afinal, não me pude matricular antes da sessão de acolhimento aos alunos do 1º ano, pois a secretaria só abria às 10 horas, exactamente quando começava a sessão. E quando a sessão acabou, sem me ter elucidado sobre nada de realmente importante, já a secretaria estava fechada para almoço. Voltei à tarde para me matricular, o que demorou cerca de 1 hora, mas, como não estava matriculada na altura em que houve o sorteio dos horários das turmas de aulas práticas (o que aconteceu durante a sessão de acolhimento), tive de preencher um requerimento ao Conselho Pedagógico para me ser atribuído um horário. Ainda estou à espera. Na Quinta às 11 tinha a minha primeira aula teórica: Biologia Humana. O/a professor/a não apareceu. Esperámos todos uma hora, durante a qual fui falando com a minha colega do lado, a Vera. Foi assim que fiz a minha primeira amiga na Faculdade. Almoçámos juntar num centro comercial ao pé da Faculdade e à tarde regressámos para juntas entrarmos na praxe. Nessa tarde, os caloiros ficaram sentados 4 horas no chão de uma sala da aula para uma sessão de praxe teórica. A verdade é que só aí fiquei a perceber montes de coisas sobre a praxe que não fazia ideia. À noite, os caloiros rapazes ajudaram a montar duas tendas no pátio da Faculdade; de seguida todos os caloiros, rapazes e raparigas, trouxeram uma quantidade industrial de mesas e cadeiras, talheres, toalhas de papel e copos, tudo para o Jantar de Caloiro. Foi uma noite bastante agradável, aliás, todo o dia o foi: é mesmo verdade que a praxe ajuda o relacionamento entre os caloiros. Não posso afirmar que já tenho uma colecção de amigos, mas já conversei com e conheci um número considerável de colegas. Na Sexta fomos todos, caloiros e doutores, visitar as caves de vinho do Porto. O trajecto até lá foi um pretexto para a Latada (para quem não, latas atadas aos pés, o que ao andar faz muito barulho) e para darmos a saber a toda a população das ruas típicas do Porto que a FPCEUP andava na rua, berrando a plenos pulmões as músicas da praxe. Para explicar o título de hoje: eu, a Cris e a minha tia andámos a mudar o quarto durante a tarde para fazermos espaço para mim. Fiquei tão estafada que o lanche a seguir me pareceu divinal. E foi apenas uma caneca de leite e pão com manteiga! Por acaso não me lembro de comer um lanche semelhante há muito, muito, muito tempo. Beijos nostálgicos.
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10/01/2006 08:08:00 p.m.
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A conta-gotas vou entrando na minha antiga rotina de escrever diariamente no blog. Este já é o 3º dia consecutivo que o actualizo. No entanto continuo sem nada de muito relevante para partilhar convosco. A única notícia é que me telefonaram hoje da Faculdade a dizer que já chegou o tal documento necessário para me poder matricular. Parece, então, que é amanhã o dia. Vou lá matricular-me e de seguida há uma sessão de acolhimento aos alunos do 1º ano. Parece que não vou aterrar assim tão abruptamente lá no meio da vida universitária. Ou talvez esteja enganada...
Beijos!
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9/26/2006 07:40:00 p.m.
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Pois é. Hoje cheguei à Faculdade, com aquele nervoso miudinho, diga-se de passagem, mas não pude fazer a matrícula. Parece que é preciso que chegue o Ofício (não sei o que é exactamente; um documento, suponho) do Ministério, para informar a Faculdade que eu fui de facto colocada. Certezas, ninguém as tem, mas talvez dentro de 2 dias possa ir matricular-me sem problemas.
Estive apenas cerca de 10 minutos naquela que vai ser a minha 2ª casa nos próximos anos, por isso não posso adiantar muito, até porque a Secretaria era logo à entrada e não a visitei toda. No entanto, parece-me situada num local bastante agradável e simpático. Também é uma Faculdade relativamente nova e pequena. Tem 30 anos de actividade e mudou de instalações o ano passado, creio. Quanto ao número de alunos, não posso dizer com muita exactidão, mas não deve exceder os 1500. Se pensarmos que só no Secundário da Escola Europeia do Luxemburgo há quase 2000 alunos! No fundo estou a mudar-me para um apartamento mais reduzido. E com os restantes elementos da Turma 7PO 2005/2006? Por onde andam seus vadios? Sei de uns quantos que já começaram a fingir que estudam, mas não sei se os outros também se depararam com um problema semelhante com o meu. Deixem notícias! Beijinhos!
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9/25/2006 10:27:00 p.m.
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Faz mais de um mês que escrevi aqui pela última vez. Se deixei saudades (estou, claro, curiosa de o saber), manifestem-se deixando um simpático número de comentários neste artigo de regresso.
Como já mencionei em artigos anteriores, durante as férias em Portugal não tenho acesso à Internet como lá no Luxemburgo. Mas agora é diferente, porque eu já não estou de férias em Portugal, aliás, a partir de agora as férias são no Luxemburgo. De qualquer maneira, tive de arranjar forma de ligar o meu portátil à Internet antes do fim das férias porque sentia que me faltava um instrumento de trabalho utilíssimo. Portanto, agora tenho ligação em todo o lado, desde que me faça acompanhar do portátil e do telemodem da... Não vou fazer publicidade à empresa porque a Zapp não me pagou para isso. Mas se não vim actualizar o meu blog assim que pude foi porque achei que o regresso devia ser brindado com uma disposição menos fatalista do que aquela que tenho sentido nos últimos meses. É absolutamente indescritível a sentimento de... perda (será isso?). Mas agora tenho de me concentrar em transmitir energias positivas, chega de estados depressivos! Não que eu já esteja feliz, mas esforço-me por ser racional e não deixar a minha mente ser afectada por nada. Por outras palavras, hoje passei o dia como um robot, um animal, desliguei completamente, vou vivendo pragmaticamente. Para quem ainda não sabia, fui aceite em Psicologia na Universidade do Porto. Não soube há uma semana atrás, como todos os alunos nacionais; soube-o apenas há dois dias, no dia em que acabavam as matrículas na Universidade para os alunos cujos resultados foram afixados na 1ª fase. Amanhã começam as aulas e eu não estou matriculada. Sinto-me desorientada, mas, a menos que aconteça alguma coisa mesmo grave, fiquei vacinada contra incidentes de 1º dia de aulas quando em Setembro de 2000 fui para a sala do 7º ano em vez de ir para a do 2º, tudo por causa de uma confusão entre o ensino Português e o da Escola Europeia do Luxemburgo. Assim, preparo-me fisicamente para uma luta em que vou tentar matricular-me sem saber muito bem do que preciso, se é possível sequer fazê-lo amanhã! Porque é que a Universidade é absolutamente tão nova? Quero dizer, uma novidade tão grande. Não me lembro de me ter sentido assim tão apreensiva com uma mudança e, acreditem, eu passei a minha vida a mudar de casa, de escola, de amigos... Não deveria já estar preparadíssima para a mudança, seja qual for a dimensão desta? Querendo acreditar no meu hóroscopo, a minha semana vai ser muito boa, portanto espero que seja apenas o receio antecipado e que uma vez que esteja a viver a situação deixe de me sentir como um peixe fora de água. Até porque eu tive a sorte de conseguir entrar naquilo que queria, algo que não acontece a toda a gente. Só tenho é de me sentir feliz. E acredito que, daqui a um mês, quando estiver sentada em frente ao computador a comer pipocas enquanto leio o meu blog de fio a pavio, talvez me ria com a minha apreensão absurda. Dizem que o que custa é saltar: uma vez que estamos no ar é como se voássemos... Desesperadamente à espera do meu par de asas, deixo muitos beijinhos de boa sorte para todos os meus colegas que começam, ou já começaram, esta nova etapa das nossas vidas.
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9/24/2006 08:45:00 p.m.
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Estou de volta a Vila Nova de Gaia depois de uns breves dias de descanso em Valença do Minho. Os meus avós, claro, adoram ter os netos em casa, queriam que eu ficasse mais uns dias, mas eu precisava de apanhar sol, sob pena de ser confundida com uma albina.
Em Valença, aproveitei para dormir horas a fio, mas também arranjei um tempinho para gastar dinheiro, passear no centro da cidade, visitar a Fortaleza... E ler, obviamente. No entanto, não me atrevo a recomendar os livros que tenho lido na última semana porque não conheço ninguém que, além de mim, aprecie ler aquelas histórias a transbordar de romântico, as típicas variantes da história da Cinderela. O regresso ao Porto ficou marcado por uma viagem de comboio que demorou o dobro do esperado e anulou qualquer paz de espírito que eu tivesse acumulado durante a minha estadia em Valença. Esta relação que eu tendo a estabelecer entre Valença e recarregar baterias faz lembrar o mito de Anteu. Mas não sei se se poderá aplicar à minha situação: Valença não é exactamente a minha terra de origem. Na verdade não sei qual é a minha terra de origem. Lá vou eu entrar nas minhas complicações... É verdade que nasci em S. Sebastião da Pedreira (para ser mais precisa, na maternidade Alfredo da Costa), em Lisboa. Segundo os registos oficiais, é esta a minha naturalidade. Contudo, ninguém da minha família é de lá. A família da minha avó paterna é de Portimão; a família do meu avô paterno é do Minho; a minha família materna é de Lamego e aí nasceu a minha mãe. O meu pai nasceu na antiga Rodésia, actualmente Zimbabwé. Para além disso, Silva é um nome de origem judia, logo devo ter origens judaicas pela parte do meu avô materno. Já a minha avó paterna diz que temos antepassados de um país qualquer da Europa do leste. Não são razões suficientes para uma rapariga se sentir dispersa? Alguns poderiam dizer-me para considerar como minha terra aquele sítio onde sempre vivi. Ora, em criança vivi em Lisboa ou arredores, em adolescente vivi no Luxemburgo e, agora que vou entrar na fase adulta, venho viver para Vila Nova de Gaia, onde, de resto, passei férias com a minha prima desde os 4 anos. E, mesmo dizendo que considero esta como a minha casa por ter permanecido um lugar "imutável" (todos os outros foram passageiros), não o é de facto. Porque eu quero dizer que o meu lugar, a minha terra, o meu país, o meu mundo é algo que satisfaça todos os requisitos que eu lhe imponho (e todos sabem como eu sou exigente). De maneira que, quando começo com estas crises existenciais questionando-me onde pertenço, acabo por responder a mim mesma que "o meu lugar, a minha terra, o meu país, o meu mundo ainda estão para ser criados". Obviamente, não o serão... Portanto tenho de me resignar com uma máxima utópica (leia-se parva) de que "o meu lugar, a minha terra, o meu país, o meu mundo que ainda estão para ser criados teriam de ser criados por mim para me satisfazerem inteiramente". E onde é que eu cheguei com isto tudo? Enfim, só anseio por uma visão extraordinária de um mundo (só meu) que possa reproduzir numa obra literária. Se a espera for longa, só peço que continue a ter substitutos (mesmo que fracos) a que as minhas exigências permitam chamar provisoriamente "o meu lugar, a minha terra, o meu país, o meu mundo".
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8/22/2006 09:58:00 p.m.
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Finalmente escrevo-vos de Vila Nova de Gaia, naquela que eu considero a minha casa, não só porque quando for para a Universidade é aqui que vou morar, mas também porque, ao longo de toda a minha vida de mudanças, foi aquilo que permaneceu igual (ou muito parecido ao que sempre foi e representou). E sem esquecer que é aqui que vive a pessoa mais importante do mundo para mim. Já estou com a minha prima desde Segunda e vamos hoje à tarde para Valença do Minho. Já antevejo a calma, a serenidade, o sossego que emanam daquela terra. Não se faz nada lá, é verdade. Mas por um lado é isso que tanto me atrai a lá voltar sempre que posso. À falta de melhor, decidimos (eu e a minha prima) passar o dia inteiro sentadas no café (de preferência um diferente cada dia). Até porque somos duas jovens solteiras! LOL
Por aqui o tempo está lastimável. Já está assim desde que eu cheguei na Segunda, mas hoje até começou a chover. Lá se foram os planos de irmos todos os dias à praia. Começo a desconfiar que há uma conspiração cósmica com o intuito de me negar os prazeres balneares este Verão. Enquanto estive no Montijo nunca os adultos lá de casa me levaram à praia e nos dias em que programavam uma ida à Caparica eu não estava em casa porque tinha outros compromissos (uns mais importantes do que outros, mas compromissos ainda assim). Depois chego a Vila Nova de Gaia, onde supostamente posso ir à praia de autocarro com a minha prima, mas está um tempo péssimo. Em Valença, ou lá perto, só há praias fluviais, o que eu detesto, por isso vou ter de adiar a visita ao mar, à areia e ao sol para a próxima semana quando voltar para aqui. Isto é, se estiver calor... De qualquer maneira estou com a Cris, a minha prima mais que prima, a minha amiga mais que amiga: basicamente mais que irmã. Mas uma pessoa (ou duas, neste caso) embrutece o dia todo a ver televisão, pois não temos mais nada para fazer. Continuo, então, à espera da visita da senhora Diversão para poder avivar: a) as minhas férias; b) a minha vida; c) os meus relatos aqui no blog. Não desesperem (eu sei que quem espera desespera), pois nem que tenha de cometer alguma loucura tão contrária à minha natureza, hei-de voltar a escrever sobre algo mais interessante. Até lá, muitos beijos!
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Blue!Girl
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8/16/2006 01:58:00 p.m.
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Aqui estou eu de férias em Portugal! Para ser mais precisa, estou no Alvaláxia e aproveitei para vir a um cybercafé. De outro modo não saberiam nada de mim tão cedo. Ainda não comecei a parte divertida das férias: ainda não fui à praia, ainda não fui ao norte (zona de diversão por excelência)... Por isso não tenho nada de especial para vos dizer, só queria mesmo dar a saber que estou bem.
Ainda não estou há 1 mês em Portugal e já gastei cerca de metade do dinheiro que trazia para férias. E, do dinheiro que gastei, imaginem, um terço foi em livros! Não consigo resistir... Aliás, já tive a ideia de arranjar um trabalho de férias numa livraria. Isso seria trabalhar no paraíso. Já fui candidatar-me à universidade. Espero ansiosamente pelo dia em que saberei o resultado. Como não tenho mais nada para dizer, despeço-me, deixando muitos beijinhos para aqueles que vêm todos os dias verificar se voltei a escrever e... para todos os outros, é claro!
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Blue!Girl
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8/12/2006 03:02:00 p.m.
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Antes de mais quero retirar a fúria contra a minha irmã que deixei transparecer no último artigo: a pobre da rapariga até foi querida e deixou cá a máquina, mas num saco onde nunca me lembrei de procurar. Conclusão: encontrei a máquina; mana, desculpa! No entanto, as fotos vão ter de esperar até uma altura mais oportuna do que esta, daqui a algumas semanas.
Sei que tenho descurado a minha assiduidade de escrita no meu blog, mas tem-me sido impossível sentar e programar a mente para a manipulação de palavras. Não tenho feito nada que valha a pena partilhar convosco, o que também não ajuda muito no acto de escrita. Parto amanhã para Portugal com provavelmente o triplo da bagagem normal. Uma mala enorme de plástico duro que parecia que ia rebentar ao fechar, dois sacos grandes de roupa e calçado que não cabiam na tal mala (mas também são só para o fim do Verão: vou deixá-los em casa da minha avó até lá) e duas malinhas de usar a tiracolo com CDs. Apesar de tudo acho que é razoável este fruto de um dia de trabalho, só ainda não descortinei onde meter o saco da roupa que não teve tempo de ir a lavar. Já estão a imaginar aqui a menina a andar em pleno Minho (ou até Porto e Lisboa, já que parto para estas duas cidades no Sábado bem cedo - 12 horas apenas depois de ter chegado a casa dos meus avós) com um saco de plástico do Auchan com roupa amachucada...LOL Um problema para resolver amanhã de manhã. Estou completamente exausta, acho que nunca estive tão perto de cair redonda no chão. Não me admiro se dormir os 2 dias de viagem de carro até Portugal... Só quis passar por aqui antes de me ir embora, pois até à próxima vez que poderei ter acesso a um computador com net pode passar-se muito tempo. Vou ter saudades da sensação de ser lida, mas estarei a preparar, durante as férias, o meu regresso ao mundo literário mais ortodoxo. Ansiando pela próxima vez que terei o prazer de aqui voltar, deixo-vos uma reserva de milhões de beijos, para que nunca vos falte o meu carinho.
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Blue!Girl
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7/20/2006 01:16:00 a.m.
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Não dá para acreditar que estou de férias, não dá... É simplesmente bom demais para ser verdade! Enfim, não é assim tão "bom demais", quer dizer, ainda tenho de tratar de uns assuntos, encaixotar os meus pertences... e mentalizar-me de que me vou embora.
Desde que escrevi o último artigo muito se passou. A oral de Português, que encerrava os meus exames, correu-me tão mal como a oral de História me tinha corrido bem. Correu tão mal que quando saí da sala fiquei imensamente abatida, nem me ocorria o doce pensamento de que estava finalmente de férias. Só consegui levantar a névoa do meu dia quando me sentei na cadeira do cabeleireiro. Nessa tarde a minha mãe chegou de Portugal e fomos às compras durante horas. A seguir fui à reunião da Benção das Pastas e, para acabar a correria desse dia, ao jantar com quase toda a turma. A minha mãe também esteve presente e depois de termos jantado veio connosco a uma festa de música techno! Mas não ficámos muito tempo porque eu queria era ouvir hip hop e a Luísa estava a demorar-se para nos levar até essa tenda, e eu já não aguentava mais os meus pés. Estive o dia todo com as sandálias de salto alto que tinha levado para a oral. Quando me deitei na cama do quarto de hotel da minha mãe, estava tão cansada que, apesar de estar ansiosa pelo dia seguinte e ficar algo disperta até às 3 da manhã, o meu cérebro começou a descansar logo. Não sei se me faço entender. O que quero dizer é que, normalmente, quando estou muito ansiosa e não consigo dormir mal me deito, não descanso nada até finalmente cair no sono. Mas o meu cansaço era tão grande nesse dia que não precisei de adormecer para me sentir a descansar. Tendo dormido apenas cerca de 4 horas, é de admirar que tenha acordado tão bem-disposta e não tenha adormecido durante a cerimónia de entrega dos Diplomas. Na verdade a cerimónia até se passou muito bem, não foi aborrecida, só tenho pena que o som fosse tão mau: pouco ouvi dos discursos e quase não ouvi o meu nome quando me chamaram para ir receber o Diploma. Como muitos, também eu tropecei nas escadas para subir ao palco. Felizmente foi muito ligeiramente; ninguém reparou. Quando voltei ao meu lugar dei apenas uma vista de olhos à média e às notas, porque queria ver os outros a receber o Diploma. Mas acho que mesmo que eu fosse a última a recebê-lo não teria dedicado muito mais do que 3 segundos a olhar para aquela folha: a minha média desceu desastrosamente e vislumbrei notas inexplicáveis! Uma catástrofe completa! O meu humor só melhorou quando ouvi chamar o meu nome para receber o prémio de Português! Mas até esse momento foi marcado por falta de graciosidade: tinha 6 pernas entre mim e o corredor e tive de me espremer para conseguir passar. Quase caía por cima dos rapazes, que eram quem tinha pernas maiores de entre essas 3 pessoas. Almocei. Preparei-me para o baile. Saí de casa. O baile não foi nada de especial. Para além disso, não posso enriquecer este artigo com fotos do baile porque, acabei de descobrir, a minha irmã tem mais serradura na cabeça do que aquela que lhe permitiria lembrar-se de me deixar a máquina fotográfica antes de ir para Portugal, apesar de eu e a minha mãe lhe termos dito que bem a podia deixar cá para mim. Estou tão furiosa que nem quero escrever mais; limito-me a dizer que no dia seguinte ao baile foi a Benção das Pastas, Itália sagrou-se campeã mundial e, posteriormente ao fim desse jogo, eu, a minha mãe e a cabeça-de-vento da minha irmã fomos para a rua gritar e festejar, como umas doidas, com a intenção de que pensassem que éramos Italianas. E acho que conseguimos "enganar" a maior parte dos carros que passaram ali na ponte que vai da Gare até ao Lisboa II.
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7/11/2006 05:26:00 p.m.
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Não sei se doeu mais perdermos agora do que teria doído termos perdido no Sábado passado. De qualquer maneira, a Selecção chegou muito longe e o 3º lugar ainda não nos está vedado. Começaram por jogar muito bem frente à França, mas os nervos levaram a melhor depois daquele golo de Zidane. Oportunidades, houve-as. Nunca se concretizaram em algo mais. Qual é o sentimento que vos fica depois disto? Partilhem-no através de comentários....
Eu só posso dizer que estou dividida. Por um lado, estou contente por Portugal ter chegado tão longe. Por outro, seguindo o célebre espírito de "quero o braço para além da mão", queria mais do que isto. Acho que temos vindo a preparar o caminho para alcançarmos algo de grandioso, mas até agora já nos escapou o título Europeu e o título Mundial. Portugal não merecia ficar por aqui. Se depois do golo de Zidane a Selecção pode ter deixado de "merecer" ganhar este jogo, certo é que não merecia ficar por aqui. Isso é que não. Não vos posso garantir com muita certeza, pois já lá vão 2 anos e eu tendo a atenuar os meus sentimentos passados, mas até acho que estou mais triste por esta não-vitória (já que também não foi uma derrota, sobre isso temos de estar todos de acordo) do que estive após a Tragédia Grega. Beijinhos muito, mas mesmo muito desconsolados.
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7/05/2006 10:00:00 p.m.
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Mais uma bela tarde de calor na cidade do Luxemburgo. Cinco colegas do 7PO tiveram a ideia de reunir-se num parque para trocar conhecimentos de Português, na esperança de terem uma boa nota na oral. O Zé quis experimentar o granizado da Filipa e logo decidiu comprar um para ele, mas não gostou do sabor que tinha escolhido, então a Filipa aceitou uma troca. Do centro até ao parque, ela foi-lhe contando a história de "Os Maias". Chegados ao parque, os cinco não conseguiam chegar a acordo sobre do que falar primeiro. Começaram por Mário de Sá-Carneiro; ninguém sabia nada de especial sobre ele, até que a Luísa recordou que "ah! Era aquele homossexual!" (lá se vai o pedido para não se fixarem nesse pormenor). Uma hora depois, a Luísa e o Zé foram embora. Escusado será dizer que pouco mais se estudou entre os três que ficaram: a Claudia, o João e a Filipa. Deitada na relva a Filipa chamava a atenção constantemente para o que era mais importante: a chegada da mãe daí a 2 dias. A Claudia e o João torturaram a pobre citadina com retórica sobre a Natureza e os seus terríveis insectos tão temidos pela Filipa, que apesar de tudo continuou deitada na relva, com os seus óculos de sol, à sombra de uma árvore. Depois de uma conversa sobre tudo e sobre nada, com vagas expressões de desejos e planos para o Verão, a Claudia teve de apanhar o autocarro, de maneira que o João e a Filipa decidiram ir jantar ao Quick antes que caísse a trovoada que entretanto tinha começado a formar-se. Mas o João tinha sido assaltado pela Luísa; "pediu" à Filipa que pagasse o jantar, de maneira que continua assim a viver às suas custas. Para além disso teve o despautério de dizer que a Filipa não ia ter um verdadeiro curso superior!
Assim que a Filipa chegou a casa começou a chover. Ela espera que seja só lá fora e não dentro do coração de todos os Portugueses que anseiam pela presença da Selecção na final do Mundial.
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7/05/2006 07:57:00 p.m.
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Ultimamente ando sem vontade de fazer nada. Custa tanto mexer-me: arrasto-me. Detesto o calor! É que por esta altura do ano, em que o calor se apodera do planeta, a minha outra faceta, o meu outro lado (porque não o "lado solar"?), apodera-se do meu corpo e, por mais que eu lute, é impossível resistir. A verdadeira Filipa afoga-se, perde-se nesta outra personalidade. Quase me sinto fragmentada. LOL
No entanto, ontem, depois da oral de Inglês (que correu razoavelmente bem), passei a tarde toda de um lado para o outro com a Luísa e com o João. Algures no meio da tarde a minha irmã juntou-se a nós. Foi um programa improvisado mas muito porreiro. Hoje acordei tão cansada como se tivesse passado a noite na discoteca, apesar de me ter deitado apenas à meia-noite. Já falta pouco para o dia D. Beijos para todos!
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7/04/2006 06:32:00 p.m.
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Porque não sei o que escrever sobre o dia de hoje, "escrevo" sobre um sentimento que me assalta frequentemente, como acontece neste momento. Sem rumo, desorientada, desnorteada, sobrecarregada... Não sei o que fazer, não sei... Esta letra é da música que podem ouvir se visitarem o meu perfil.
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7/02/2006 09:14:00 p.m.
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É verdade. Mas para o conseguirmos foram 2 horas de sofrimento... O golo que nunca mais vinha... O golo que não chegou a vir! Foi um jogo lindo, a Inglaterra deu luta, mas a Selecção jogou muito bem. O vencedor estava reservado para se decidir nas grandes penalidades, tal como aconteceu no EURO 2004. O Ricardo voltou a mostrar do que é capaz, depois de ter passado uma fase tremida. Bateu hoje o recorde por defender 3 penalties num jogo tão avançado do Mundial. O Cristiano Ronaldo marcou o penalti da victória, mas pareceu que não se resolvia: pára, arranca, pára, arranca... Ele e o coração de todos os portugueses partilharam este ritmo durante os 3-4 segundos que foram precisos para a bola se afundar na rede. Mas claro, toda a equipa está de parabéns: sinto orgulho de respirar o ar do Tejo onde o Ricardo cresceu para ser a nossa estrelinha hoje; sinto orgulho de todos eles; sinto orgulho de ser Portuguesa!
Vamos jogar com os Franceses na Quarta... Nem sei o que esperar... Se tivesse sido o Brasil a passar, tinha a certeza que perdíamos... Assim, começo a deixar um raio de esperança brilhar.
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7/01/2006 10:22:00 p.m.
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Acho que uma das muitas excelentíssimas recordações que tenho do Verão de 2004, aquele magnífico Verão, é a do EURO 2004. Ir ver os jogadores passar no autocarro em Alcochete, percorrer as ruas do Montijo a apitar depois da vitória contra a Holanda, ir até à feira das festas do Montijo equipada a rigor para mostrar o orgulho nacional... Gritar a plenos pulmões aquele refrão "Com uma força, com uma força, com uma força que ninguém pode parar" e ainda a música cuja letra vos deixo aqui hoje, numa homenagem ao que os Portugueses fizeram há 2 anos. Porque embora não tenhamos sido campeões, chegámos lá perto.
E para homenagenear o que a Selecção fez até agora no Mundial 2006, e para exprimir a esperança de que cheguem ainda mais longe do que chegaram, quando o jogo contra a Inglaterra está prestes a começar, deixo a nova versão do Hino da Galp.
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7/01/2006 03:55:00 p.m.
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